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Capa do romance A Noiva dos Gêmeos da Máfia

A Noiva dos Gêmeos da Máfia

"Você nunca deveria ter acordado na minha cama... mas agora você me pertence." O mundo de Lila Smith desmoronou na noite em que sua irmã a drogou para roubar seu noivo. Em vez disso, ela acordou nua na cama de Dominic Valencia, o chefe da máfia mais temido e perigoso da Costa Leste. Uma noite escandalosa arruinou sua vida. Desesperada para sobreviver ao escândalo, ela assina um contrato brutal: tornar-se esposa de contrato de Dominic e abrir as pernas para ele todas as noites até lhe dar um herdeiro. O que começa como terror lentamente se transforma em atração proibida. Dominic é às vezes brutal, às vezes perigosamente gentil. Mas uma noite, Lila descobre uma verdade chocante: ela não havia dormido apenas com um homem. Ela havia dormido com dois. Dominic tem um irmão gêmeo idêntico, chamado Dante. Ambos igualmente implacáveis, igualmente possessivos, e ambos os irmãos agora a reivindicam como sua. Nenhum deles está disposto a deixá-la ir. Presa entre dois machos alfa idênticos que se parecem, mas a tocam de maneiras diferentes. Todas as noites eles se revezam. Todas as noites seu corpo a trai. E todas as noites a linha entre o medo e o desejo pelo toque deles se torna tênue. Lila é arrastada para um mundo perigoso de poder, obsessão, desejo e traição. Em um mundo onde o amor é fraqueza e a posse é lei, uma pergunta decidirá tudo: Ela conseguirá sobreviver sendo propriedade de ambos... ou os gêmeos se destruirão tentando mantê-la?
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Capítulo 1

Os lençóis de seda grudavam no meu corpo como uma segunda pele. Minha cabeça latejava tanto que parecia que ia explodir. Levantei-me num pulo, com o coração batendo forte contra as costelas, enquanto encarava o braço tatuado que me prendia à cama.

Eu não conhecia aquela cama, nem aquele homem.

Uma arma brilhava no criado-mudo, cicatrizes cortando seus nós dos dedos e ombro. Eu sabia que aquele definitivamente não era o lugar do meu noivo. Meu Deus, estou numa situação muito complicada.

Balancei a perna em direção à beirada, peguei o vestido preto amassado no chão. Meu celular vibrava sem parar no criado-mudo; quarenta e sete chamadas perdidas da minha irmã e do meu noivo. Mensagens chegavam mais rápido do que eu conseguia ler.

Uma voz grave ressoou ao meu lado, preguiçosa, mas perigosa. "Você não vai a lugar nenhum."

Seus dedos se fecharam em torno do meu pulso antes que eu pudesse me soltar. Ele nem sequer abriu os olhos completamente, como se já soubesse que me tinha preso em seu aperto firme.

Debati-me com força, minha voz saindo rouca. "Solta-me. Eu... eu fui drogada. Isso não era para acontecer."

Ele finalmente olhou para mim. Olhos escuros. Queixo anguloso. O tipo de rosto que fazia as pessoas atravessarem para o outro lado da rua. Um sorriso lento e malicioso surgiu em seus lábios. "Drogada ou não, você está na minha cama agora, querida."

Meu estômago revirou. "Quem diabos é você?"

"Dominic Valencia." Ele disse isso como se o nome explicasse tudo, e de fato explicava. Todos na Costa Leste conheciam Dominic Vale, o chefe da máfia mais poderoso, aquele que pegava o que queria, mesmo que isso significasse destruir tudo. "E a cidade inteira já sabe que você passou a noite comigo."

Meu celular não parava de vibrar. Lancei-me para pegá-lo com a mão livre. Dominic não me impediu, deixou que eu o pegasse sem afrouxar o aperto. Ele apenas observava, divertido, como se tudo aquilo fizesse parte do seu plano.

A tela se encheu de notificações. Fotos granuladas de mim entrando cambaleando neste prédio ontem à noite, meu vestido escorregando do meu ombro, rindo de um jeito que não parecia ser eu. Hashtags por toda parte. #ValeMistress. #NoivadoAcabou. Inúmeros comentários me chamando de vadia, interesseira, traidora.

Meu rosto empalideceu. "Isso não pode ser real..." murmurei.

Dominic sentou-se lentamente, seus músculos se movendo sob a pele tatuada. O lençol deslizou para baixo em seus quadris. "É real. Sua irmã garantiu isso."

Virei a cabeça bruscamente em sua direção. "O que você acabou de dizer?"

Ele deu de ombros, casual como sempre. "Ela queria seu noivo para si. Ela colocou alguma coisa na sua bebida naquela festa. Te empurrou direto para a minha porta. Belo plano. Bagunçado, mas funcionou."

Puxei com mais força contra seu aperto, minha raiva cortando o pânico. "Você sabia? E mesmo assim deixou isso acontecer?"

"Eu não deixo as coisas acontecerem, Lila." Sua voz era calma, mas seu aperto se intensificou o suficiente para me lembrar quem era mais forte. "Eu as torno úteis. E agora, você é útil para mim."

Ouvir meu nome em sua boca me fez estremecer, algo que eu detestava. Engoli em seco. "Como você sabe meu nome?"

"Eu sei tudo sobre a mulher que acaba nua na minha cama." Ele finalmente soltou meu pulso, mas apenas para afastar uma mecha de cabelo do meu rosto. O toque foi suave demais para um homem como ele. "Sua irmã queria que você fosse embora. Ela conseguiu o que queria. Agora toda a Costa Leste pensa que você é minha mais nova prostituta."

Lágrimas queimaram atrás dos meus olhos, mas pisquei rapidamente para contê-las. Eu não ia chorar na frente dele. "Minha família... meu noivado..."

"Ambos perdidos." Dominic se inclinou para mais perto, sua voz baixando. "Seu noivo já cancelou tudo. Seu pai está recebendo ligações de pessoas que antes o respeitavam. Tudo por causa de uma noite da qual você nem se lembra."

Meu telefone tocou de novo. Peguei-o com os dedos trêmulos e atendi antes que pudesse me controlar.

A voz da minha irmã soou do outro lado da linha, doce e presunçosa. "Lila? Nossa, você parece péssima. Noite difícil?".

"Sua vadia", sibilei, com a voz carregada de fúria. "Você me drogou. Me mandou aqui de propósito."

Uma risada abafada veio do alto-falante do telefone. "Eu te disse que ia acabar com esse seu noivado. Agora você está arruinada. Todo mundo está falando de como você não conseguiu manter as pernas fechadas, abrindo-as para o Dominic Vale. Seu pai já está te deserdando em particular. Seu noivo acabou de postar que está solteiro de novo. Parabéns, maninha. Você é oficialmente um lixo."

As palavras me atingiram como socos. Apertei o telefone com tanta força que meus nós dos dedos ficaram brancos. "Você acha que isso te faz ganhar? Você..."

Dominic arrancou o telefone da minha mão e encerrou a ligação com o polegar. Ele jogou de lado como se não fosse nada. "Chega de falar com ela. O estrago já está feito."

Eu o encarei, com o peito subindo e descendo. "Me devolva. Eu preciso..."

"Precisar de quê?" Ele me interrompeu, os olhos fixos nos meus. "Implorar por misericórdia? Ou rastejar de volta para um homem que acabou de te descartar?" Ele segurou meu queixo, me obrigando a encará-lo. "Você vai ficar aqui. Como minha esposa. Pelo menos no papel."

"Sua o quê?" A palavra me atingiu como um tapa.

"Esposa por contrato." Ele disse isso sem rodeios, como se estivesse pedindo um café. "Você me dá um herdeiro. E em troca, eu te dou proteção. Sua família vive. Seu nome sai dessa confusão do jeito que eu quero. Simples assim."

Eu ri, mas meu riso saiu quebrado. "Você está louco. Eu não vou ter um filho seu. Eu nem te conheço."

"Você sabe o suficiente." O polegar dele roçou meu queixo, quase suavemente, mas seus olhos permaneceram fixos nos meus. "Neste momento, a única coisa que impede sua irmã e aquele seu ex sem caráter de explodirem seus miolos é o meu sobrenome ligado ao seu."

Minha mente girava. As fotos. As ligações. Minha própria irmã parecendo orgulhosa de me destruir. Tudo o que eu tinha; meu noivado, minha segurança, meu lugar na família; tudo perdido em uma noite, só porque ela queria o que era meu.

Dominic me observava juntar as peças, com aquela calma perigosa e constante dele. "Pense rápido, Lila. Quanto mais você resistir, mais rápido eles virão atrás de você."

Eu queria gritar. Eu queria correr. Mas minhas pernas estavam pesadas demais, e cada nova vibração do meu celular me lembrava que o mundo lá fora já me odiava.

Ele se encostou na cabeceira da cama, com os braços cruzados sobre o peito. "O tempo está passando. O que vai ser?", disse ele.

Antes que eu pudesse responder, meu celular vibrou com uma nova mensagem de um número desconhecido. Uma única foto minha e de Dominic entrando juntos nesta sala ontem à noite, a mão dele baixa nas minhas costas como se eu já lhe pertencesse.

Abaixo, uma frase fria:

"Diga a Dominic que seu novo brinquedo tem 24 horas antes de a fazermos desaparecer para sempre."

Olhei para ele, com a garganta apertada, minha voz quase um sussurro. "Eles estão vindo atrás de mim."

O sorriso de Dominic desapareceu. Pela primeira vez, algo mais intenso brilhou em seus olhos; pura possessividade. Ele me puxou para mais perto até que nossos rostos estivessem a centímetros de distância, sua respiração quente contra minha pele.

"Então é melhor você dizer sim, esposa. Porque, uma vez que você for minha, ninguém se atreve a tocar no que me pertence."

Meu coração batia tão forte que eu mal conseguia me ouvir. "Eu não tenho escolha, tenho?"

Sua resposta veio como um rosnado baixo e satisfeito contra meu ouvido.

"Não. Você não tem."

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