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Capa do romance A Minha Vez!

A Minha Vez!

Após uma vida marcada por sacrifícios e decepções amorosas, a protagonista decide que é o momento de priorizar seus próprios desejos. Cansada de ser colocada em segundo plano, ela busca retomar o controle de sua trajetória em um cenário moderno e desafiador. Entre novos encontros e a superação de traumas passados, ela descobre que o amor verdadeiro só floresce quando há autorespeito. É uma jornada de autodescoberta onde, finalmente, chegou a sua vez de brilhar.
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Capítulo 2

Bruninho

Acordo 6:30 da manhã e levanto de vagar.

Tomo meu banho tranquilão, jogo um traje maneiro no corpo e desço a escada pra sala.

Pego meus armamento, faço toque com os cara da contenção, e parto pra boca a pé mermo, com a segurança atrás.

Desde que eu assumi o morro, tento me aproximar o máximo da comunidade pra passar confiança prós morador.

Até por que, eu sou novo aqui né, e alguns ainda não se acostumaram com a troca no poder, muitos foram criados com os menor que foram mortos no confronto, e alguns ficaram um pouco bolados com tudo que aconteceu naquele dia, nós sacudiu legal.

Mas a maioria diz ter gostado da nova facção, que a favela mudou muito depois que o VT tomou o morro, diz que a facção atual é mais família.

Na verdade Naldinho só queria poder, dinheiro e mulher. O cara não ligava muito pra comunidade que tinha.

A maioria aqui tinham medo dele, e eu não quero medo, eu quero respeito, que são duas coisas parecidas, porém muito diferente.

Vou caminhando no suave rindo das bobeira dos cara, falo com alguns manos que passa por nós, cumprimento morador que vem fazer queixa e os caralhos.

Quando nós tá quase chegando na boca, passa um grupinho de piranha do lado da tropa e os cara já começa a comenta igual cachorro.

- Gostosas pra caralho._ um dos meus seguranças assobia.

Elas passa jogando na cara do pai como sempre né, não tem jeito.

- E aí Patrão._ a tal da Érica me joga piada mexendo no cabelo.

- Meu pau._ respondo sério sem olhar pra cara dela.

- Queria, posso pegar?._ ela fala debochando, rebolando e rindo.

É puta mermo né, alá.

- Postura 0 em._ olho de rabo de olho pra ela_ respeita minha aliança caralho._ beijo a minha aliancinha de compromisso e os caras da segurança começa a rir igual uns otário.

...

Entro na boca e já começo os trabalhos de uma vez. Vários b.o pra resolver, muita coisa pra fazer hoje.

Meto a cara nós trabalho e nem vejo o dia passar, e quando termino os bagulho, acendo um balão pra relaxar, boto ele pra subir e fico na salinha marolando.

Um temo depois, quando eu estava quase indo embora, alguém bate na porta da minha sala.

Fico olhando pra porta pensando se deixo entra ou não. Já sei que é b.o na certa, mas uma hora ou outra vou ter que resolver mermo, então não tem pra onde corre, mando entra.

E entra o doidão do Fê, o moleque só vive na onde, parece até um cigarro de maconha ambulante, alá.

- Ai patrão, tem uma mina querendo trocar um lero com tu._ ele fala pausadamente muito louco de maconha.

- Que mina e essa porra?_ pergunto cruzando os braços e rindo da cara de drogado dele.

- Sei não patrão, só sei que a mina é gata, padrão FIFA_ ele coloca mão no peito fingindo ser a mina, ele fica se balançando igual viadinho e eu dou uma gargalhada alta com a imitação dele.

- Manda essa mina entra aí cara._ falo ainda rindo dele e ele sai saindo da sala.

Esse cara é foda, foi uns dos maluco que veio do Vidigal pra trabalhar aqui com a gente, moleque firmeza, muito engraçado, maconheiro pra caralho, mas é bom de trabalho pra caralho também, topa tudo, moleque é da guerra.

Um minuto depois entra a mina que ele falo.

O bife é padrão mermo, toda gostosa, boquinha carnuda, cabelo enroladão até a bunda, magrinha, mas com peitinho durinho, bundinha redondinha, gata pra caralho, a mina é sexy viado.

Olho pra ela de cima em baixo e percebo que ela tá nervosa.

Não sei por que, mas essa mina me faz lembra a Manuelly.

Dou um riso de canto da boca com a lembrança e ela franze a sobrancelha me encarando.

- Solta a voz mina, o que tu quer aqui dentro da boca de fumo? aqui não é lugar de mina descente não._ falo ainda com o sorrisinho e ela fica puta.

- Infelizmente, pra tratar desse assunto tenho que entra nesse lugar horrível._ ela fala fazendo cara de nojo.

Hum... Mandadinha ela, alá!

- E que assunto é esse aí?_ cruzo os braços jogando o peso no corpo no encosto da poltrona encarando ela, e ela fica sem graça mexendo na unha de cabeça baixa_ bora fia, tenho teu tempo não._ falo e ela se assusta.

- É que meu pai é viciado, e eu estou achando que a conta dele provavelmente está muito alta, porque os cara já foi lá em casa cobrar duas vezes, mas ele não tem o dinheiro, queria pedir mais um tempo para mim poder ajuda ele a paga essa dívida, eu vou entra de férias daqui a um mês e vou pagar tudo que tiver aí sem falta._ ela fala toda sem graça e eu fico encarando ela por um tempo antes de fazer minha pergunta.

- Qual o nome dele, e onde vocês mora?_ pergunto depois de um tempo mexendo no PC.

- Luiz Carlos, goma 5._ fala chegando mais perto da minha mesa.

Vejo no Pc a conta do cara e até me assusto com o tamanho da dívida dele.

Olho pra cara dela com a sobrancelha arquivada e ela sustenta meu olhar.

Puta que pariu viado, a mina é gata mermo.

Nós ficamos um tempo se encarando e acho que tô hipnotizado pelo olhar ela mano.

Ela também não desvia o olhar e pisca os cílios longos dela e depois suspira.

Eu respiro fundo tentando afastar meus olhos do dela e me concentra, depois de um tempo consigo recuperar minha consciência e volto a encarar a tela do PC.

- Mano vou te falar, tem nem desenrolo, ou teu pai paga essa dívida aí, ou infelizmente vou tem que passar ele._ falo sem neurose e ela arregala os olhos e da um passo pra trás me encarando assustada.

- O que? Não... Mas por quê? Você tem que esperar as pessoas ter dinheiro pra te pagar, se você matar todo mundo, você nunca vai ter o seu dinheiro. Isso também é desumano que eu saiba, ele tem família você não tem coração?_ ela fala toda desesperada andando de um lado por outro me deixando tonto.

- Ei, ei aquieta o cu aí fia, tu vem aqui na minha boca me esculacha? Tá drogada?_ eu falo autoritário e ela já começa a chorar.

Porra, aí me fode.

Não consigo ver mulher chorando não papo reto.

- Mina, senta o cu ai._ aponto pro sofá me levantando da minha poltrona_ porra vou te dá o papo reto._ ela me dá espaço no sofá ainda chorando e eu sento do lado dela_ teu pai tá fudido cara, a conta dele tá em 15 mil, e eu vou tem que até bate um lero com o cobrador, quero saber por quê que deixaram uma conta crescer tanto assim._ falo pra ela o mais calmo possível pra ver se ela consegue entender a gravidade da situação.

- 15 mil?._ ela repete encarando o chão com as sobrancelhas levantadas_ eu não tenho esse dinheiro nem se eu entra de ferias._ coloca a mão no rosto e chora mais ainda.

- Ô, eu vou tentar te ajudar._ coço a cabeça incomodado de ver ela chorando_ a última forma é ele fazer uns corre pra mim, até ele conseguir pagar essa dívida aí._ falo encarando ela.

Ela tira as mãos do rosto me encarando com o rosto inchado, os olhos vermelhos, e mordendo os lábios para tentar parar de chorar.

A minha vontade e de segurar o rosto dela e beija muito essa boquinha linda que ela tem.

- A mas ele faria o que? Ele não é novinho assim como vocês, ele não vai aguentar nem segurar um fuzil direito._ ela fala me olhando e toda hora olha pra minha boca também.

Será que ela me quer?

- Ou é isso, ou é a morte, ele escolhe, eu ainda estou sendo bonzinho demais._ o certo é o certo, tô tentando aliviar a parada dele, ou faz ou é um homem morto. Simples!

- Vou conversar com ele, você me dá um dia?._ concordo com a cabeça encarando ela.

Porra, essa mina conseguiu mexer comigo de verdade mermo, sem k.o.

Ela levanta limpando o rosto, me agradece pela oportunidade e sai saindo da minha sala.

Eu fico igual um otário encarando a porta por onde ela acabou de sair tentando entender o que foi que acabou de acontecer.

Eu tenho que fica ligado mano, agora sou um cara casado, se for pra mim fazer algo tenho que fazer no sigilo absoluto.

Sei que os cara que é vilão, faz na careta mermo, e ainda esculacha a fiel, mas eu sou sujeito homem, se eu for fazer tem que ser uma parada muito foda.

Se a minha mulher fosse alguma piranha, eu botava pra foder mermo, mas Rayane é de respeito pô, não vou vacilar com a mina assim não.

Fico viajando na ficha do coroa na tela do PC, mas aqui não diz nada sobre ela.

Eu nem vou procurar saber não, é melhor eu corre de problema, se eu quiser um bife novo vai ser um bife qualquer, pra ela não acabar mexendo com a minha mente, e eu não acaba fazendo merda.

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