Capa do romance Acordei casada?!

Acordei casada?!

8.2 / 10.0
Em Acordei casada?!, Julia e Jason despertam unidos por um matrimônio legal sem memórias do evento. Este romance de mistério desvenda traições e ilusões em uma trama intensa. Leia livros online grátis e descubra a verdade por trás deste casamento inesperado nesta fiction fantasy romance.
Resumo de Acordei casada?!
Diferente de uniões planejadas, Julia Harrison e Jason Haward despertam um dia como casados, sem qualquer lembrança de terem dito sim. O choque de acordar ao lado de um estranho legalmente unido a si dá início a uma jornada intensa. Ao investigarem a origem desse vínculo súbito, os dois mergulham em um mistério profundo, descobrindo que suas realidades eram baseadas em mentiras. Entre traições e sede de vingança, eles precisam encarar a verdade por trás da ilusão.
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Acordei casada?! Capítulo 1

Um raio de luz que caiu no rosto de Jason Haward o impediu de continuar dormindo. Ainda com a visão turva, ele tentou rolar para o lado, mas encontrou uma barreira morna impedindo o movimento.

Intrigado, forçou-se a virar na direção oposta e o choque foi instantâneo — havia uma mulher seminua dormindo em sua cama.

Ele se levantou da cama num salto e percebeu que estava sem roupa.

"O que diabos aconteceu?", ele se perguntou.

Confuso, saiu do quarto, entrou no banheiro e parou diante do espelho, observando seu reflexo enquanto vasculhava a mente, tentando resgatar qualquer fragmento da noite anterior, mas encontrou apenas um vazio absoluto.

"Quem é ela? E por que está na minha cama?", ele se perguntou, passando a mão pelos cabelos negros.

Seus olhos pousaram no anel de ouro no seu dedo. Imediatamente, ele o tirou do dedo e o examinou atentamente, lendo as iniciais gravadas dentro do objeto.

"J.H."

"O que isso significa? Jason Haward?", ele se perguntou.

"Parecem minhas iniciais, mas por que estou usando uma aliança?"

Seu pensamento voou imediatamente para a mulher no quarto. Teria ela colocado isso no dedo dele?

Enquanto isso, no quarto, a mulher chamada Julia Harrison despertava com a cabeça latejando, como se um martelo golpeasse suas têmporas.

Ela tentou se sentar e se lembrar do que havia feito para estar com uma dor de cabeça tão forte, mas logo percebeu que estava nua e paralizou. Puxando o lençol para cobrir o corpo, sentiu um desconforto agudo entre as pernas.

"Onde estou e o que diabos aconteceu?", ela pensou, percebendo que estava em um lugar estranho.

Ao se levantar da cama, Julia olhou com horror para a mancha vermelha no lençol. "Ah, não... o que eu fiz dessa vez?"

A ficha caiu no mesmo instante — ela havia perdido a virgindade. Mas como? O pânico cresceu enquanto ela vasculhava a mente, tentando resgatar qualquer memória. Ela sempre queria que sua primeira vez fosse memorável, mas agora, não se lembrava de absolutamente nada.

Enquanto tentava processar o choque, a porta se abriu, e um homem alto e atraente, de olhos azuis e cabelos pretos, entrou no quarto com uma presença imponente.

"Quem é você?", perguntou Jason, a voz grave preenchendo o ambiente.

"Eu que deveria fazer essa pergunta! Quem é você e como vim parar aqui?", retrucou Julia, afastando-se na cama de casal.

O olhar de Jason, porém, desviou-se para a mão de Julia, que segurava o lençol enrolado ao corpo, e o brilho no dedo dela chamou sua atenção — ela também usava uma aliança. Quando ele avançou em sua direção, Julia se assustou e recuou instintivamente, mas ele não parou.

"Não se aproxime ou eu grito", ameaçou ela.

"Grite o quanto quiser. Ninguém vai te ouvir aqui", respondeu ele, frio.

De repente, as costas de Julia bateram na janela e ele agarrou a mão dela com força.

"Como conseguiu isso?", questionou ele, erguendo a mão dela para encarar o anel.

Julia olhou para ele confusa, sem conseguir responder. Ela não fazia ideia de como conseguiu o anel, mas adorou as pedras de diamante ao redor, pois eram muito bonitas.

"Estou falando com você, garota!", Jason gritou, apertando o pulso dela com mais força.

Julia se encolheu de dor, sentindo o rosto queimar, então respondeu, a voz falhando: "Não sei."

"Você não sabe como foi parar na minha cama?", Jason gritou com ela.

"Eu não sei!" As lágrimas finalmente transbordaram, rolando quentes pelo rosto de Julia.

"Quando eu voltar, não quero mais te ver aqui!" Irritado, Jason a jogou no chão antes de ouvir seu celular tocar.

Varrendo o quarto com os olhos, seguindo o som, ele, por fim, o encontrou sobre a mesa de cabeceira e o pegou.

Era uma ligação do seu irmão.

"Fala, James."

"Oi, Jason. Que horas você vem?"

"Para onde? Tenho coisas para fazer no escritório. Então, o que quer que tenha para dizer, desembucha logo", respondeu Jason, irritado.

"Irmão, hoje é sábado. O pai passou mal ontem à noite e o levamos para o hospital. A mãe te ligou, esqueceu?", lembrou James.

A menção ao hospital paralisou Jason, que forçou a memória, mas era como olhar para um buraco negro, não se lembrava de nada.

"Claro... Estou indo", disfarçou, tentando manter a calma.

Ao encerrar a chamada, ainda atordoado pela lacuna em sua memória, seu olhar cruzou com a mancha no lençol branco.

"Isso é sangue?", ele pensou, sabendo exatamente o que isso significava.

"Será que fui o primeiro dela?", ele se perguntou, se virando para olhar para a mulher que se cobria com o lençol, ainda parada em frente à janela.

"Droga!", Jason exclamou, percebendo que teria que assumir a responsabilidade por isso, mas ele não estava pronto.

"Qual é o seu nome?", ele perguntou, mas recebeu apenas silêncio. "Me responda, droga!"

O grito fez Julia pular de susto.

"Julia... Julia Harrison", respondeu ela, trêmula.

"Julia, saia da minha casa. Agora."

"Eu não sei onde estão minhas roupas...", murmurou ela, abraçando os próprios joelhos.

Jason passou a mão pelo rosto, frustrado. "Qual o seu tamanho?"

"O quê?"

"O tamanho das suas roupas, garota!"

"Trinta e oito."

Sem dizer mais nada, ele discou um número no celular. "Traga um vestido feminino, tamanho trinta e oito. Você tem quinze minutos."

Em seguida, ele entrou no banheiro, deixando Julia no quarto.

"Quem diabos é esse cara e por que ele é tão cruel?", Julia pensou.

Ela vasculhou o quarto com os olhos, buscando qualquer vestígio de suas roupas, mas não havia nada.

O tempo se arrastou até que uma batida na porta a fez pular, sem saber como reagir.

Nesse momento, Jason saiu do banheiro e disparou, irritado: "O que foi? Não ouviu baterem? Ou não sabe atender uma porta?"

Bufando, ele mesmo abriu a porta, pegou uma sacola das mãos de um funcionário e a fechou.

Depois, deu dois passos e arremessou o pacote para Julia antes de voltar para o banheiro.

"Vista-se e suma antes que eu saia"

Com as mãos trêmulas, Julia abriu a sacola — era um vestido azul, de corte reto e simples.

Sem calcinha e sem sapatos, ela o vestiu às pressas, correu para a porta, saiu e bateu com força atrás de si, o estrondo ecoando pelo corredor.

No andar de baixo, vários funcionários uniformizados pararam seus afazeres para encará-la. Sentindo o sangue sumir do rosto, Julia ficou branca como papel e baixou a cabeça.

"Me desculpem...", sussurrou, correndo em direção à escadaria.

Ela desceu as escadas, mas não sabia como sair da casa. De repente, viu uma mulher carregando uma bandeja em uma direção — o aroma indicava que era comida.

"Por favor, como eu saio daqui?", implorou Julia, parada no último degrau.

Assim que a mulher lhe mostrou a direção, Julia correu rapidamente e logo saiu da casa após descer uma escada longa e interminável. Ao olhar para trás, viu o prédio imponente e luxuoso de oito andares do qual acabara de fugir.

Enquanto caminhava descalça pelo pavimento molhado, que indicava que havia chovido na noite anterior, ela ergueu a mão para parar um táxi e percebeu que não tinha dinheiro e também não conhecia o local.

"Meu Deus, preciso parar de beber e ir a boates. Como vim parar aqui com aquele babaca lindo?", ela se lamentou, frustrada, olhando ao redor.

Julia não tinha celular para ligar para alguém, então continuou andando pela rua.

Ela não sabia há quanto tempo estava andando quando um Bugatti Chiron diminuiu a velocidade próximo a ela.

Ela tentou ignorar, apertando o passo, mas a buzina insistente a fez parar.

"Entre", ordenou a voz grave e familiar.

Era ele — o homem que gritara com ela no prédio.

Julia o ignorou e continuou andando, mas o carro parou e um homem de smoking preto e óculos escuros desceu do banco da frente, bloqueando seu caminho. Antes que ela pudesse reagir, ele a segurou pelo braço.

"Me solte, ou vou gritar", ameaçou Julia enquanto lutava para se libertar.

"Vá em frente. Como se alguém fosse aparecer...", respondeu o segurança, arrastando-a sem cerimônia para o veículo.

Após abrir a porta do banco de trás, ele jogou Julia no carro e ela caiu no assento, mas rapidamente se recompôs e se empurrou para trás até suas costas baterem na porta do carro, trêmula de medo.

"Ouça, garota. Quando eu digo algo, você ouve e obedece. Entendeu?", disse Jason com uma voz profunda e calma.

Ele nem sequer olhou para ela, os dedos digitando freneticamente no celular.

Julia se encolheu ainda mais, desejando atravessar a lataria do carro e desaparecer.

"Para onde?", perguntou ele, ainda focado na tela.

"Belle Glade", respondeu Julia, trêmula.

Jason desviou o olhar para ela brevemente e pôde ver o quanto ela estava assustada, mas não se importou. Ele voltou a olhar para o celular e deu as instruções ao motorista para deixar Julia no destino que ela havia mencionado.

Julia se sentou no canto do carro com as costas pressionadas contra a porta do banco de trás, sua cabeça baixa durante toda a viagem até chegarem ao seu destino.

Assim que o veículo parou e a trava estalou, ela saltou para fora como se o banco estivesse em chamas.

"Obrigada", conseguiu murmurar, afastando-se rapidamente.

Enquanto caminhava apressada em direção à sua casa, olhou por cima do ombro uma última vez e, ao ver o carro partir, abraçou o próprio corpo contra o vento.

"Que homem grosseiro", pensou ela.

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