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Capa do romance A Rejeitada: O Preço da Vingança

A Rejeitada: O Preço da Vingança

Após um grave acidente, acordo no hospital com a notícia devastadora da perda do meu bebê. Em vez de apoio, enfrento a frieza de Pedro e o desprezo da minha sogra, que me acusa injustamente pela tragédia. Meu marido protege Clara, a verdadeira culpada e seu interesse amoroso, deixando-me desamparada. Diante de tamanha traição e crueldade, decido pedir o divórcio. Agora, lutarei para recuperar minha dignidade e expor toda a verdade oculta por trás dessa dor.
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Capítulo 2

Quando acordei, a primeira coisa que vi foi o teto branco do hospital.

O cheiro de desinfetante encheu o ar, um cheiro que eu passei a odiar.

A minha mão foi instintivamente para a minha barriga, mas tudo o que senti foi um vazio plano debaixo do fino lençol do hospital.

O meu bebé tinha-se ido.

O meu marido, Pedro, estava sentado numa cadeira ao lado da cama, a olhar para o telemóvel com uma expressão sombria, franzindo a testa.

Ele nem reparou que eu tinha acordado.

A minha sogra, a mãe dele, estava de pé junto à janela, com os braços cruzados, a olhar para mim com um olhar frio e acusador.

"Finalmente acordaste?" disse ela, a sua voz cheia de desprezo. "Pensava que ias dormir para sempre. Que desperdício de dinheiro do hospital."

Eu ignorei-a, a minha voz estava rouca e fraca quando chamei o meu marido.

"Pedro."

Ele levantou a cabeça do telemóvel, o seu olhar finalmente pousou em mim, mas não havia calor nele.

"Estás acordada. Como te sentes?"

A pergunta dele era superficial, uma mera formalidade.

"Onde está o nosso bebé?" perguntei, embora já soubesse a resposta. O meu coração doía terrivelmente.

Pedro desviou o olhar, evitando o meu.

"O médico disse que não havia batimento cardíaco. Não havia nada que eles pudessem fazer."

Foi a minha sogra que interveio, a sua voz cortante e cruel.

"Não havia nada que eles pudessem fazer? Sofia, é tudo culpa tua! Se não tivesses insistido em ir trabalhar naquele dia, nada disto teria acontecido! És uma assassina! Mataste o meu neto!"

As suas palavras atingiram-me, mas eu estava demasiado entorpecida para sentir a dor total.

"Eu não o matei," sussurrei. "O acidente de carro… não foi culpa minha."

"Não foi culpa tua?" ela zombou. "A Clara estava no mesmo carro que tu, e ela está bem! Ela até conseguiu proteger o cão dela! Como é que tu, uma mãe, não conseguiste proteger o teu próprio filho?"

Clara. A prima do Pedro. A mulher que o Pedro amava antes de casar comigo.

A menção do nome dela fez o meu coração afundar ainda mais.

"Pedro," olhei para o meu marido, procurando qualquer sinal de apoio. "Diz-lhe. Diz-lhe que não foi culpa minha."

Pedro permaneceu em silêncio, o seu olhar fixo no chão. O seu silêncio era uma resposta em si mesmo, mais alto do que quaisquer palavras.

Ele não me defendeu. Ele não me confortou.

Naquele momento, eu percebi. Para ele, eu e o nosso filho por nascer éramos menos importantes do que a prima dele e o cão dela.

Lágrimas silenciosas começaram a rolar pelo meu rosto. Eu sentia-me completamente sozinha.

"Vamos divorciar-nos, Pedro," disse eu, a minha voz a ganhar uma força que eu não sabia que tinha.

A cabeça do Pedro levantou-se de repente, os seus olhos arregalaram-se de surpresa, ou talvez de raiva.

"O quê? Divórcio? Ficaste louca? Acabaste de perder o nosso filho e agora queres divorciar-te?"

"Exatamente por ter perdido o nosso filho," respondi, a minha voz firme. "A única coisa que nos ligava desapareceu. Não há mais razão para continuarmos juntos."

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