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A Linda Secretaria do CEO

Madelyn Robinson, de 24 anos, dedica sua vida inteira à carreira e aos estudos para superar traumas passados. Em um evento de máscaras, ela se permite uma noite de liberdade e acaba nos braços de um estranho sedutor. Após um beijo intenso e inesquecível, as identidades são reveladas: o homem é Victor Harris, seu próprio chefe. Ele jurou jamais se envolver com subordinadas, mas agora ambos precisam lidar com a forte atração no ambiente de trabalho.
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Capítulo 2

— Boa tarde, Sou Maycon Corppin — ele diz, e a sua voz faz com que o meu corpo inteiro se arrepiasse.

— O filho do Sr. Corppin, certo? — Ele assente. — Vou avisá-lo de

que está aqui. — Ligo para sala do Sr. Corppin, que autoriza sua entrada.

— Pode entrar, ele já está te aguardando. — Ele sai sem ao menos olhar para mim ou dizer um “obrigado”. Já começamos bem!

Alguns minutos se passam quando sou chamada para entrar na sala. Caminho até lá, minhas mãos suam por causa do nervosismo, abro a porta e entro.

— Maycon, esta é...

— É a minha secretária, não é mesmo? — Antes que seu pai terminasse, ele responde. Abre um sorriso malicioso, o tom de desdém era perceptível em sua voz.

Ele está achando o que, hein?

— Sim, ela será sua secretária. O nome dela é Diana Williams. Ela irá te auxiliar em tudo aqui, vai ser seu braço direito. Qualquer dúvida, pergunte a ela. — Faço um breve aceno com a cabeça e saio da sala. Pelo visto, as coisas não vão ser tão boas como eu imaginei.

Recolho meus pertences para ir embora, meu expediente já havia acabado. Fiz uma pequena despedida para o Sr. Corppin e ele apresentou a todos o mais novo chefe. As mulheres da empresa ficaram loucas. Ele nem é tudo isso. Adrya foi a que mais se atirou nele e ele gostou. Eles não pararam um minuto sequer de trocarem olhares, e ela estava toda risonha. Credo, dava até ânsia de vômito só de pensar. Ela é uma moça muito bonita, diferente de mim, que tenho a pele pálida, ela é morena; tem os cabelos negros e olhos castanhos claros; suas curvas são perfeitas. Ela não é de se jogar fora.

Saio dos meus devaneios e chamo o elevador. Enquanto aguardo, ouço o barulho de sapatos no chão, viro para verificar quem é, e lá está ele, o deus grego/galinha. Talvez ele seja um pouco bonito ou muito bonito. Percebo quão elegante ele é, e charmoso. As portas do elevador se abrem, enquanto ele me dá um sorriso daqueles de tirar o fôlego. Era bonito, mas não cairia

nessa. Ele me aponta o elevador e eu apresso os passos para entrar, fico no canto do elevador quieta para que ele não falasse comigo. A temperatura estava quente, o calor era palpável. Será que eu estou pegando fogo? Começo a me abanar tentando amenizar o calor.

— É isso o que causo nas mulheres... — ele diz.

— Do que você está falando?

— Nada, querida. — Ele me dá uma piscadela.

As portas do elevador se abriram e eu, mais apressada do que entrei, saio, aceno para ele em despedida e vou em direção ao meu carro.

— Ei! — ouço ele me chamar.

— Oi? — respondo sem olhar para trás.

— Vou sair para comer, gostaria de ir comigo?

— Hum, não. Obrigada! Quem sabe da próxima? — Corra do diabo como se corre da cruz, meu subconsciente gritava para mim. Se o ditado era assim? Eu não sei, mas caiu muito bem. Ele me olha estranho, não o entendo muito e nem faço questão.

— Vamos lá, aproveitamos para conversar sobre a empresa e você me passa o que devo saber. Vamos? Meu pai disse que você me ajudaria. —Foi golpe baixo, usar isso para me convencer.

— Ok, eu vou. Mas é pelo seu pai e não posso demorar muito, tenho um compromisso.

— Isso aí garota, vamos lá.

— Onde iremos?

— Venha comigo, peço ao Claiton para deixar o seu carro em casa.

— Não acho que seja necessário, posso ir nele e nos encontramos lá.

— Você é sempre tão chata? Larga disso e vamos logo, "tenho compromisso ”— zomba de mim. Não tem nem 5 minutos que estamos conversando e ele já me irrita tanto. Vou como uma criança birrenta batendo os pés, deixo minhas chaves e meu endereço na portaria com o seu “capacho”. Entro em seu carro, um Porsche vermelho com bancos de couro, o aroma é bem agradável, tem o leve cheiro do seu perfume. O caminho foi longo e silencioso. O carro para em frente à um restaurante bem elegante, de fachada dourada e branca. O Hall de entrada tinha alguns sofás e uma mesinha com uma variedades de bebidas. Passamos por um largo corredor, chegando a um vasto salão com várias mesas e som ambiente, deixando o local mais leve. Está bastante lotado com pessoas muito bem arrumadas. Não estou com roupas adequadas para este lugar. O restaurante tem um toque rústico que combina muito bem com os móveis, tem várias janelas de vidro que davam para ver a paisagem linda de Chicago. Maycon está na minha frente, indo em direção a uma mesa. Ele puxa a cadeira para que eu sente, faço um aceno com a cabeça em sinal de agradecimento, e ele se senta à minha frente. Me olha nos olhos e dá um sorriso de canto.

— Quanto tempo está na empresa? — pergunta ao se acomodar na cadeira, me fitando por alguns segundos.

— Creio que a uns 8 anos.

— É um bom tempo de experiência, me fale um pouco sobre você.

— Sobre mim? Não tenho muito o que falar. E afinal, eu estou numa entrevista?

— Sim, sobre você. Me fale o pouco que tem, e não, não estamos em uma entrevista. Apenas gostaria de conhecer um pouco da pessoa que vai passar tanto tempo ao meu lado. — Ele dá um sorriso sacana.

Os sorrisos dele me causam algo entre as pernas que não sei explicar, é muito estranho e excitante.

— Fiz faculdade de arquitetura, mas muita coisa aconteceu na minha vida e não pude exercer. Perdi meus pais bem nova, então tive que trabalhar cedo.

— Lamento muito por isso.

— Obrigada, mas não precisa.

O garçom chega a nossa mesa para anotar nosso pedido.

— Para mim, um camarão de saquê com molho de limão e uma garrafa de bourbon. Tudo bem para você o bourbon? — Maycon pergunta.

— Sim, gosto. — Olho o cardápio e faço o meu pedido. — Quero um linguine salteado com camarão e gengibre, por favor. — O garçom anota o pedido e sai.

— Tenho uma curiosidade — dispara.

— Pelo visto, você tem várias, pode dizer. — Me seguro para não revirar os olhos.

— Você não tem namorado? — Fico desconfortável com sua pergunta, tiro o pigarro da garganta e respondo.

— Não, não tenho, apenas uns casos por fora, nada demais.

Ele fica em silêncio, apenas me observando. Ficamos sustentando o olhar um do outro até que o garçom chega em nossa mesa, quebrando o clima. Endireito na cadeira, meu prato parece estar ótimo e de fato está. Saboreio cada pedacinho que está na minha boca. Pego-o me observando, sinto meu rosto esquentando de vergonha, não vejo a hora de ir embora. Comemos nossas refeições em silêncio, o clima está um pouco estranho,

então tento puxar conversa.

— Não vai falar nada sobre você também?

— O que quer saber?

— Algo relevante. — Espero uma resposta, mas seus olhos saem de mim para uma moça morena, alta, de peitos grandes e corpo curvilíneo. Ela joga os cabelos para o lado e para o outro. Se fosse uma “eu” da vida, estaria de torcicolo ou os cabelos estariam iguais a para-raios. Maycon olha para ela e lança um sorriso malicioso. É sério que ele dá esse sorriso a todas? Não acredito que vou passar por isso. Ela se aproxima da nossa mesa e ele olha fixo para seu decote.

— Oi senhorita, o que faz por aqui sozinha?

— Estou em busca de algo para comer, e pelo visto, já encontrei. — Ela me olha de lado e sorri.

— Com toda certeza, encontrou. — Ele se levanta e beija a mão da Srta. Peitões. Mexe em sua carteira, tira uma quantia e joga na mesa e põe outra em minha mão. — Aqui está o dinheiro para o táxi.

Fico estatelada olhando para ele, sem acreditar no que ele está fazendo.

Uma raiva cresce em mim, pego o seu dinheiro e jogo na mesa.

— Muito obrigada, mas não quero. Se me der licença. — Saio em passos largos, fervendo de raiva.

Estendo a mão ao trânsito e um Táxi para, entro rápido e vou murmurando de lá até em casa. Ele me devia ao menos respeito, falou que me levaria para casa e queria me deixar lá sozinha? Ele é um grande otário. Chego em casa mais calma, tomo um banho bem demorado. Tinha marcado com Jullia de sairmos para as compras hoje, as 19:30. Eu ainda tenho tempo.

Estamos no shopping, contei o acontecido de mais cedo a Ju e ela o odiou assim como eu. O pior dessa

história toda é que eu teria que aturá-lo por bastante tempo. Fui ao salão e fiz um corte no cabelo, combinou bastante comigo e com meus cabelos loiros; fiz as sobrancelhas, depilação por completo, unhas e minhas massagens para manter o corpo em dia. Estou me sentindo muito bem agora, compro algumas roupas novas e mais algumas coisas que estava precisando.

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