
A MAFIOSA NA MÁFIA
Capítulo 2
LORENA NARRANDO
Eu Abro a janela e vejo o dia chuvoso e cheio de neblina, eu amo quando o dia amanhece dessa forma, não tinha paciência para dias de sol, pessoas felizes e nada do tipo.
— Bom dia senhora Lorena – A governanta fala logo que abro a porta.
— Bom dia – eu olho para ela de cima a baixo – cadê meu marido?
— Ele saiu logo cedo.
— Meu pai?
— Também.
— Os dois saíram juntos?
— Sim, senhora. O seu café está pronto.
— Por favor, me sirva no escritório do meu marido.
— O senhor Alexandre disse – eu a interrompo
— Me sirva no escritório do meu marido, obrigada.
— Sim, senhora.
— Ah – eu falo olhando para ela – passe o lençol antes de colocar na cama, eu senti ele amassado quando eu deitei essa noite.
— Desculpa, irei passar ele todo novamente.
— Um novo, quero que coloque um lençol novo, o cheiro de Alexandre me enoja.
— Sim, senhora.
— Não fique respondendo sim, senhora o tempo todo. Senhora está no céu e eu tenho a mesma idade que você. – ela me encara – quantos anos você tem?
— 20 anos – ela responde
— É – eu olho para ela – a mesma idade que você – ela me encara e assente.
Eu vou até o escritório de Alexandre, eu estou casada com ele a 6 anos, eu me casei com ele por causa da máfia, porque a lei diz que os herdeiros deve se casar entre si, ele queria um filho e eu jamais daria um filho a ele e nem mesmo um dia eu seria mãe. Eu odiava Alexandre, odiava está casada com ele, tinha nojo só de olhar para ele, nossa relação era de brigas constantes e de sorrisos falsos para o restante do mundo.
— Usando o escritório do marido – Carlos fala entrando.
— Ainda bem que você chegou, preciso da sua ajuda.
— O que aconteceu?
— Estou achando que meu pai e Alexandre estão aprontando algo.
— Como assim?
— Inventaram uma viagem para o Brasil, um jantar com pessoas importantes, estou achando que - a governanta entra.
— Senhora – ela me olha – é é.
— Lorena , apenas Lorena – eu abro um pequeno sorriso.
— O café de vocês. Vocês querem açúcar ou adoçante?
— Puro – eu respondo – eu não como açúcar.
— 5 colheres de açúcar – Carlos responde
— Vai morrer de diabete – eu respondo
Ela serve o café e depois sai do escritório.
— Continua – ele fala.
— Estou achando que meu pai vai passar para ele o bastão de chef da máfia.
— Sem te avisar? – ele pergunta
— Eles me tratam como nada, mas é ai que preciso colocar meu plano em ação.,
— Você não pode matar eles do nada – ele fala – pode ser descoberta.
— Merda – eu falo me levantando e bebendo o café puro – isso aqui está horrível – eu aperto o botão para chamar a governanta.
— A senhorita me chamou?
— Esse café está horrível – eu olho para ela – aos 20 anos de idade eu já sabia fazer um café.
— A senhorita disse que tem 20 anos – ela me responde e Carlos me encara.
— Me faça um café decente e me traga.
— Sim, senhorita – ela fala saindo
— Você disse que tem 20 anos? – Carlos fala rindo – o que foi quis diminuir 12 anos?
— Não me irrite – eu falo – você sabe muito bem que minha idade está errada na identidade – ele começa a rir – e agora não estou preocupada com a minha idade e sim em matar os dois.
— Eu já disse que essa idéia – eu o interrompo.
— Eu sou a herdeira da máfia, é para mim que ele deve passar a chefia.
— Você nem sabe se é isso que vai acontecer, que seu pai vai passar para Alexandre.
— Eu sei que é isso que eles querem que aconteça, mas não vai acontecer – eu olho para ele – porque eu vou matar os dois antes de qualquer coisa – eu olho para ele e ele me encara.
Eu abro um sorriso em meu rosto só de imaginar os dois sangrando até a morte na minha frente. Eu até já imaginava a cena.
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