
A vingança 2: Entre Lycans e Lobisomens
Capítulo 2
Rachel voltou para o escritório e percebeu a tensão que emanava daqueles dois. O pouco que ela vivenciou de sua vida como lobisomem, sabia que aquela situação resultaria em uma batalha, e ela tinha certeza do que representava para aquela alcateia. Por isso, decidiu que não deveria contar a Philip o que descobriu, pois temia que ele a impedisse de lutar.
- Alguma novidade sobre a Sara? - perguntou Rachel, tentando se inteirar da conversa.
- Ainda não, mas não vou descansar até a trazer de volta - afirmou Uriel com convicção.
- A Sara não estava sendo escoltada por Lycans? Como ela foi levada tão facilmente? - Rachel levantou aquele questionamento.
- Também estou tentando entender isso. Dois Lycans estavam mortos e um desaparecido. Antes de morrer, um dos meus homens disse que foram os rebeldes e que tramaram com alguém, mas não conseguiu dizer com quem era - explicou Uriel.
Philip, que também prestava atenção na conversa, ponderou algo e levantou aquela hipótese.
- Uriel, me desculpe por dizer isso, mas pelo que a Sara disse, alguns Lycans ainda não haviam aceitado que ela era sua companheira. Pergunto-me se os rebeldes não tiveram ajuda dos próprios Lycans para isso.
A pergunta e dúvida de Philip não ofenderam Uriel, já que ele também estava com a mesma dúvida.
- Se o Lycan que está desaparecido me traiu, ele conseguiria pegar de surpresa os outros dois. Se essa hipótese for a verdadeira, não acredito que tenha partido dele essa ideia, tem mais alguém por trás disso. Um rebelde foi capturado recentemente, vou interrogá-lo e descobrir qual a última localização do seu bando, então podemos partir daí.
Philip concordou com ele, pois não tinham nenhuma outra pista sobre o paradeiro dos rebeldes e poderiam começar pela informação extraída do prisioneiro.
****************
No meio da floresta, Stella foi conduzida até a tenda do líder dos rebeldes, que estava confortavelmente sentado em uma cadeira, tomando uma bebida. O homem que a levou a deixou ali e saiu em seguida, deixando os dois a sós.
- Sabia que você parece um servo assustado na frente do seu predador? Não deveria estar me olhando com ternura e carinho, já que sou seu companheiro? - perguntou com um sorriso sádico no rosto.
- Por mais que eu sinta os efeitos da ligação de companheiros, ainda não consigo evitar sentir medo. Não acha que tenho motivos para isso?
- Você tem motivos, sim. - Sorriu, vendo a expressão assustada de sua companheira.
Ele se levantou e se aproximou de Stella, sentindo o cheiro inebriante que emanava dela.
- Quando me falavam que o cheiro do companheiro podia causar tantas sensações, eu achava um exagero, mas agora, sentindo o seu cheiro, entendo o que eles queriam dizer. Qual o seu nome, pequena gazela?
Stella sentiu todo o seu corpo arrepiar quando ele fez a pergunta tão perto de seu ouvido. Além da sensação que fazia seu corpo esquentar, ainda tinha a sensação de medo e inquietação que mantinham ela e sua loba em alerta.
- Me chamo Stella - respondeu, olhando para baixo, sua voz saindo trêmula.
- Muito bem, Stella, sou o Dylan, seu dono a partir de hoje. Você, pelo visto, é uma ômega, deve ser alguma criada da irmã do Philip, então não tem muita serventia na minha negociação, mas vai ter serventia na minha distração.
Dylan estava atrás dela quando falou aquelas palavras próximo ao ouvido de Stella, que sentiu um frio na espinha. Aquela sensação que ela sentiu não foi causada pelo vínculo, mas sim por um pressentimento de que algo ruim poderia acontecer com ela.
- Que tipo de distração? Então, não me quer como sua companheira?
Stella tinha medo da resposta, mas precisava saber o que se passava na mente daquele homem. Ela nunca imaginou que fosse desejar ser rejeitada por seu companheiro, mas sabendo quem ele era, aquela hipótese passou por sua mente.
- Quero saber qual é a sensação de estar dentro da minha companheira, se é melhor do que foder aquelas prisioneiras que chegam aqui assustadas. - Ele ficou de frente para ela, continuando a responder - Um homem como eu não se apega a coisas, muito menos a uma mulher. Recuso-me a ser comandado por esse vínculo.
Dylan passou a mão pelo rosto de Stella, descendo o toque pelo pescoço dela e seguindo abaixo daquela camisa. A sensação de prazer com aquele toque era inevitável para ambos, o formigamento percorria o corpo dela, enquanto pequenos pulsos elétricos passavam pelos dedos dele.
- Está sentindo isso, não está? O cheiro da sua excitação já é evidente. - perguntou Dylan, vendo a respiração dela se acelerar.
Os dedos dele continuaram descendo, até adentrar a camisa que ela usava. Dylan levou sua mão diretamente para a vagina de Stella, que mesmo tentando lutar contra aquele sentimento e sensações, já estava molhada pelo toque dele em sua pele.
Dylan gostou da sensação, mas ainda queria apenas brincar com ela e com todo o prazer que o vínculo lhe daria.
- Está toda molhada apenas com meu toque, o que aconteceria se eu fizesse mais?
Ele a provocou e a penetrou com seus dedos, arrancando um gemido abafado dela. A sensação que Stella sentia era boa, prazerosa, diferente do que sentiu quando Quinton a possuía à força, ou quando ele permitia que outros fizessem o mesmo. A mente de Stella tentava não se deixar levar pelo que estava sentindo, mas seu corpo reagia de outra forma.
Stella sentia que seu corpo pedia por mais, e quando se deu conta, já estava com as duas mãos no peitoral dele. Ela abriu seus olhos e encontrou Dylan observando suas reações, com um sorriso de lado. Então, seus lábios foram tomados por um beijo ardente, e aquilo apenas piorou sua situação.
Dylan começou a abrir a camisa que ela usava com a outra mão, enquanto seus movimentos continuavam dentro dela. Com a camisa aberta, ele tocou seus seios, intensificando seus movimentos e fazendo ela se soltar um pouco mais, gemendo mais alto. No entanto, aquele contato parou abruptamente quando ele percebeu a presença de outra pessoa na tenda, ouvindo sua voz em seguida.
- Não posso sair por algumas horas que você já encontra uma cadela para brincar? - disse a voz, interrompendo o momento íntimo.
Stella sentiu ele retirar seus dedos dela, abriu seus olhos e viu Dylan chupando os dedos com o mesmo sorriso provocativo.
- Foi melhor do que pensei. Consegui ver o que eu queria.
Dylan se afastou e ela puxou a camisa para se cobrir. Stella olhou para ver quem havia falado com eles e viu uma mulher alta, cabelos longos e negros, com um vestido bastante revelador.
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