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A proposta do bilionário

Jemes Carter não crê no amor, mas para assumir o cargo de CEO, seu avô exige que ele se case. Ao ver seu irmão noivo, Jemes propõe casamento à primeira mulher que vê: Emma, uma camareira. O que ele ignora é que ela foi a misteriosa dama que o encantou em um baile de máscaras. Agora, Emma guarda esse segredo enquanto aceita um matrimônio por conveniência. Entre contratos e aparências, eles enfrentarão sentimentos que Jemes jurou jamais sentir por alguém.
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Capítulo 1

Jemes

Olhei para o convite em minhas mãos. O hotel irá fazer um baile de máscaras na noite de natal, homens de preto e mulheres devermelho. Uma máscara preta foi deixada com meu convite. Eu poderia ir para outras festas mais interessantes, mas a vantagem desse baile é que não vou precisar lidar com o trânsito e, quando estiver entediado, posso voltar para o meu quarto. Meu celular toca e eu olho na tela; a palavra "Mãe" parece saltar para fora. Era a décima ligação do dia. Ela quer me convencer a ficar com meu avô, para que eu "puxe um pouco o saco do velho".

- Oi, mãe! - Atendi, decidindo que seria a última vez essa noite que deixaria ela me perturbar.

- Onde está? - Ela pergunta.

- No quarto de hotel, não pretendo sair hoje. - Mentir não tem por que, não devo satisfação a ela.

- Jemes, você está abrindo espaço para aquele bastardo se aproximar do seu avô. - Ela fala irritada.

- Meu avô me expulsou da mansão, mãe, o que quer que eu faça? - Minha mãe me fez morar com meu avô, me fez "puxar o saco" dele, mas nunca consegui ser o neto favorito.

- O bastardo vai conseguir a cadeira que, por direito, é sua, Jemes, não vê isso? - Puxei o ar. Nicholas sendo o CEO da empresa, isso é algo difícil de engolir, admito.

- Isso só vamos resolver depois que meu avô morrer, mamãe, e sabemos que o velho está longe disso. - A verdade é que não gosto de pensar nisso, então afastei meus pensamentos.

- O bastardo deve estar agora lá, lambendo as botas do seu avô. Eu falo que vai perder a sua herança se não ficar esperto. - Puxei o ar.

- Tchau, mãe, não me ligue mais. Amanhã dou uma passada na mansão para ver como o velho está, mas duvido muito que ele sinta minha falta. - Desliguei o telefone antes que ela dissesse algo.

Me vesti e desci para o baile. Até que está animado, a música toca ao fundo e as pessoas dançam. A máscara tira a inibição das pessoas e me traz o conforto de não ter olhares voltados para mim. Desde que fui expulso da mansão Carter, sou alvo de comentários, o que irrita cada vez mais meu avô conservador.

Caminhei até o bar. Algumas garotas conversam e percebo que estão tentando adivinhar quem são os homens de máscara. Elas me olham e sorriem. Peguei um copo de uísque e olhei pelo salão. Uma garota que parecia estar perdida chamou minha atenção. Seus cabelos negros e estão caindo feito cascata. O vestido vermelho parecia um pouco maior do que ela, mas, ao mesmo tempo, se tornava encantador.

- Boa noite! - Falei quando a alcancei. Ela me olhou assustada, com certeza não deveria estar aqui.

- Boa noite! - Ela falou, abrindo um sorriso que fez meu coração disparar.

- Se perdeu dos seus amigos? - Perguntei, ela obviamente estava sozinha.

- Estou sozinha essa noite. - Ela falou, um pouco triste.

- Eu também, podemos fazer companhia um para o outro, o que acha? - Ela pareceu pensar sobre isso.

- Também não tem amigos? - Ela perguntou, de maneira tímida, o que me encantou. Não costumo sair com garotas tímidas, essas garotas na verdade não são meu tipo, mas há algo nela, algo diferente.

- Tenho muitos, mas meus amigos só me metem em problemas, e preciso ficar longe de problemas por um tempo. - Falei a verdade, ela sorriu.

- Bem, posso ser sua amiga hoje. - Balancei a cabeça.

- E como é o nome da minha nova amiga? - Ela sorriu. Seus olhos eram de um verde profundo e seus lábios, um batom vermelho que parecia não combinar com ela. Não sei explicar por que tenho essa certeza.

- Não direi, eu não deveria estar aqui. - Ela falou, olhando para os lados como se estivesse tendo certeza de que ninguém nos observava.

- Que misteriosa a minha nova amiga é. - Ela baixou o olhar e depois sorriu, como se lembrasse de algo.

- Hoje eu posso ser o quem eu quiser. - Ela colocou a mão na máscara prateada. - Só por hoje.

E isso me fez ter certeza de que ela não deveria estar aqui.

- Quer me deixar curioso, não é? - Ela piscou para mim.

- Um pouco de mistério, Sr. Carter, não te fará mal. - Então, sabe quem eu sou.

- Vejo que eu não consigo fazer o mesmo mistério. - Ela sorriu.

- Seus lindos olhos te entregam. - Dei de ombros.

- Está me intrigando, senhorita misteriosa, por acaso nos conhecemos? - Ela balançou a cabeça.

- Eu o conheço, mas o senhor não me conhece. - Percebi que estava muito próximo dela e olhei para meu copo de uísque.

- Me acompanha em um drink no terraço? - Ela balançou a cabeça.

- Gosta de levar as suas garotas para o terraço, não é? - Avaliei, não me lembro dela, mas a máscara impede que eu reconheça seu rosto de qualquer forma. Olhei para o colar de diamante que ela usava no pescoço. Ela deve ser filha de algum magnata.

- Não sabia que me pertencia. - A puxei para mim de maneira rápida.

- Sr. Carter, estão nos olhando. - Ela sussurrou.

- Como se chama? - Ela balançou a cabeça em negativa. Eu me afastei dela.

- Estarei no terraço com uma garrafa de champanhe. - A deixei ali e fui ao bar pedir uma garrafa e duas taças. Quando me virei, ela havia sumido. Decidi fazer o que prometi e seguir para o terraço. É um dos meus lugares favoritos daqui, onde o barulho do hotel não chega, mas não sabia que minhas idas lá estavam sendo observadas ou comentadas pelos hóspedes.

Assim que abri a porta, eu a vi, linda, banhada pela luz da lua. A minha dama misteriosa me esperava. Ela sorriu para mim.

- Decidi vir na frente. - Me aproximei, entregando a taça para ela.

- Gosto das atrevidas. - Percebi que ela revirou os olhos.

- Jemes Carter é o solteirão da década.

- Então leu a revista? - Quando completei 30 anos, me tornei "elegível" para o casamento. O jovem herdeiro Carter precisa se casar, e desde então tenho sido alvo das desesperadas.

- Um partidão. Tem linhagem aristocrática e gosta de garotas loiras. - Ela riu. - É o príncipe da era moderna, Jemes.

- Então veio aqui com a intenção de me seduzir e se tornar a senhora Carter? - Ela balançou a cabeça.

- Não me casaria com você. - E dessa vez, senti que ela estava sendo verdadeira.

- E por que não? Talvez eu queira me casar. - Ela balançou os ombros.

- Não comigo. - Talvez eu a conheça, deve ser uma das filhas de algum magnata rico hospedado no hotel, mas o vestido, ainda folgado em seu corpo, me faz pensar que ela não estava preparada para esse baile. Pode ter chegado em cima da hora.

- Como se chama? - Ela sorriu e mexeu sua taça.

- Não vai abrir? - Ela falou. Olhei para a garrafa ainda em minhas mãos. Essa garota me faz perder a noção do tempo.

Abri a garrafa e a servi.

- O que quer para tirar essa máscara? - Perguntei para ela, que agora tomava a champanhe e parecia mais relaxada.

- Não quer saber quem sou, Jemes. - Ela olhou para a lua, e tudo que eu queria naquele momento era beijá-la.

- É o que eu mais quero. - Falei, me sentando ao seu lado. - Por que manter esse mistério? Sabe que até o fim da noite eu irei beijá-la.

- Quem disse que quero beijá-lo? - Sorri e peguei o celular na mão para ver quantos minutos faltavam para meia-noite. Faltavam exatamente cinco minutos. Virei o celular para ela.

- Falta pouco, iremos ter que esperar para ver. - E antes que eu conseguisse guardar o celular, o nome "Allen" apareceu na tela e senti meu coração disparar. Por um momento, senti vontade de desligar, talvez não fosse nada, mas e se fosse?

- Alô, me diga que o velho sentiu minha falta e quer ouvir minha voz. - Houve um silêncio.

- Sr. Carter, seu avô está no hospital. Ele teve um infarto. - Senti como se alguém tivesse socado meu estômago. Aquele velho não pode morrer.

- Estou indo. Me mande o endereço. - Falei, desligando o celular. Olhei para a garota, que estava assustada.

- Meu avô está no hospital. Fico te devendo um beijo. - Não esperei por sua resposta. A verdade é que a única coisa que eu queria naquele momento era a certeza de que meu avô estava bem. Aquele velho não pode morrer, não enquanto está brigando comigo. Mas, do jeito que é ranzinza, ele fará isso só para me deixar culpado pelo resto da vida.

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