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Capa do romance A mulher Que Acreditava Em Romance

A mulher Que Acreditava Em Romance

Emily nunca desistiu do amor, apesar de inúmeras decepções. Sua vida muda ao conhecer Oliver, primo de sua melhor amiga, mas o rapaz precisa partir para a Coreia do Sul. Após anos de separação e novos fracassos, o destino os une em uma paixão intensa, interrompida novamente por uma doença na família dele. Determinada, Emily viaja ao exterior em busca de seu amado, enfrentando uma jornada incerta e cheia de descobertas em um país totalmente desconhecido.
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Capítulo 2

A vida de Emily estava boa e feliz, ao lado de Max.

Mas, foi no fim das férias escolares do primeiro semestre, que ela pode ver um amor nascer, e isso bem ali diante dos seus olhos, a única coisa porém que Emily não esperava era o fato de ser uma telespectadora do evento, e não a atriz principal.

Como em todas as férias escolares, seus pais viajavam para leva-la para conhecer outros lugares e fazer coisas diferentes .

Amélia era uma mãe atenciosa com a filha, e amava ouvir os planos que sua filha fazia para o futuro, ela gostava das confidencias da filha, e sua forma pura de ver a vida.

Em seu coração desejava que a filha fosse uma pessoa assim, sempre esperançosa e feliz.

Emily gostava daquilo também, está com seus pais em lugares legais e diferente.

Porém naquele ano estava inquieta, pois deixar Max sozinho não era uma boa ideia, e se alguma garota o conquistasse, aquele era um risco que não poderia correr, se lembrava de Joana uma garota espinhenta que ficava a todos momento olhando para Max, embora ele não desse a mínima para ela, mas com sua ausência tudo podia acontecer, como nas novelas em que as vilãs armava para ficar com os mocinho.

Emily havia jurado a morte de Juana se essa tentasse separar ela de Max.

Por isso durante todo o passeio se comportou como uma típica adolescente rebelde, nada estava bom, sua cara estava sempre emburrada, e não queria mais as brincadeiras que o pai fazia com ela, afinal de contas ela não era mais uma criança, o que Max pensaria se ouvisse o pai lhe chamando de "bb" ou " Emy" isso era muito infantil e vergonhoso.

Quando a viagem acabou só conseguiu sentir gratidão por está em casa, pois dali a dois dias iria ver Max...e já estava na expectativa de ser pedida em namoro, e receber seu primeiro beijo.

Max deveria já está entediado sem ela, pois eram os dois sempre, eles viam filmes e sorriam, Max gostava dos mesmos filmes que ela, e sempre concordava com ela quando ela dizia que o cara do filme era lindo, ele sempre pensando em apoia- lá.

Os dias pareciam se arrastar para ela, as noites estavam mais longas do quê o normal, mas com muitas barreiras vencidas o grande dia havia chegado.

Emily pensou sobre aquilo e por fim suspirou, pois seu amor por Max havia vencido as impossibilidades do tempo e da distância, era assim que um grande amor ficava mais forte, quando os enamorados eram separados contra vontade deles, então a primeira parte do amor ja tinha vencido, assim como o amor de seus pais.

Emily se arrumou mais que se arrumava normalmente, afinal de contas queria uma imagem perfeita para se lembrar futuramente quando contasse para seus filhos como havia conhecido o pai deles, queria cria-los com tanto amor, quanto recebeu de seus pais, e passaria para sua filha caso fosse menina, a tradição do amor verdadeiro.

Naquela manhã quando chegou ao colégio suas amigas a elogiaram dizendo o quanto ela estava bonita seus cabelos estavam soltos e um arco discreto os mantinham atrás das orelhas, sua boca estava com um tom rosado assim como suas bochechas, claro que havia se maquiando escondido dos pais, que alegavam que ela não tinha idade para aquilo.

Maria e Danielle eram suas amigas além de Max, embora esse não era seu amigo, não...era seu amor .

Mari e Dani havia contado a ela as fofocas que tinha acontecido nos dias em que ela não estava na cidade, Emily pensou com alívio, que nem uma das notícias tinham a ver com Max.

Procurando por Max entre as muitas cabeças que se aglomeraram na entrada do colégio, rapidamente avistou a cabeleireira loira e lisa de Max, abanando a mão para ele, com mais energia do que nescessário e com o sorriso mais feliz que tinha, ele sorriu de volta e foi ao seu encontro, ele deu um abraço em Emily e disse que estava com saudades e que tinha muitas coisas para contar para ela, Emily sentiu como se seus pés tivessem sido tirados do chão, era o primeiro abraço que Max lhe dava em público.

No intervalo estavam todos sentados e Emily narrava para, Maria e Danielle suas aventuras, mas ela percebeu que Max estava mais distraído do que de costume, viu também sua cabeça rodar em todas as direções a procura de algo...ou pior seria de alguém, Emily deu uma rápida vasculhada visual pelo ambiente, Joana a espinhenta estava alí, mas não era ela quem Max procurava.

Quando um sorriso diferente dos que ela conhecia ( por que Emily havia classificado todos os sorrisos de Max, e aquele não estava entre os já conhecidos por ela), surgiu nos lábios de Max ela ficou insegura a princípio, mas olhando na mesma direção do olhar dele, constatou um um tanto quanto chocada que o sorriso diferente de Max estava na direção de um garoto magricela de cabelos pretos, tentou entender a situação, ela nunca tinha visto aquele garota antes, mas estava tudo bem, Max fez amizades com um garoto novato e não com uma garota, isso justificava aquele sorriso, o sorriso para um amigo também garoto, pelo menos era o que ela estava tentando acreditar.

Max era realmente fiel a ela, mas quanto aquele sorriso diferente, aquilo a incomodou, acendeu um luz vermelha em seu cérebro.

O que aquele sorriso significava afinal de contas? ela não sabia por nunca te-lo visto antes, e quem era o magricela? Também não conhecia, mas viu quando a mão de Max balançou em sua direção, com mais vigor e energia do que o nescessário, viu também quando o magricela retribuiu da mesma forma, quando ele já estava perto deles viu o sorriso de Max ficar mais... intenso...Max nunca tinha dado aquele sorriso para ela.

Vendo a confusão estampada em seu rosto, Max agora com bochechas vermelhas apresenta André para as amigas, explica que ele havia se mudado para a cidade, naquele período de férias escolares, e que agora eram amigos...mas Emily sentiu que a voz dele tinha uma emoção diferente quando disse o "amigos".

Três semanas depois, Emily viu seu conto de fadas virar poeira, Max já não estava tão próximo dela como antes, agora ele e o Magricela viviam para cima e para baixo nos intervalos, seu amigo,( não tão amigos mais) agora tinha um novo linguajar, até o andado de Max estava diferente, ela podia jurar que Max estava andando com um pouco mais de rebolado...

Em um dia muito quente de verão Emily estava com a cabeça na temperatura do sol, já não sabia mais definir o que tinha dado tão errado com sua história de amor, que era tão perfeita até a chegada do magricela.

Resolveu que odiava o magricela afinal de contas, ele mau havia chegado e já estava atrapalhando sua vida e seu relacionamento com Max.

Pegou sua bicicleta e foi até a cachoeira onde costumava ir com Max, durante a sua pedalada percebeu que talvez não tivesse sido uma boa ideia sair com um sol tão escaldante, mas nada a havia preparado para o que seus olhos viram bem ali a sua frente, entre pedras e uma linda vegetação, no plano de fundo uma cachoeira jorrando sua cascata cristalina, e ali meio as escondidas estavam um casal adolescente, se encarando e sorrindo um para o outro, a distância que Emily estava ela podia ver o suficiente decifrar os olhares, e graças a sua percepção romântica incurável, ela viu o amor nascer entre aquele casal.

Injusto não era a palavra que cabia naquela cena.

Ela estava vendo o seu conto de fadas se realizar mas não era ela quem olhava para Max, e nem era dela o sorriso meloso e a expectativa de um toque... Emily viu chocada e desesperada a cabeça de Max se inclinar, quando o garoto magricela cobriu os lábios de Max com um casto e desajeitado beijo.

O choque dela foi tão grande que não conseguiu segurar o grito que veio em sua garganta.

Sentiu-se duplamente traída, e profundamente magoada, então aquilo era a dor de perder um grande amor, agora entendia o que a amiga da mãe sentiu ao ser traída pelo marido.

Quando Max e o garoto magricela viu que não estavam mais sozinhos olharam com espanto um corpo caindo ao chão, Max reconheceu ser sua amiga Emily, e ambos foram a seu encontro, Max sacudiu e o gato magricela pegou uma garrafa de água e tampou na cara de Emily, ela abriu os olhos e se levantou furiosa.

- Emily você está bem?

- Como você quer que eu esteja bem Max, eu acabei de ver você beijando um garoto.

Max ficou vermelha, pelo menos ele havia ficado mudo, e Emily se levantou e pegou sua bicicleta para voltar para a casa, mas Max a chamou.

- Emily por favor não conta para ninguém o que você viu, meus pais me matariam se soubesse.

- Pois eu quero mesmo que você morra Max, você me traiu.

Dizendo isso subiu em sua bicicleta e foi embora.

E claro que ela não contaria a ninguém, mas isso não significava que estava feliz por ele, pois ele havia destruído seu coração.

E nos dias que se seguiram, viu Max ser mais feliz com o garoto magricela do que era com ela.

Sua primeira desilusão amorosa, a primeira evidência de que talvez sua mãe não tivesse lhe dito toda a verdade sobre o amor.

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