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Capa do romance Aliança de Mentiras - Império Clifford II

Aliança de Mentiras - Império Clifford II

Isabelle Abertton, uma hacker brilhante, vê sua vida sob controle ruir após cair nas mãos de um chantagista. Sem saída, ela recorre a Jorel Clifford, seu melhor amigo e um playboy negligenciado pela família. Para provar seu valor, Jorel aceita ajudá-la, mas o custo é um casamento de fachada. Em meio a mentiras perigosas e segredos sombrios, eles enfrentam uma atração proibida. Nesta trama intensa de redenção e riscos, a verdade pode ser o golpe mais fatal.
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Capítulo 1

A T E N Ç Ã O:

NÃO RECOMENDADO PARA  ALMAS QUE ACREDITAM EM FINAIS FELIZES SEM CADÁVERES EMOCIONAIS PELO CAMINHO.

* AQUI, OS MOCINHOS MENTEM. OS VILÕES TÊM MOTIVOS. E O "FELIZES PARA SEMPRE" CHEGA ENVOLVO EM FUMAÇA E VIDROS QUEBRADOS. 

VOCÊ VAI TORCER POR UM FINAL DOCE? PREPARE-SE!

POV ISABELLE

Eu estava olhando o testamento que Olívia escreveu e que já estava aberto, emoldurado num quadro na parede à direita da escada flutuante.

- Isto é bem brega! – Jorel sussurrou no meu ouvido.

Dei um salto:

- Me assustou!

- Hum, você se assusta com alguma coisa?

- Claro que sim. Quem não se assusta com a sua cara feia?

- Cara feia? – ele riu, os dentes alinhados milimetricamente desenhados nos lábios enquanto sorria – Não é o que dizem por aí. Até a sua irmã sempre me achou mais bonito que o Gabe.

- Você não é mais bonito que o Gabe! – revirei os olhos, fazendo careta.

- Bem, como sabemos que você não tem bom gosto, é óbvio que sua opinião não conta. Já dormi com metade das mulheres de Noriah!

- Quer que eu aplauda? – questionei, incrédula – Isto é a coisa mais ridícula que eu já ouvi. Além de você dizer que o quadro que Gabe mandou fazer para o testamento de Olívia é brega.

- Já até decorei esta porra: "Sei que passaremos por todas as tormentas, mas no fim ficaremos juntos" – fez caras e bocas, de forma engraçada, me fazendo rir – "Você vai me quebrar, mas depois me consertar". – Tentei segurar o riso – "Não te darei filhos, mas seremos o casal mais feliz do mundo inteiro" – fingiu choro – "Você chorará por mim e implorará pelo meu amor" – me encarou – Isto não é meio tóxico?

- E desde quando eles foram um casal saudável?

- Cara, ela conquistou o Gabe! E Gabe, para mim, sempre foi inconquistável.

- Pois então... Pelo visto todo mundo tem sua outra metade... Até Gabe Clifford.

- "Você perdoará o meu pai. E não será porque descobrirá que ele é inocente e sim porque me amará a ponto de passar por cima de tudo". Eles deveriam ter recortado esta parte fora, afinal Ernest era culpado e Gabe não estava de um todo errado.

- Acha que Gabe recortaria um pedaço de algo que Olívia escreveu? – eu ri – Para o seu irmão isto é precioso, ou ele não teria usado uma moldura banhada a ouro.

Jorel olhou para cima:

- Uma parede de fotos deles – suspirou – Cara, eles têm problemas! Existenciais.

- E desde quando amor é um problema existencial?

- Amor? – ele riu – Desde quando isto existe?

- Não vou discutir isto com você, Jorel Clifford, o homem mais sem cérebro do planeta.

- Se eu fosse sem cérebro, não estaria deixando você ainda mais rica do que já é com as minhas ideias de games.

- Falando em jogos para games, estou torcendo para chegar segunda-feira logo. Adivinha o que vou fazer assim que o banco abrir?

- Como eu vou saber?

- Usar o meu dinheiro, oras.

- Achei que já estivesse usando.

- Claro que não! Estava usando o de Gabe e Olívia.

- E isto era ruim por acaso? Não era dinheiro de verdade? Gabe te deu um cartão black, o sonho de qualquer mulher.

- Ou homem – eu ri – Não é o seu sonho?

- Eu tenho um cartão, aprendiz de adolescente – ele apertou o meu nariz – Não é ilimitado, como o dele, mas tem dinheiro.

- Não sou mais uma aprendiz de adolescente, Jorel. Esqueceu que hoje estou fazendo 18 anos?

- Como eu esqueceria? Estou aqui para a sua festa, aprendiz de adolescente!

- Foi modo de falar... – suspirei, subindo as escadas e indo em direção ao meu quarto. Havia esquecido de botar um batom.

Fui fechar a porta e quase a bati em Jorel.

- Vai entrar no meu quarto, agora?

- Sim, preciso! – disse, entrando sem ser convidado e deitando na minha cama – Estou com algumas ideias de jogos mais femininos. Tem muitas mulheres que gostam de jogar atualmente.

- Não é atualmente, Jorel. Mulheres sempre jogaram videogame. Por acaso você também não sabia disto?

- Conheço bem as mulheres então já sei o que fazer. Vai me ajudar, não é mesmo?

- Em primeiro lugar, somos sócios. Então eu não vou lhe ajudar. Minha função é botar as suas ideias dentro do computador e fazê-las virarem um jogo. Em segundo lugar... Por que você é tão convencido?

- Eu não tenho culpa de ser um homem bonito, atraente, inteligente e rico.

Me olhei no espelho e passei o gloss nos lábios, fazendo um leve borrão enquanto ria dele.

- Esqueceu o "modesto". Você é muito modesto, sócio!

- Sou mesmo... Até porque nunca falamos sobre o quanto eu sou legal e a ajudei a ficar rica. Pensa que poderá usar sua pomposa conta a partir de segunda-feira e que um pouquinho de mim está lá.

- Você é muito sem noção, caralho!

- Sua irmã não gosta que você fale palavrões.

- Gabe fala mais palavrões do que eu! E ela gosta.

- Mulheres gostam de homens que falam palavrões, principalmente na cama.

- Acho isto nojento.

- Nunca um homem te falou palavrões na cama?

- Que tipo de palavrões? – fiquei curiosa.

- Tipo: "Não sei se quero comer você de quatro ou no chuveiro, sua puta".

- Eu mandaria a real para ele: Cala a boca e desce a calça calado, "lanche"!

Ele ficou me olhando, sem dizer nada. Eu ri. Finalmente o deixei sem palavras, o que era bem difícil, já que Jorel Clifford falava 24 horas por dia, 7 dias na semana, 30 dias no mês. Raramente havia silêncio entre nós dois.

- Por que você usa batom sem cor? – Perguntou, mudando de assunto.

- Porque eu gosto.

Ele virou-se de lado na minha cama e cheirou meu travesseiro:

- Você borrifa perfume no travesseiro?

- Por que eu faria isto?

- Tem seu cheiro.

- Isto é normal, já que eu durmo aí.

- Qual a sensação de fazer 18 anos e ainda ser superdotada?

Gargalhei, o vendo pegar meu travesseiro e pôr sobre o rosto, tampando a própria cara:

- Eu nunca vou deixar de ser superdotada, Jorel.

- Assim como eu? – Me olhou por debaixo do travesseiro.

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