
Além das Lembranças: O Amor Por Conhecer
Capítulo 2
Líria estava sem saber o que seu pai quis dizer, mas quando seu pai tirou o cinto e tentou abaixar as calças, ela lembrou do que sua mãe disse.
Líria olhou para o pai com choque e repugnância. Ela nunca imaginou que seu próprio pai pudesse confrontá-la dessa maneira, muito menos que ele poderia expulsá-la junto com sua mãe.
- Pai, você está louco? Eu sou sua filha! Como pode dizer tais coisas?
Henrique sorriu de forma doentia e se aproximou de Líria.
- Não se faça de inocente, Líria. Eu vi como você me olhava, como tentava me atrair para seus jogos. Agora que você está livre da sua mãe, podemos finalmente nos unir. Vamos ser felizes juntos.
Líria sentiu o medo percorrer todo o seu corpo. Ela percebeu que, além de ser expulsa de casa por sua mãe, agora também corria o risco de ser abusada pelo próprio pai. Ela se levantou rapidamente do sofá e tentou se afastar dele.
- Papai, você está doente! Isso é um absurdo! Eu nunca quis seduzir você, eu sou sua filha!
- Líria, aqui não é tão ruim, né? O que acha de morar comigo aqui? Vamos dizer que você foi para o exterior e nós podemos ficar aqui juntinhos sem ninguém desconfiar. Se você sentir ciúmes da sua mãe, eu posso me divorciar dela. Eu farei tudo o que você me pedir, meu lírio. Mas sabe, eu fiquei com bastante raiva por você ter perdido sua inocência com outra pessoa, esse direito é meu.
- Você é tão nojento.
- Você usou proteção? Não quero que você carregue nenhuma semente além da minha.
Henrique avança em direção a Líria, com um olhar cheio de luxúria e obsessão. Ela entra em desespero e corre em direção à porta da cabana, em busca de ajuda.
Já estava escurecendo e Líria corre do seu pai, na floresta, quando ela percebe o perigo que está se aproximando.
Logo à frente deveria ter um penhasco, ela deveria parar de correr. Mas o medo de ser pega pelo seu pai é ainda pior.
Quando Henrique acha que conseguiu pegar Líria, ela simplesmente pula do penhasco.
- Não!!!
Henrique pede ajuda das pessoas, buscas foram feitas, mas só um pedaço do tecido do vestido de Líria foi achado. Um grande pedaço de seda roxa.
Henrique olhava para os homens que estavam chorando por Líria, ele sentiu um sentimento de ciúmes esmagador. Quando de repente várias pessoas postavam fotos juntas de Líria.
Fernanda estava feliz, agora ela poderia aproveitar com o seu marido. Mas ele não a olhava, só conseguia olhar para o tecido roxo e para o lago à sua frente.
Ela sabia que com a queda seria difícil Líria sobreviver. Mas ela não se importava. Agora Líria estaria fora das vistas de seu marido.
Charles estava com a cabeça cheia de problemas. Seu avô o estava pressionando para ele encontrar uma esposa.
Porém, ele não estava apaixonado por ninguém e tinha certeza de que alguém só se aproximaria dele por conta de dinheiro.
Ele não queria ficar ao lado de alguma interesseira, pois isso poderia atrapalhar sua vida, agora ou no futuro.
Seu avô queria que ele casasse, mas essa pessoa não podia apresentar nenhum problema.
Tinha que ser apenas por aparência, só que seria difícil encontrar alguém que o aceitasse assim.
Charles estava olhando para o lago quando percebeu um corpo sobre as pedras. Ele foi em direção ao corpo.
Surpreendeu-se quando o corpo ainda apresentava sinais vitais. Charles não conseguia ver o rosto da mulher.
Quando ele tirou o rosto da água, que antes estava molhado de água, começou a ficar molhado de sangue.
Charles entrou em desespero ao perceber que a mulher estava gravemente ferida. Ele tentou encontrar uma maneira de ajudá-la, mas estava longe de qualquer ajuda médica. Ele decidiu carregá-la nos braços, com cuidado, em busca de algum lugar seguro.
Enquanto isso, Julho, o avô de Charles, estava observando a cena de longe, intrigado com o que estava acontecendo. Ele decidiu se aproximar e oferecer ajuda, percebendo que a mulher precisava de cuidados médicos urgentes.
Os dois homens levaram a mulher para um chalé próximo, onde tentaram estancar o sangramento e buscar ajuda. Charles ligou para uma ambulância, enquanto Julho tentava acalmar a mulher, que parecia estar perdendo a consciência.
A ambulância chegou rapidamente e a mulher foi levada às pressas para o hospital. Os médicos lutaram para salvá-la, enquanto Julho e Charles aguardavam ansiosos por notícias.
Após algumas horas de espera insuportável, o médico apareceu para informá-los sobre a situação. A mulher estava em estado grave, mas estável. Ela havia sobrevivido à queda, mas seu caso era delicado. Seria necessário permanecer internada para tratamento intensivo.
Charles sentiu-se aliviado por ter salvado a vida da mulher, mas também se preocupou com seu futuro. Eles decidiram juntar esforços para ajudá-la, garantindo que ela recebesse o melhor tratamento e cuidado possível.
Enquanto isso, Líria, que agora estava sendo tratada no hospital, lutava para se recuperar de suas feridas. Físicas e emocionais.
Julho olhou intrigado para o seu neto.
- Charles, você conhece essa moça?
- Não, por quê? Você a conhece? Se sim, devemos entrar em contato com a família.
- Não a conheço, mas ela foi encontrada no lago da nossa propriedade. Ela é nossa responsabilidade enquanto não estiver bem.
Os dias foram passando e os meses. Líria tinha entrado em coma logo depois de chegar ao hospital. Por conta disso, Charles pagava para uma enfermeira cuidar de Líria em sua casa.
Desde o acontecido, o avô de Charles ficou mais preocupado com a garota, então ele ficou mais livre em relação à questão do casamento.
Charles tinha se acostumado a ler livros em voz alta para Líria ouvir, era um acontecimento que sempre ocorria quando ele estava na propriedade.
- Mulher desconhecida, quando você vai acordar e me dizer quem é? Se eu investigar, não será tão divertido.
Charles pegou na mão de Líria e apertou.
- Você é minha esposa? Por que eu ainda não experimentei a outra versão, só a parte da doença.
Charles sentiu que sua mão foi mexida e ficou encarando Líria. Achou que o que acabara de ver fosse imaginação. Porém, Líria continuou mexendo os dedos.
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