Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Adeus, Diogo: O Despertar da Rainha

Adeus, Diogo: O Despertar da Rainha

Clara vivia um sonho até descobrir a vida dupla de Diogo. No batizado do filho da amante, ele a humilha e ignora sua gravidez. Após ser abandonada ferida em um hospital e ver Sofia ocupar seu lugar, a esposa ingênua desaparece. Determinada a se vingar, ela corta os recursos do marido, demite-se e foge para o Brasil para proteger seu bebê. No dia do novo casamento dele, Clara ressurge poderosa para dar o adeus final, deixando Diogo diante da ruína total.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

Na manhã seguinte, a casa parecia um campo de batalha silencioso.

Diogo preparou o pequeno-almoço para a Sofia. Serviu-lhe café na cama, a nossa cama.

Eu estava na cozinha, a beber um copo de água, e ele agia como se eu fosse invisível.

A minha presença era um incómodo na minha própria casa.

Ouvi-os a rir no quarto.

"Ela vai assinar os papéis?" perguntou a Sofia, a voz alta o suficiente para eu ouvir.

"Claro que vai," respondeu Diogo. "Ela faz tudo o que eu quero."

Entrei no quarto. Eles pararam de rir.

Diogo estava sentado na beira da cama, e Sofia estava recostada nas almofadas, com o bebé a dormir ao seu lado. Pareciam uma família feliz.

"Onde estão os papéis do divórcio?" perguntei. A minha calma era a minha armadura.

Diogo ficou surpreendido. Ele provavelmente esperava mais gritos, mais lágrimas.

"Vou tratar disso hoje," disse ele, um pouco desnorteado.

"Ótimo."

Mais tarde nesse dia, ele chegou com um envelope.

"Aqui estão," disse ele, entregando-mo. "Lê com atenção."

Eu nem li. Peguei numa caneta e assinei onde ele indicou.

"Já está," disse eu, devolvendo-lhe os papéis.

A sua confiança era insultuosa. Ele realmente pensava que tinha ganho.

"Vês? Não foi assim tão difícil," disse ele com um sorriso condescendente.

Sofia observava-me da porta do quarto, um brilho de triunfo nos olhos.

Ela aproximou-se de mim quando Diogo foi para a sala fazer uma chamada.

"Agora que vais sair do caminho, eu e o Diogo podemos finalmente ser felizes," disse ela, com veneno na voz. "Ele nunca te amou. Só estava contigo pelo dinheiro da tua família."

"Fico feliz por te livrares dele," respondi eu, sem emoção.

A minha indiferença irritou-a.

Ela empurrou-me. Com força.

"Tu achas que és melhor que eu, sua vaca rica?"

Perdi o equilíbrio e caí para trás, batendo com as costas na quina de uma mesa.

Uma dor aguda atravessou o meu abdómen.

Sofia gritou. Mas não foi um grito de preocupação. Foi um grito de acusação.

Ela pegou no seu próprio bebé e deixou-o cair deliberadamente no tapete macio, simulando uma queda.

Diogo entrou a correr.

Ele viu-me no chão e depois viu o bebé da Sofia a chorar.

"O que é que fizeste?!" gritou ele para mim, correndo para pegar no filho dela.

"Ela empurrou-me!" gritou a Sofia. "Ela tentou magoar o meu filho!"

Eu olhei para baixo. Havia sangue nas minhas pernas.

"Diogo," sussurrei, em pânico. "Estou a sangrar."

Ele olhou para o sangue, depois para mim, e a sua expressão não era de preocupação. Era de fúria.

"Isto é culpa tua! Sempre a criar problemas!"

Ele pegou no bebé da Sofia e correu para a porta.

"Vou levá-lo ao hospital! E quando eu voltar, quero que peças desculpa à Sofia!"

E ele saiu.

Deixou-me ali, no chão, a sangrar, a talvez perder o nosso filho.

Sozinha.

A dor e a traição foram tão intensas que por um momento não consegui respirar.

Mas depois, uma clareza fria tomou conta de mim.

Este era o fim. O fim absoluto.

Com dificuldade, levantei-me. A dor era terrível, mas a minha determinação era maior.

Chamei um táxi e fui para o hospital. Sozinha.

O médico disse que era uma ameaça de aborto. Precisava de repouso absoluto.

Enquanto estava deitada na cama do hospital, o meu telemóvel tocou. Era o Diogo.

Atendi.

"Onde estás?" gritou ele. "O bebé da Sofia está bem, felizmente! Mas ela está em choque! Exijo que venhas aqui pedir-lhe desculpa!"

Eu ri. Um riso seco, sem alegria.

"Diogo," disse eu, a minha voz mortalmente calma. "Acabou."

"O que queres dizer com acabou? Não sejas dramática, Clara. Eu não me vou reconciliar contigo se não pedires desculpa."

"Não haverá reconciliação. Estou no hospital. Estou a sangrar. O nosso filho pode morrer. E tu abandonaste-me."

Houve um momento de silêncio.

"Não acredito em ti," disse ele. "Estás a inventar isso para te fazeres de vítima."

Desliguei.

Naquele momento, finalizei tudo.

Liguei para o meu advogado. "Retire todo o investimento da empresa do Diogo. Imediatamente."

Liguei para o meu chefe no museu. "Estou a demitir-me. Vou para o Brasil."

Ele ficou triste, mas compreendeu. "A sua família sempre falou do seu talento, Clara. O seu pai ficaria orgulhoso da sua força."

As palavras dele deram-me um conforto inesperado.

Sofia enviou-me uma mensagem. Uma fotografia dela e do Diogo com o bebé, a sorrir.

A legenda dizia: "Uma família feliz. Desaparece das nossas vidas."

Eu apaguei a mensagem. Ela já não importava.

Diogo esperava um pedido de desculpas. Ele estava em casa, a ser consolado pela Sofia, convencido de que eu não tinha para onde ir.

Ele ligou-me várias vezes. Eu não atendi.

Bloqueei o número dele.

No dia seguinte, tive alta do hospital. O bebé estava estável, por enquanto.

Fui para casa buscar o resto das minhas coisas. O apartamento estava vazio.

Deixei a chave em cima da mesa. E a minha aliança de casamento ao lado.

O meu voo era nessa tarde.

O táxi para o aeroporto passou pela Conservatória do Registo Civil de Lisboa.

E lá estavam eles. Diogo e Sofia. A sair do edifício.

Ele ia casar com ela. Naquele mesmo dia.

Ele viu-me no táxi. Correu na minha direção, a sua cara uma máscara de fúria.

"Clara! Estás a seguir-me? Vieste para estragar o meu casamento?"

Sofia agarrou-se ao braço dele, a fingir-se de vítima assustada.

Eu baixei o vidro.

"Diogo," disse eu, com um sorriso cansado. "Eu não me importo. Vim do consulado brasileiro. Estou de partida."

A sua expressão mudou de raiva para confusão, e depois para um pânico lento.

"O quê?"

"Adeus, Diogo."

O táxi arrancou, deixando-o ali, parado no meio da rua, a olhar para o carro que me levava para longe dele para sempre.

No avião, olhei pela janela enquanto Lisboa ficava para trás.

Toquei na minha barriga.

Uma nova vida estava a começar. Para mim e para o meu filho.

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance A Chef Esquecida: Agora, Ela Brilha
8.3
Sofia dedicou anos ao sucesso de Marcos, mas a verdade surge cruel num hospital: ele planeia tirar-lhe um rim para Lorena, sua amante. Após sofrer enganos, um aborto e exploração, Sofia descobre que o pedido de casamento de Marcos era apenas uma fachada para humilhá-la. Cansada de ser usada, ela abandona a ingenuidade e decide agir. Com sede de justiça, contacta Tiago Albuquerque, buscando em Lisboa o recomeço e a vingança contra quem a traiu.
Capa do romance A filha rejeitada do CEO
8.5
Aaron Bitencourt era um CEO exemplar, mas a perda de sua alma gêmea o transformou em um homem cruel. Enquanto ele vive mergulhado em amargura, Alicia Scott enfrenta sua própria desilusão ao ser traída por quem mais amava. Com a vida em ruínas, ela decide buscar um novo recomeço. O destino cruza seus caminhos, e essa desconhecida desperta em Aaron sentimentos conflitantes, forçando-o a oscilar entre a escuridão de seu passado e uma inesperada luz.
Capa do romance A Noiva Forçada do CEO
9.2
Isabella Maziero fugiu da ganância familiar para Dublin, mas o destino a trouxe de volta após a morte da irmã. Sem que ela saiba, seus próprios parentes a entregam como pagamento de dívidas a Marcos Rossi, um bilionário que busca uma esposa para garantir o controle de seus negócios. Agora, Isabella vive em uma mansão sob as regras de um estranho influente. Determinada, ela se recusa a ser submissa e enfrentará o poder de Marcos para manter sua própria voz e liberdade.
Capa do romance Ele os Escolheu, Eu Perdi Tudo
9.6
Heitor e eu vencemos a pobreza para erguer um império, mas sua obsessão por uma mãe solteira destruiu nosso lar. Grávida em segredo, fui agredida pelo filho dela no hospital. Enquanto eu sangrava, implorei por socorro, mas meu marido escolheu consolar a criança agressora, abandonando-me à própria sorte. Após perder nosso bebê por sua negligência cruel, decidi colocar um fim em tudo. Enviei a ele o divórcio e os restos mortais do filho que ele rejeitou.
Capa do romance Entre Quatro Paredes Vol 1
8.6
Prestes a completar 18 anos, a ousada Katherine atrai olhares por sua beleza e malícia. No seu caminho surgem dois irmãos poderosos: Marcos, um empresário bem-sucedido e sedutor de 24 anos, e Alexandre, o charmoso jovem de 22 que ela conhece em uma situação provocante. Ambos ficam obcecados pela jovem, criando um triângulo de desejo intenso. Katherine precisará escolher entre eles ou se entregar a uma experiência proibida onde os dois irmãos tentam dividi-la.
Capa do romance Meu Salvador
7.8
Sara é uma jovem batalhadora de origem humilde que deseja prosperar para dar conforto aos seus pais. Paul, o íntegro e poderoso CEO da Turner Entertainment, viaja ao Brasil para expandir seus negócios. O destino os coloca frente a frente na empresa, despertando uma conexão imediata e intensa entre mundos opostos. Em meio a essa atração avassaladora, eles precisarão descobrir o que pode uni-los e quais obstáculos serão capazes de separá-los.