Capa do romance Alexandre II - Seu pior pesaelo

Alexandre II - Seu pior pesaelo

7.9 / 10.0
Em Alexandre II - Seu pior pesaelo, um herdeiro cruel da mafia assume seu destino como assassino. Ele reclama Hanna, a única capaz de despertar seus sentidos. Entre segredos de origem e vingança, descubra este romance novel intenso. Leia livros online grátis e mergulhe nesta história de ação.
Resumo de Alexandre II - Seu pior pesaelo
Neste spin-off de Amaldiçoado, Alexandre II herdou a crueldade do pai, tornando-se um assassino temido e sem coração. Após observar o crescimento de Hanna, ele decide tomá-la para si, sendo ela a única capaz de despertar seus sentimentos. No entanto, ao descobrir a verdade sobre sua origem, Hanna enfrentará um verdadeiro inferno sob o domínio do homem que ama. Resta saber se o amor sobreviverá em meio a um ciclo de ódio e vingança implacável.
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Alexandre II - Seu pior pesaelo Capítulo 1

2 anos antes...

Alexandre Monte Negro II

Eu sempre soube que tinha algo em mim diferente, uma força que pulsava sem descanso em meu âmago que me impulsionava a mais tenebrosa escuridão, eu não me importava com a dor dos outros, não me importava com nada além de mim mesmo e depôs que ela chegou, ela se tornou para mim como algo sagrado, eu me importava com ela.

Cresci num lar cheio de amor, mesmo que meu pai fosse um carrasco temido fora de casa, em casa ele era o ursinho da minha mãe, eles se amavam e era algo notório, tinha irmãs amorosas e prestativas, mamãe é a pessoa mais doce que já conheci, sempre me deu amor e carinho e mesmo quando me recusa a ir a igreja ela falava do infinito amor de Deus para mim, mas eu me encantava mesmo era pelo lado sombrio das coisas, pela lado da escuridão, eu admirava o Lúcifer e não a Deus.

Achava impressionante e louvável sua coragem em se rebelar contra Deus e tomar o poder, mesmo não conseguindo ele tentou e criou seu próprio reino, era algo grandioso o que ele fez e deveria ser refeito, eu faria igual, eu tomaria o poder, seguiria os passos do mal, mas a diferença entre mim e Lúcifer é que eu não falharia.

Sempre observei meu pai desde criança, ainda pequeno ele me carregava a tabacaria e ali eu me mantia atento a tudo, mesmo sem compreender bem do que falavam e toda hora meu pai falava:

__ tudo isso ainda será seu meu filho, isso e muito mais Alexandre!

E eu queria esse muito mais!

Quando fui ficando rapaz comecei a ter noção das coisas e do que era dinheiro, dinheiro era poder, eu queria o poder, por mais que meu genitor falasse que tudo era meu, era ele quem tinha a palavra final e isso me perturbava profundamente, eu precisava do poder.

Seguir observando e aprendendo com ele, eu era ótimo com os cálculos e ainda cedo comecei a cuidar das finanças da tabacaria, era demasiado a quantidade de dinheiro que entrava, dinheiro grosso, meu dinheiro.

Aos 12 anos eu era um rapazote muito esticado para minha idade e notava os olhares das raparigas em mim e isso despertou algo desconhecido em meu corpo e ascendeu o vicio da luxuria e prostituição, com 12 anos eu conheci minha primeira boceta, fiquei obcecado, era uma sensação divina me enfiar entre as pernas de alguma rameira, despejar meu esperma e ir embora, comecei a frequentar postribulos e cabarés.

Meu pai continuava a me ensinar tudo o que conhecia e eu sempre necessitava demais.

Quanto mais eu crescia mas eu sentia curiosidade em conhecer o que não podia ser conhecido, procurei e busquei até que conheci um livro que terminou de quebrar todas as correntes que me mantinha contido e calmo, o livro tinha uma capa grossa e negra, na sua capa tinha desenhado uma estrela de cinco pontas que estava dentro de um círculo e dentro dessa estrela tinha a imagem de um animal com chifres, não tinha mais volta eu tinha escolhido qual caminho seguir.

Os carinhos da minha mãe já não mais me tocavam, eu não sentia nada ao ser tocado e amado por ela, minhas irmãs me irritaram com sua união e companherismo, eu fiz crescer uma crosta tão grossa e resistente sobre mim que era impossível ser quebrada, eu me tornei impermeável ao amor.

Eu não sabia como sorrir, por diversas vezes observava pessoas proseando e sorrindo e eu me perguntava como elas conseguiam sorrir com tanta facilidade?

Minha mãe bastava ver uma criança na rua e já estava a sorrir, minhas irmãs viviam a dar gargalhadas por nada e eu simplesmente não sabia sorrir, tentei por diversas vezes sorrir em frente ao espelho, mas não saía um som sequer da minha boca e tudo que conseguia fazer era mostrar os dentes de forma assustadora e ameaçadora.

Queria aprender a sorrir pois sabia que isso atrairia as pessoas a mim e eu poderia ter mais sucesso em dar o golpe em alguém, se mantivesse uma falsa cordialidade, mas ao mostrar os dentes eu repelia as pessoas e então não o faço mais, não aprendi a sorrir, isso não era para mim.

Tudo estava a andar de vento em polpa quando esse pulha surgiu no meu caminho: Bento Gonçalves! Meu pai quis fechar negócio com ele assim que soube que ele comprou a maior fazenda da região.

Não fui com as fuças do sujeitinho e eu nunca erro, ele se apossou das minhas duas irmãs, onde já se viu duas mulheres vivendo com o mesmo homem como marido e mulher?

Minhas irmãs não passam de duas perdidas, desavergonhadas, duas rameiras e ainda mantiam hábitos masculinos, eu precisava agir, não permitirá que Bento ficasse com a herança das minhas irmãs, eu pegaria tudo para mim.

Fiz meu pai assinar uma procuração onde ele me deu todo poder sobre seus bens e eu o deixei sem nada, na absoluta miséria, coloquei ele no olho da rua, na sarjeta!

Minha mãe foi com ele pois sei que ela nunca abandonaria meu pai, não me importei, não doeu em mim, não desejava o mal da minha mãe, mas também não me sentir com dor na consciência em despeja-los de casa, nesse dia adormeci e dormir tranquilamente em meus aposentos.

Mas tinha ELA, meu amuleto sagrado, Hanna, ela brilhava mais que o sol, ela era meu raio sol! De alguma forma não conseguir me manter afastado dela, era uma necessidade quase física e eu passei a visitá-la todos os dias na escola, a vi crescer e se desenvolver, ela corria para mim sempre que me via, me abraçava, me chamar de melhor amigo, Hanna possuía o sorriso mais lindo que eu já avistei nesse mundo e um aroma que era só dela e esse cheiro me deixava atiçado, ela era um anjo e eu era o próprio demônio.

__ Alexandre!

Sua voz era angelical.

__ sim meu raio de sol, sou eu...

Quando ela me abraçava eu sentia como se toda dor e perturbação que maquinava em mim sumisse.

__ te trouxe algo.

__ o que?

Ela pergunta com seus olhinhos brilhantes e eu sempre a trago algum mimo, algo de comer, não quero que ela chegue com algo em casa e descubram sobre nós.

__ um bombom!

Hanna sorrir pegando o doce da minha mão, eu a olho sem piscar, como se piscar me fizesse perder de olhá-la por tempo preciosos.

__ quer um pedaço?

__ eu não como doces!

Falo e ela faz uma careta linda.

__ deveria, certamente sorririas depois de comer um doce, nunca te vi sorrir!

Hanna é a única pessoa que conheço que não me teme, ela não me tem medo e eu nunca a machucaria se não fosse para o bem dela.

Passo minutos preciosos ao seu lado e quando o intervalo toca sei que ela tem que ir, cada dia sinto que é pouco o tempo que temos, eu preciso de mais!

__ eu preciso de você!

Falo e ela me olha sem entender a profundidade que falo.

__ eu estou aqui.

__ eu sei, mas isso é pouco, quero mais!

Então seguro sua cabeça com minhas duas mãos e falo:

__ eu vou te buscar para morar comigo, vou te cuidar e proteger e ninguém vai te tocar, você vai me pertencer toda e por inteiro, você quer isso? Quer ser minha Hanna?

Como um homem experiente sei que Hanna tem sentimentos por minha pessoa, de alguma forma ela tem um encantamento por mim e uso isso ao meu favor.

__ sim, eu quero!

__ me espere Hanna eu vou te buscar, eu vou cumprir o que falei!

Ela confirma com a cabeça e eu concluo antes dela se afastar:

__ lembre-se, esse é o nosso segredo!

Não poderia esperar mais, triplicaria o dinheiro que peguei do meu pai e me tornaria o homem mais poderoso da região, seria intocável e então a teria para mim, não permitiria que as aberrações das minhas irmãs a criassem e transforma-se meu raio de sol em uma perdida também, eu salvaria Hanna e ela me salvaria, ou nos destruiríamos juntos, o plano estava feito e seria executado, o que eu falo eu não volto atrás, Palavra de Alexandre II é irrevogável.

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