
Advogado: Hefesto Baker
Capítulo 2
Hefesto Baker
Estavamos tão bem e agora temos que fugir para não perdemos a vida, porque a porra dessa casa esta toda grampeada.
Estava no meu quarto arrumando uma mochila com documentos, passaportes e dinheiro. Sai do quarto e fui à procura de Ares, ele estava se despedindo de Melissa.
-Amor, eu te amo, se cuida e cuida da nossa princesa, não podemos te falar mais nada se não será mais duas vidas em perigo, se cuida, eu te amo muito.-Ares fala dando um beijo em Melissa. -Quando poder te mandaremos notícias.
-Vamos irmão. - Chamo-o.
-Vamos. - Ele pega a mochila e saímos do quarto indo para a biblioteca, iriamos passar pela passagem secreta de lá, pois assim seria mais fácil de fugir sem sermos seguidos.
-Espero que dê certo - Falo.
-Tem que dá. - Ares fala e entramos nos túneis.
Alguns minutos depois saímos em um bueiro que ficava na rua de trás do aeroporto. Corremos, pegamos o primeiro voou para a Califórnia, teríamos que correr contra o tempo para conseguir muitas provas e não sermos pegos. Ares foi o voou inteiro em silêncio, sei que ele esta bastante abalado por deixar Milena ainda por cima grávida, sei o quão difícil é para dele.
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Chegamos em uma cidade da Califórnia, pegamos um táxi e fomos até a casa que iríamos ficar, uma casinha bem simples e que não traria suspeitas. Ares estava caladão e sei o motivo então estou dando o tempo dele, sei que isso tudo é uma merda, mas temos que lutar até o fim, somos Bakes não desistimos.
-Hoje eu vou sair pra fazer uma análise do bairro, da cidade, enfim, quer vir comigo?- Chamo-o.
-Hoje não irmão, hoje eu vou ficar aqui.
-Ta bom. Mas, pelo amor de Deus, não liga pra Milena, espera até conseguirmos sair dessa.
-Ta bom Hefesto.
-Okay. Se cuida. - Falo saindo de casa.
Dei uma volta no quarteirão e fui seguindo por uma rua bastante movimentada, descidi que iria seguir aquelas pessoas para ver o que estava acontecendo, certamente deveria ser alguma festa. A cidadezinha de Vernon é pouco povoada, mas eles sabiam como se divertir, muitas bebidas, mulheres lindíssimas, me deu uma vontade de ficar aqui e esquecer os problemas pelo menos por uma noite. Sentei em um banco perto do balcão do bar e pedi uma dose de tequila de longe avistei uma mulher de um sorriso encantador, dançando, fiquei vidrado nela, não tirei os olhos dela um só minuto, até que ela percebeu e começou a dançar olhando para mim, eu não tirava os olhos dela e ela não tirava os olhos de mim. Sorrir abaixando a cabeça sem tirar o olhar do dela. A música acabou e ela veio até mim.
-Uma vodka pura, por favor. - Ela falou para o garçom e eu só consegui pensar em uma coisa, ela gemendo meu nome com essa voz deliciosa. - Achei que iria dançar comigo antes dá música acabar. - Ela diz sem me olhar.
-Não seja por isso, vamos? - Falei e ela deu uma risada.
-Vamos, senhor bonitão. - Ela diz sem tirar o sorriso do rosto.
Saímos de perto do bar e fomos para a pista de dança. Era uma música lenta para minha alegria, poderia sentir o corpo dela mais junto ao meu. Coloquei minhas mãos em sua cintura e ela colocou as dela entrelaçadas no meu pescoço.
-Qual sua graça? - Perguntei.
-Andrea. - Ela diz. - E a sua? - Ela pergunta. Caramba! Não pensei em um nome diferente.
-Heitor. - Falo.
-Muito prazer. - Ela diz sorridente.
-Prazer só na cama, amor. - Falo e ela dá uma gargalhada gostosa. -Sorrisso gostoso o seu. - Digo.
-E o seu é muito sedutor.
-Eu sou sedutor. - Ela dá outra gargalhada.
Não perco tempo e puxo-a para um beijo, um beijo quente, voraz e sedento. Que beijo bom!
-Apresadinho você. - Ela fala quando separamos nossas bocas.
-Apressado não, ágil.
-Haha. Okay, senhor ágil.
-Quer sair daqui?
-Querer, eu quero, mas não posso deixar minha amiga aqui sozinha.
-Que pena.
-Sim.
-Então tá, te encontro por ai então. - Falo, dou um beijo no canto de sua boca e volto para o bar e ela para a amiga.
Cheguei no bar encontrando Ares e ele estava com uma cara de quem dizia: "Ah, seu safado".
-Meu nome é Heitor. - Falei. -Temos que conseguir um para você.
-Não tinha pensado nisso.
-Eu pensei graças a moça.
-A que você tava tentando levar pra casa. - Ele fala e dá uma risada.
-Pena que ela não pode ir.
-Safado, não nega.
-Não mesmo, eu queria, ela queria, mas infelizmente não podia deixar à amiga.
-Triste.
-Sim. Pode ser Aldofo. - Falo e ele rir.
-Que nome horroroso.
-Igual você. - Falo rindo.
-Antony. - Meu irmão diz.
-Pode ser, Tony.
-Vamos embora?
-Vamos. Amanhã temos que alugar ou comprar um carro.
-Sim.
Saímos da festa e fomos embora para casa, chegando lá fomos direto para nossos quartos. Não estava conseguindo dormir, pensando em tudo que estamos passando, pensando que temos que encontrar logo essas provas para poder continuar nossas vidas, e meus pensamentos foram direto naquela moça de sorriso marcante. Dormi pensando nela.
{...}
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