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Capa do romance A irmã do meu namorado

A irmã do meu namorado

Ao conhecer a irmã de Lucas, Brenda, fui imediatamente cativada. Seus olhos castanhos claros e seu sorriso radiante superavam a beleza do próprio namorado. Enquanto Lucas a apresentava como sua irmã mais nova, Brenda me surpreendeu com um abraço caloroso e um beijo no rosto, deixando-me sem jeito. Diante de tamanha elegância, que lembrava a de Cleópatra, tentei retribuir a gentileza, encantada pela beleza e pelo nome daquela que acabara de conhecer.
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Capítulo 3

Ela é idêntica ao Lucas, só que na versão feminina. Arrisco dizer que ela é ainda mais bonita, se é que isso é possível.

Assim que meus olhos estacionaram nela, quase de imediato ela me encarou com aqueles olhos castanhos, bem mais claros que o do Lucas. Ela sorriu, e... meu Deus, o sorriso é ainda mais bonito que o dele. Mau pude pensar e ela já tinha levantando e vinha em nossa direção. Se o lucas é a personificação de um deus grego, sem sombra de duvidas ela era a própria Cleópatra em carne e osso.

- Essa é a Brenda, minha irmã mais nova. - Soltei a mão do Lucas, quando ia estende-la para ela. Fui pega de surpresa por um abraço e um beijou no rosto em seguida.

Brenda!

Então esse é o seu nome! Um nome lindo para uma pessoa ainda mais bela.

- Prazer em conhece-la. - Sorri retribuindo o abraço.

- O prazer é todo meu. - Me obriguei a dizer um tanto sem jeito.

Em uma rápida conversa soube que a Brenda é apenas dois anos mais nova que o irmão, Lucas com seus 22 anos e ela 20. Que por coincidência é a mesma idade que eu.

Ela tem olhos castanhos claros, cor de mel e pude jurar ver um tom esverdeado. Eles chamam muita atenção, seria fácil se perder naquela imensidão, ficar completamente hipnotizada. Brenda é um pouco mais alta que eu, coisa de dois ou três centímetros, tem cabelos longos e pretos e um sorriso... encantador. Acho que é realmente coisa de família.

Lucas perguntou onde estava seus pais e ela respondeu que na cozinha, então nós nos caminhamos até lá. Lá se encontravam uma mulher e um homem, ambos aparentavam ter uns 45 anos mais ou menos, eles eram bem jovens para terem filhos dessa idade. Achei que tivessem uma aparência diferente, um pouco mais velhos. Lucas de imediato me apresentou a eles, ele é quem parecia estar nervoso agora.

- Mãe, pai! - Eles se viraram para nós. - Essa é Emilly, minha namorada. - A mulher veio até mim me abraçando forte.

- É um prazer conhecer você. - Ela disse de forma gentil.

- O prazer é meu em conhecer a senhora.

- Senhora não! Não sou tão velha. - Disse divertida saindo do Abraço. - Pode me chamar de você.

- Perdão. É um prazer conhecer você.

- Bem melhor. - Rimos.

- É um prazer conhecer uma namorada do Lucas. - O homem falou também me abraçando. -  Ele não costuma trazer nenhuma aqui.

- Por favor não me envergonhe. - Lucas falou rindo sem jeito passando a mão na nuca.

- Fico feliz que veio Emilly. - Sua mãe disse sorrindo. Agora sei de quem os outros dois herdarão o sorriso. - Ah! Meu nome é clara, sinta-se em casa. 

- Muito obrigada, clara.

- Meu nome é Luiz. - O pai do Lucas falou. - Você é muito bonita, Emilly.

- Muito obrigada, Senhor Luiz. - Disse um pouco tímida sentindo o meu rosto arder - É um prazer conhecer todos vocês. Não vim antes por que o seu filho estava enrolando.

Todos riram e um clima agradável se instalou Todos eram bem gentis e engraçados. Lucas e o pai saíram para fazer algo, não me dei o trabalho de perguntar o que. Eu, Brenda e Clara ficamos na cozinha conversando e terminando de fazer o almoço.

Depois de insistir muito elas me deixaram ajudar.

As duas eram muito engraçadas e logo o nervosismo e a tenção que eu sentia no caminho já não existia mais. Não sei por que mais as vezes tive a leve impressão de que a Brenda vez ou outra me encarava, mesmo não a olhando diretamente pude sentir seus olhos em mim, o que não era muito difícil.

Agora estávamos descascando algumas batatas. Clara disse que iria fazer escondidinho de carne, que por vês eu amo. Quando peguei mais uma batata do recipiente Brenda fez o mesmo movimento que eu e nossas mãos se encontraram, levantamos a cabeça e nossos olhares se encontraram

Encarei aqueles olhos, os olhos mais lindos do mundo, pareciam definitivamente hipnotizar quem os olhasse. E era assim que eu me sentia, completamente hipnotizada diante deles.

Pigarrei e rapidamente tirei a mão deixando que ela pegasse a batata. Brenda pareceu ter ficado um pouco sem jeito, assim como eu.

Terminamos o almoço e fomos para a sala enquanto sua mãe limpava a cozinha. Por que nisso ela não me deixou ajudar, mesmo eu insistindo muito.

Sentamos no sofá maior ficando uma de frente para outra.

- A quanto tempo você namora o meu irmão mesmo?. - Brenda perguntou se arrumando no sofá. Como isso era possível? até sua voz parecia ter um poder diferente. 

- Um pouco mais de dois meses, quase três. Mas nos conhecemos a algum tempo. - Expliquei.

O Lucas foi a primeira pessoa que conheci depois que mudei de estado, ele me ajudou bastante depois que nos conhecemos.

- Sério? Acho que você é o relacionamento mais duradouro dele. Ele nunca passou mais de três semanas com alguém. - Isso eu já sabia, por isso não demonstrei surpresa.

Conversamos um pouco sobre tudo. Sobre infância, tempo de escola, faculdade, e... família.

Brenda cursa administração de empresas, já que será ela a cuidar dos negócios da família futuramente. O sonho do seu pai era que o Lucas fizesse isso, por ele ser o único filho homem e o mais velho. Mas como ele não quer nada com a vida - muito menos fazer faculdade -, esse dever está nas mãos da Brenda. O que deixava seus pais muito orgulhosos.

- Sua família também mudou para BH?

- Não. Vim sozinha, eles foram o motivo pelo qual me mudei. - Dei de ombros e encarei minha mãos.

- Sério? por que?. - A porta se abriu me fazendo olhar para trás.

Lucas chegou com seu pai. Não deu tempo para responder a pergunta da Brenda o  que me deixou mais do que aliviada. O assunto família não é o meu assunto favorito. 

Ficamos todos na sala conversado um pouco. Clara veio avisar que o almoço já estava na mesa, então decidimos almoçar. Estávamos todos morrendo de fome.

Conversamos e rimos muito durante todo o almoço. Percebi o quanto aquela família é amável, é até invejável todo aquele amor e carinho entre eles.

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