Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance A Gêmea Errada para o Alfa Certo

A Gêmea Errada para o Alfa Certo

Sophie enfrenta uma metamorfose brutal e aterrorizante. Sob o olhar enigmático de um Alfa, a jovem humana sente seus ossos partirem e instintos primitivos dominarem sua mente racional. Entre dores excruciantes e a sede de sangue iminente, ela mergulha em um destino sobrenatural repleto de traições e maldições. Enquanto luta para não perder a própria humanidade, Sophie deve navegar por rivalidades lupinas e escolhas impossíveis para encontrar seu lugar e a paz.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

A respiração dela estava pesada devido ao ar gélido das ruas do Colorado, seus pulmões ardiam a cada inspiração profunda, enquanto buscava desesperadamente ar em sua incansável fuga. Ao longe, ela captou o som ameaçador de um assovio, acompanhado de risadas cruéis e uma promessa carregada de ódio.

- Você não pode escapar de nós. Vamos caçá-la até o inferno, e você pagará por sua traição!", declarou um dos perseguidores.

- Malditos! - Agatha sussurrou para si mesma, exausta. - Por que não me deixam em paz?

Dobrando a esquina e adentrando um beco escuro, ela acreditou ter encontrado um refúgio temporário. No entanto, antes que pudesse recuperar o fôlego, passos pesados se aproximaram. Um vulto na escuridão emergiu na forma de um lobo, com presas à mostra, anunciando claramente o perigo iminente.

- Por favor, deixem-me em paz... Prometo que não revelarei nada a ninguém! - Suplicou Agatha à fera diante dela.

- Ah, minha querida, não podemos deixá-la escapar. Você carrega nossa vitória contra ele, e precisamos do filhote! - rugiu o ser sobrenatural, lançando a ela um olhar frio que a fez tremer.

- Isso não fazia parte do acordo - Agatha apertou suas mãos com firmeza. - Não envolvia um inocente. Vocês me usaram! - protestou ela com firmeza.

- Usamos? Haha, não foi exatamente isso que você fez com ele? O que acha que acontecerá quando ele descobrir que você era uma infiltrada que o seduziu e gerou seu herdeiro como moeda de troca para outra alcateia, apenas para adquirir dinheiro e poder? - O tom do ser se tornou ainda mais ameaçador, incitando-o a avançar em sua direção.

- Vocês não farão nada se não conseguirem nos encontrar! - Agatha alisou sua barriga, posicionando-se defensivamente, pronta para qualquer ataque. Nesse momento, um lobo de pelagem marrom quente investiu com voracidade, tentando abocanhar e rasgar com suas garras afiadas. Agatha sibilou enquanto esquivava habilmente, tirando rapidamente um pó areoso do bolso e soprando-o no focinho de seu predador. O lobo, agora desorientado, espirrou.

- MALDITA, O QUE É ISSO? - o inimigo exclamou enquanto sua visão turvava, fazendo-o cambalear de um lado para o outro.

- Um presentinho das bruxas. Volte para as sombras de onde veio e avise ao líder da Alcateia da Lua de Sangue que vocês NUNCA colocarão as garras no meu filho! - Com isso, Agatha virou as costas para fugir, mas não antes de ouvir suas ameaças finais.

- Vamos encontrá-los. Mataremos todos que você ama. Seu destino está selado, humana...

Olhando por cima do ombro, Agatha pôde ver a seriedade em suas palavras, antes do Beta desmaiar nas ruas frias e congelantes.

Pov: Sophie

Há alguns meses, minha irmã gêmea idêntica, que havia desaparecido, retornou sem maiores explicações. Ela nos fazia usar um colar que exalava um aroma de musgo. Sua justificativa era simples: uma proteção concedida pelas bruxas reclusas do Colorado, adquirida durante uma de suas viagens mundo afora.

Percebi um aumento em seu peso e, consequentemente, em sua inquietude. Ela parecia viver em constante estado de alerta, como se estivesse sendo perseguida por algo invisível.

- Há algo de errado? - questionei, observando-a espalhar um pó roxo cintilante pela casa.

- Preciso te contar algo! - exclamou, seus olhos arregalados encontrando os meus. Seu semblante demonstrava cansaço, algo que eu vinha notando desde seu retorno. Sua boca estava constantemente ressecada, sua pele pálida e fria. Nada daquilo condizia com a jovem mulher de 23 anos que ela era.

- Você não parece bem. Deve deitar-se - eu me aproximei, mas parei subitamente quando senti algo úmido em meus pés. Uma poça de água envolvia suas pernas, com traços de sangue escorrendo por sua pele.

- Não há tempo, eu... Aiiiiiii - Ela gritou, fazendo-me correr para o seu lado em estado de choque.

- O que está acontecendo? - perguntei em desespero.

- Eu, eu, aiiiiii. Estou em trabalho de parto! - sua declaração ecoou em minha mente.

Grávida? Como poderia ser? Como eu não percebi?

- Grávida? Você deve estar delirando. Eu teria percebido.

- Perdoe-me, minha irmã. Você não teria percebido. Estou usando saliva de rã em suas bebidas, para alterar sua visão, distorcendo a minha aparência...

- Você fez o QUÊ? POR QUE FARIA ISTO? - cerrei os punhos, sentindo a raiva crescer.

- Aiii, como dói... Por favor, por favor, Sophie, me ajude...- ela desmaiou em seguida.

- Diabos, AGATHA, por que você sempre atrai confusões? - praguejei antes de levá-la às pressas para o hospital.

Os apitos do aparelho ecoavam, evocando memórias assustadoras do passado, quando recebemos a ligação do hospital informando que algo havia atacado nosso pai. "Os apitos me fazem lembrar daquele terrível dia. Uma ligação do hospital... Nosso pai..." Os policiais locais afirmaram que a criatura responsável era sobrenatural, mas nunca houve prova disso; o caso foi encerrado como um "ataque de urso". Após a morte dele, nossa mãe mergulhou na depressão, acabando por nos deixar.

Agatha sempre foi impulsiva, suas atitudes irresponsáveis me forçaram a amadurecer precocemente, aos 18 anos, e a cuidar dela desde então. Renunciei a muitas coisas por ela, mas sempre garanti que não lhe faltasse nada. Mesmo quando ela desapareceu, me mantive fiel à nossa conta secreta, continuando a depositar dinheiro. Era para emergências, uma lição que aprendemos com nosso pai, que estranhamente vivia em constante estado de alerta, assim como Agatha vinha fazendo nos últimos meses.

- Onde estou - Agatha acorda de seu desmaio, gemendo de dor. - Isso não pode ser um sonho... A dor é insuportável, algo está me rasgando por dentro!

- Aguente firme, vou chamar um médico! - Eu me apresso, mas ela agarra minha mão desesperadamente.

- NÃO!

- O que você está dizendo, Agatha? Você está em trabalho de parto. Precisamos de um médico urgentemente. - Com as sobrancelhas franzidas, aponto para seu estado.

Ela se contorce, gritando de dor. - Por favor, Sophie, me ouça... Por favor, entenda... Aa., está doendo tanto!

- Podemos conversar depois. Apenas aguente! - No entanto, ela não solta minha mão.

- ME ESCUTE. Não sei como enfrentar isso sozinha... - Seu olhar está aflito. - Mas você é tudo o que tenho agora. - Concordo com um gesto enquanto acaricio sua mão, tentando acalmá-la.

- O pai desta criança... Ele não é comum, é extraordinário, algo que eu nunca tinha visto. Eu fui tola... Aaaaaah! - Outra onda de dor a interrompe.

- Por favor, deixe-me chamar o médico. Depois lidamos com o idiota que a engravidou. Eu me encarregarei pessoalmente dele! - Sorrio com compreensão.

- NÃO, PRESTA ATENÇÃO. Eu mudei... Tornei-me quase sobre-humana para protegê-lo. Preciso que você o proteja, esconda-o, pois haverá aqueles que o buscarão. O mal o perseguirá.

- Você está falando incoerências, Agatha. Está delirando! - Contesto, mas estranhamente suas palavras parecem lúcidas dadas as circunstâncias.

- SOPHIE, fiz outra grande besteira, por isso desapareci... Eu... eu queria retribuir tudo o que você fez por mim. Era dinheiro fácil... Só precisava seduzi-lo e se deitar com ele. Não parecia um grande sacrifício...- Ela faz uma careta enquanto espreme minha mão, mostrando que outra contração a atinge. - Tentei descobrir a verdade sobre a morte do nosso pai... – Ela para respirando fundo – Não tenho muito tempo...

- A morte do nosso pai? O que isto tem a ver com tudo isso? – Coloco as dúvidas de lado, fungo profundo e a fito seriamente – Pare de falar bobagens, Agatha. Você está em trabalho de parto, não está morrendo! Aperto suas mãos com força, temendo o olhar desolado que ela direcionou a mim.

- Independentemente do que aconteça aqui, você vai cuidar deste bebê, colocar meu colar nele e fugir. Você entendeu? Nunca pare de fugir, por nada, não confie em ninguém...

- Você está me assustando, minha irmã...

- Prometa que fará o que estou pedindo. - Sua respiração fica mais pesada e irregular. - Por favor, Sophie... Sempre prometemos nos proteger. Este bebê é uma parte minha... Por favor, proteja-o como se fosse seu!

Suas palavras me deixam atordoada enquanto ela desmaia. Um apito irrompe do aparelho, e um alarme ecoa por todo o hospital:

"CÓDIGO AZUL, ALA NORTE, SALA 13."

Enfermeiros e médicos entram na sala, me puxando para o lado, enquanto eu permaneço estagnada, observando em desespero.

- Ela está em parada! – Grita uma médica, lançando um olhar para os outros.

- Cesária de emergência! – Eles correm com o carrinho médico, e eu os sigo em um estado de angústia.

- ESPEREM, NÃO A LEVEM... POR FAVOR, NÃO LEVEM ELA DE MIM!

Entretanto, sou impedida de prosseguir quando uma das enfermeiras me contém no lugar.

Não demora muito para que um médico se aproxime de mim, palavras são desnecessárias diante da notícia que meu coração já pressente. Sinto como se parte da minha alma se desprendesse junto com a dela... Consigo quase sentir seu último suspiro, ver sua última lágrima caindo e ouvir seu sussurro suplicante: “PROTEJA-O!"

Respiro profundamente, meus olhos fixos no médico à minha frente.

- Posso ver a criança? Quando poderei pegá-lo?

- A senhora acabou de receber uma notícia avassaladora. Existem opções para a criança, caso deseje explorá-las.

- Quero levá-lo agora! – Levanto-me abruptamente da poltrona que antes era o refúgio para minhas lágrimas e preces. – Quando poderei tê-lo comigo?

Você pode gostar

Capa do romance A Garçonete É a Verdadeira Rainha da Máfia
7.9
Disfarçada de garçonete na boate de seu noivo, a filha do Don Supremo testava a lealdade de Caio Bastos. Ao ser queimada propositalmente pela amante dele, ela esperava justiça, mas recebeu humilhação. Para agradar investidores, Caio ordenou que ela se ajoelhasse perante a rival. Ele não sabia que acabara de condenar seu império. Sem lágrimas, ela aciona o Código Negro. O submundo desperta quando a herdeira exige que seu pai envie os lobos para o acerto de contas.
Capa do romance A Mentira do Alfa, A Revolta da Ômega
8.2
Após um longo plantão, encontro meu parceiro, o Alfa Damião, em uma mansão oculta com outra mulher e um filho secreto. Descubro que nosso elo é uma farsa política planejada por ele e meus pais adotivos. Ao receber uma mensagem afetuosa e falsa dele, minha dor vira fúria. No jantar onde planejam me humilhar, decido agir. Enviei um presente especial para o aniversário do garoto: um cristal de dados que revelará todos os segredos obscuros deles.
Capa do romance A Traição Que Libertou Sofia
8.9
Após descobrir a traição de Marcos com sua melhor amiga, Sofia vê o mundo mudar. Mensagens flutuantes surgem no ar, revelando que sua vida segue um roteiro e prevendo as mentiras do parceiro. Mesmo sob manipulação e ameaças envolvendo seu gato Milo, ela decide fugir. A dor se transforma em força ao perceber que o homem que amava era uma farsa. Agora, guiada por vozes misteriosas, Sofia deixa de ser uma vítima para iniciar sua própria guerra por liberdade.
Capa do romance Celestes - O Paraíso perdido
8.6
Na vila Celestes, a fachada de um paraíso habitado pelas mais belas criações esconde uma realidade sinistra. Apesar de todos viverem como irmãos sob belezas sem igual, os anciões locais protegem segredos sombrios sobre a verdadeira origem daquela população. Quando a luz dá lugar às sombras, Annie e Lucas começam a desvendar o lado obscuro e oculto desse lugar sagrado, provando que nem tudo é o que parece sob o domínio dos grandes líderes.
Capa do romance De Sol e Sombras
8.3
Fred habita o Bairro das Sombras, um lugar isolado do radiante Bairro do Sol Nascente por um rio e mitos sobre um antigo Reino. Intrigado pela divisão entre vizinhos idênticos, ele vigia a claridade distante todas as noites. Sua rotina pacata sofre uma reviravolta com a chegada de Patrick, um jovem sofisticado e enigmático. Ao acolher o forasteiro em sua casa simples, Fred inicia uma amizade profunda que desafia os segredos e as fronteiras de seu mundo.
Capa do romance Deixe Queimar
8.9
Com o reino de Lucis sob a ameaça de um conflito devastador, os irmãos Aziv partem em uma missão vital para recrutar aliados e formar uma resistência. Em meio à luta pela sobrevivência, Apollo Aziv encontra pistas sugerindo que o mítico reino de Dragons, supostamente aniquilado há quarenta anos, permanece oculto. Agora, ele retorna para casa com o objetivo de localizar essa nação lendária, acreditando que seu poder é a única esperança para vencer a guerra iminente.