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Capa do romance A verdadeira rainha: renascendo das sombras

A verdadeira rainha: renascendo das sombras

Explorada por anos, Brenna é descartada pelos pais adotivos quando a herdeira biológica ressurge. Enviada de volta à sua humilde origem, ela revela um segredo: seus pais reais são da elite absoluta. Enquanto o mundo aguarda sua queda, Brenna choca a todos ao expor talentos ocultos como gênio das finanças e engenharia. Em meio à ascensão dessa mulher imparável, seu ex-noivo retorna arrependido, implorando por uma chance que ela talvez não queira dar.
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Capítulo 3

Brenna olhava para a família Barrett com claro desprezo, sua expressão composta ao revelar a verdade para os convidados ao redor: "Por mais de uma década, essa família se aproveitou dos meus designs, transformando um negócio modesto de autopeças humilde num império de fabricação de carros, conseguindo até uma listagem pública. Mas agora que eles não precisam mais de mim, estão me incriminando por roubo, tudo para proteger sua filha biológica. Que desfecho impressionante."

O rosto de Alec se obscureceu de fúria, sua voz elevada ao rebater: "Que absurdo é esse? Você mal terminou o ensino fundamental. Como pode entender de design mecânico?"

Brenna ergueu seus desenhos para que os convidados pudessem ver. "Olhem bem. Esse não é um projeto para autopeças de energia renovável, mas um design avançado de navio de carga. Não tenho razão para roubar de ninguém, muito menos de Isabella."

Foi então que ela se deu conta de que era jovem demais para notar os esquemas de Alec, o arrependimento a atingindo com força. Por confiar mais do que devia, ela não percebera por que ele insistira tanto em colocar o nome dele nos seus projetos.

Agora, tudo estava bem claro: Alec havia arquitetado isso desde o começo.

Então, Brenna apontou para uma série de nomes de componentes no desenho. "Leiam isso atentamente. Está no idioma de Amland e se traduz como 'sistema de propulsão de navio cargueiro nuclear'."

Inclinando o papel ligeiramente, ela apontou para a marca de água tênue no canto inferior direito, que cintilava sob a luz oscilante. "Esta é minha marca pessoal. Vocês podem compará-la com os tais 'designs' de Isabella. Os projetos dela são um lixo comparados aos meus."

Assim que ela terminou de falar, Sarah Moss, uma das empregadas, deu um passo à frente hesitante, segurando uma pasta semelhante. "Senhorita Barrett... Pensei que isso fosse alguns papéis que não precisava mais, então joguei no lixo. São seus rascunhos de design..."

Ao ouvir isso, Brenna soltou uma risada zombeteira. "Ouviram isso? Até Sarah achou que fosse lixo."

Com o rosto queimando de humilhação, Isabella lançou um olhar ameaçador para Sarah, arrancando a pasta das suas mãos e a folheando em pânico. Então, soltando um grito furioso, ela a jogou no chão e exclamou: "Esses designs não são meus!"

Diante do surto da sua superior, Sarah se empalideceu, gaguejando: "Não quis dizer que eles eram lixo! Eu só... me equivoquei e acabei jogando fora..."

Após dizer isso, a mulher se calou, olhando em volta sem jeito ao perceber que seria impossível tentar esclarecer sem piorar as coisas.

Não querendo ver Isabella sendo humilhada cada vez mais, Ruby logo desviou o ataque para Brenna. "Ah, por favor! Olhe bem para você. Acha mesmo que vamos acreditar que alguém que nem terminou o ensino fundamental projetou um sistema de propulsão de um navio de carga movido a energia nuclear? Você só pode ter roubado isso! Pessoas como você só trazem desgraça. De agora em diante, não ouse se envolver com a família Barrett novamente!"

Sem sequer olhar para Ruby, Brenna abriu seus esboços e os de Isabella, os colocando lado a lado para que todos os comparassem.

Vendo isso, Alec e Ruby ficaram com os rostos obscurecidos.

Alec cerrou os punhos, sentindo todo seu corpo se enrijecer com a raiva incontida. De repente, ele gritou: "Chega desse absurdo! Você realmente acha que nos fez ricos? O sucesso da família Barrett foi resultado do meu trabalho árduo e do seu irmão. Você não teve nada a ver com isso! Nós te demos roupa e comida por anos, e é assim que nos retribui? Sua ingrata insolente... saia daqui agora mesmo!"

Se aproveitando da raiva do marido, Ruby não hesitou em continuar mentindo: "Nós te acolhemos, demos tudo a você e gastamos milhões para te criar, mas agora você ousa agir como se fosse a vítima aqui? Você acha que essa migalha de habilidade que trouxe para esta família vale alguma coisa comparada ao que te proporcionamos?"

Enquanto ouvia tudo em silêncio, Brenna permanecia com um olhar frio como gelo, certa de que não valia a pena discutir com eles. Ela estava indo embora de uma vez por todas, e quando passasse por aquela porta, os problemas da família Barrett não seriam mais dela. "Ótimo. Não teremos mais nada a ver um com o outro a partir de agora."

Após dizer isso, ela se abaixou para pegar seu notebook no chão, mas Isabella foi mais rápida e pegou o sofisticado dispositivo preto, o segurando firmemente.

"Você é tão teimosa, Brenna. Fui gentil e te apoiei quando você quis ir embora, mas em troca você difama eu e minha família? Você comete erros, se recusa a pedir desculpas, depois tenta virar o jogo contra nós? Este computador deve conter informações confidenciais sobre a família Barrett. Você não pode levá-lo!"

Antes que alguém pudesse reagir, Isabella pegou um copo de água da mão de um convidado por perto e o derramou sobre o teclado do notebook.

De repente, Brenna se aproximou e deu um tapa no rosto de Isabella, depois pegou o aparelho molhado e começou a secá-lo rapidamente.

"Como se atreve a me bater?", Isabella ofegou, seu rosto contorcido de fúria.

Quando ela ergueu sua mão trêmula para revidar, foi esbofetada por Brenna novamente.

No instante seguinte, Ruby avançou, furiosa. "A família Barrett te criou, e é assim que nos retribui agora? Atacando nossa filha?"

A mulher passara anos tratando Brenna como um depósito de frustrações, uma válvula de escape da sua raiva incessante, mas Brenna nunca revidara.

Agora, Ruby queria bater nela outra vez, mas algo nos olhos da garota a fez hesitar, sua mão erguida pairando no ar.

"Mãe, ela me bateu!", Isabella exclamou, segurando sua bochecha ardente, seus olhos queimando de ódio.

Ruby segurou a mão dela, sua respiração suspensa ao ver a marca vermelha no rosto da sua preciosa filha. "Está doendo, Isabella?"

Sem dizer nada, Isabella lançou um olhar vingativo para Brenna, sua fúria transbordando, e ergueu a perna, mirando um chute na sua rival, que juntava seus pertences.

No entanto, Brenna se esquivou num movimento ligeiro. Após guardar seu último pertence, ela se virou para encará-los, sua voz gélida. "Ah, é? Então está doendo? Mãe, quando você me usou como saco de pancadas por todos esses anos, alguma vez perguntou se eu sentia dor? Você não tinha problema algum em me espancar brutalmente, mas no instante que coloco minha mão na sua preciosa filha, você age como se estivesse desolada?"

Por um momento, os olhos de Ruby se arregalaram de inquietação, mas logo ela se recuperou, seus lábios se curvando em desdém. "E você acha que te acolhemos para quê? Para te mimar?"

"Então finalmente está admitindo o que fez comigo, né?", disse Brenna, lançando um olhar sinistro sobre a família Barrett.

Por fim, ela colocou sua bolsa no ombro e, sem dizer uma palavra, se virou para ir embora.

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