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Capa do romance A prometida do Capo italiano

A prometida do Capo italiano

Laura acreditava ter se casado com um homem de princípios, mas a máscara de Alexander Caruso cai logo após o altar. O herdeiro da máfia italiana revela sua verdadeira face cruel, prometendo uma vida de desprezo. Contudo, ele subestima a esposa que julgava ser submissa. Portando segredos ocultos e uma faca escondida no espartilho, Laura revida a altura. Neste romance dark repleto de violência e paixão, o casamento se torna um campo de batalha perigoso.
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Capítulo 2

CAPÍTULO 02

Laura Strondda

Com facilidade ergui aquele vestido branco, coloquei a perna direita à frente, puxei a minha menor faca, daquele impecável espartilho que eu mesma fiz à mão. Aquela pequena faca que jurei para mim mesma que não precisaria usar, porque confiei no Alex, coloquei apenas por hábito ali… “Guardaria assim que estivesse segura, seria apenas uma lembrança”. — Idiota... fui uma idiota. Lancei com destreza a faca, ao olhar naqueles olhos traidores que agora eu desejei fechar.

— PUTTANA DEL DIAVOLO! — sorri ironicamente ao ouvi-lo gritar ao fugir do meu “perfeito arremesso” — pelo menos, seria... se ele não fosse bom o suficiente para escapar quando viu o meu brinquedinho voando lindamente. Seu corpo mudou de lugar em milésimos de segundos.

— Hoje é seu dia de sorte! Nunca deixo as minhas belezinhas separadas! — falei com sarcasmo ao olhar para a faca.

— Maledetta! — resmungou.

Eu deveria estar muito irritada, mas o semblante desesperador do Alex ao perceber que não era o dono da festa, me deixou muito animada.

— Gostei... enfim terei um adversário à minha altura! — falei com ironia e o distraí com alguns objetos que estavam ao meu alcance ao jogar um a um sobre ele. Ele não atiraria em mim. Pelo pouco que conheço da Sicília, ele deve lealdade, precisa me manter viva, e seja lá qual sejam os motivos dele, me matar não é o foco... pelo menos “não, o dele”.

Enquanto ele se esquivava de tudo que eu ia lançando, eu me adiantei fazendo as duas coisas, conseguindo dar alguns passos e me aproximei enquanto o atacava. Ele não foi atingido em nenhuma das vezes, preciso admitir que é um homem rápido, bem treinado..., mas duvido que seja tão bom quanto eu.

— Vou fazer da sua vida um inferno! — falou quando fui audaciosa o suficiente para atacá-lo. O ataquei armado, segurei no seu pulso com força, ficamos frente a frente, e ele se lascou se pensou que eu realmente era fraca, pura e indefesa.

— “Eu” sou o inferno! — fiz a arma dele voar, e vi a fúria que surgiu nos seus olhos. Sou ótima nisso, até ensinei algumas mulheres que conheço a fazer o mesmo, porque acho o máximo.

— MALEDETTA! EU MANDEI TIRAR A ROUPA! — ele segurou o meu vestido tentando puxar, o empurrei com força, mas ele também era forte e bem alto, segurou na borda e rasgou parte da saia, me deixando irritada o suficiente, agora.

— Eu não recebo ordens de ninguém, mas adoro ficar sem roupa! — desci a mão até o membro dele, e o desestabilizei completamente. Nunca vi um homem tão chocado, apertei por cima da calça e o maledetto estava duro. Sorri ao fazê-lo bater na beira da cama e cair sobre ela. — Vou tirar esse vestido porque me cansou, mas você jamais terá o meu corpo... — comecei a tirar o vestido e os olhos dele estavam fixos sobre mim, me encarando e olhando para o meu corpo que ficou à mostra, com a cinta-liga mais incrível que já vi, os bicos dos seios quase saltando, a cintura bem apertada, e amarras que deixavam o look perfeito. Em seguida arranquei aquele véu. — Vou te fazer olhar pra ele até me cansar, vou esfregar na tua cara diariamente o que perdeu... e quando você pensar que está conseguindo e terá essa merda que fica no meio das pernas dentro de mim... — acariciei um dos bicos que tirei pra fora e logo o escondi quando ele levantou afoito. — Vou te fazer se arrepender de ter me conhecido!

Alexander Caruso voou sobre mim, aquele maldito Siciliano estava disposto a continuar, e eu não esperaria por menos vindo dele.

— Vai aprender a me respeitar e vai ser agora! — seus braços prenderam os meus e por alguns segundos senti a sua força e sua fúria apertando a minha pele, mas esse idiota não sabe nada sobre mim.

— Acho que já temos intimidade o suficiente para te contar uma coisinha! — coloquei a perna esquerda para trás, fiz um movimento dragão, elevando os pulsos por dentro das mãos dele, cortando pelo seu polegar, sem usar nenhuma força, apenas usei a técnica mais simples que conheço, trazendo para a cintura, as palmas e na sequência firmei as duas mãos e bati no seu peito, empurrando meu querido marido para trás.

— Que merda é essa? Eu sempre soube que foi treinada, mas você nunca me disse que havia se aperfeiçoado. Que palhaçada é essa?

— Pelo visto você se enganou... não sabe nada sobre mim! — ri do seu semblante confuso.

— O que mais, sabe fazer? — perguntou me encarando irritado.

— Matar! E, você acabou de se tornar o meu alvo! — o encarei na mesma proporção, mas ele começou a gargalhar. Colocou as mãos na parede e alguém inexperiente na máfia até acreditaria que ele facilitou, mas eu o observava o suficiente para saber que não, não... eu deveria manter os dois olhos bem abertos.

— Pensei que fosse mais esperta agora, querida esposa! Você me assustou! Pelo visto terei que te lembrar que não há divórcio para nós, e no caso de morte minha, ou sua... É considerado traição e o caminho é a morte.

— Meu pai e meu irmão irão te matar após torturá-lo por dias suficientes, para que até a última geração da sua família se lembre que não deve trair um Don! — o rosto dele ficou escuro, sombrio, e senti aquela sensação estranha de novo.

Quando menos esperei, ele praticamente se jogou no chão e pegou a sua arma. Alex apontou pra mim, e foi levantando aos poucos, enquanto dei dois passos para trás.

Me distraí um segundo quando ele praticamente me comeu com os olhos. Alex é um filho da mãe, gato demais! Pousei o meu olhar naquele corpo alto e ombros largos, aqueles olhos bonitos, na sua pele bronzeada e cabelos lisos, naquele corte que cai sobre os olhos, realçando a barba tão bem desenhada, e nem vou comentar da boca que será triste não beijar mais, imaginei tantas coisas para essa noite.

Notei que ele também observava cada parte do meu corpo naquele espartilho, e deixei que ficasse assim, me senti quente ao ver que ele não era completamente de ferro, vacilou ao me olhar assim… até que senti o cano da arma no meu rosto... estava gostando da adrenalina, ele não atiraria, e eu queria saber até onde iria, antes de escolher o próximo ataque.

— Sabe... até que você é gostosinha! Não nego que tenho vontade de esquecer das coisas que já me fez e te possuir... — arrastou o cano da arma, abaixando uma das alças do meu espartilho.

— Então chegamos ao ponto correto da conversa, porque quero entender o que te fiz para fazer isso comigo! — eu perguntei e ele parou o movimento da arma na mesma hora, erguendo o cano na minha cara.

Para provocar, eu capturei o cano com a boca e o introduzi parcialmente nela, deixando mais uma vez, o Siciliano descontrolado, ele só olhava para os três movimentos que fiz com a boca, perdeu completamente o juízo e o senso, senti quando afrouxou a arma e seu corpo voltou a parecer com o noivo que tive durante esses meses, e não o idiota que me trouxe em lua de mel... o peguei nos meus seios descaradamente até que falou merda:

— Eu sabia... de virgem você não tem nada, é uma puttana qualquer, como me disseram! — Quando ouvi isso, percebi que já havia ido longe demais, e aquele Siciliano não merecia nem a minha presença...

Tomei a arma dele enquanto ele abaixou a guarda olhando meu corpo, ele poderia ter me matado, estava com a arma e seu corpo prevalecia sobre o meu, mas seus olhos o traíram e seu descuido me rendeu a minha fuga.

Aproveitei para ir até a minha mala, abri o fundo falso, peguei as minhas armas e joguei numa bolsa menor que estavam meus itens pessoais, enquanto o vi vindo até a cama.

— Maledetta! O que você está fazendo? — eu já estava na porta, com as minhas armas e a dele, então apenas puxei um sobretudo preto que estava perto, mantendo a arma apontada para ele, e fechei o deixando sozinho.

Tranquei pelo lado de fora, fui vestindo aquele sobretudo pelo corredor e entrei no primeiro quarto que vi... eu só precisava de uma ligação e tudo estaria resolvido por agora...

— Alô! Eu vi certo? Ou você está me ligando em plena lua de mel? — falou aquela voz que sempre me salva..., mas não perdi tempo:

— Preciso que venha imediatamente! Vou enviar a localização e só você pode saber!

— Sim, senhora...

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