
A Filha do Maior Mafioso
Capítulo 3
26 anos…
Meu pai já estava me treinando há alguns anos para quando chegar o devido momento de ocupar seu lugar como subchefe de Massimo Greco eu estivesse a altura. E devido há isso eu acompanhava ele sempre na casa dos Greco, mas nunca tinha reparada na filha deles, até um dia que a garota subiu da academia que tinha na casa, toda suada, com roupas coladas marcando suas curvas. A menina se tornou um mulher linda, não podia negar. Guadalupe Greco era a protegida do seu pai, a menina dos olhos dele.
Eu já tinha avisto em algum evento antes quando meu pai exigia minha presença e ela sempre andava com a menina de cabelo de fogo dos Rossi. Mas uma coisa eu sabia que nunca se mexia com nenhuma das meninas da Famiglia, podíamos fazer o que quiséssemos fora, nas boates, mas com elas não.
Sou um homem preste a completa 26 anos e já comi mais mulher que meu pai se duvidar, mas jamais mexeria com uma da Famiglia.
- Gavino? – ouço meu pai me tirar de transe – Está viajando menino?
- Desculpa – peço.
- Olha você tire seus olhos da menina do Greco, ele te mataria se você chegasse perto dela – reviro os olhos.
- Eu lá tenho cara de babá pai? – pergunto – Eu gosto de mulheres e quentes – finalizo. Não que Guadalupe não fosse atraente, mas era da Famiglia.
- Eu acho bom viu menino – termina e prossegue o caminho até o escritório de Massimo.
Eu ficava ali mais observando mesmo e de vez em quando Massimo procurava minha opinião como se quisesse me incentivar a segui aquele passo e eu gostava dele, apesar de ser tão protetor. Seu filho do médio Noah já estava sendo inserido na máfia e o menino era esperto e com certeza seria conhecido igual o pai.
Ouvimos uma batida na porta o que fez todos ficarem atentos.
- Entre! – ouço Massimo falar.
- Com licença pai – ouvimos a voz da filha dele e aos poucos adentrar a sala.
Nossos olhares se encontram e percebo quando ela fica vermelha e desvia os olhos, ela morde a parte inferior dos lábios, tímida e linda.
- Diga minha raridade – Massimo diz.
- É.. – ela gagueja – É.. – ela engole em seco – Eu queria a sua permissão para ir ao shopping com Tessa – por fim diz.
- Vá com cuidado e não der perdidos nos seguranças de novo – ele diz e vejo ela ficar mais vermelha.
- Você sabe que não precisa falar essas coisas – ela diz e nossos olhos se encontram fazendo a bela desviar rapidamente.
Saber que eu podia ser o motivo daquela sua timidez me fez sorrir de lado.
- Só não fazer mais – ele brinca com ela – pode ir e chame a Tereza para vim jantar conosco.
- Ta, tá, pai – ela diz e começa a caminhar até a porta.
- Esses jovens de hoje em dia – Massimo diz.
- Sua filha é uma doçura – ouço meu pai dizer.
- Só de imaginar que de agora em diante eu terei que escolher seu marido ou surgir com o assunto para que lá escolha já fico nervoso – escuto atento.
- Ainda bem que você sempre deixou claro sobre a sua filha e que ela não seria uma moeda de troca – meu pai complementa.
- Não, Guadalupe vai ter o poder de escolha e ela escolheu estudar por enquanto.
- Gavino estudou muito também, mas hoje só me dá dor de cabeça – os dois me olham.
- Eu estou aqui – ele me rir.
E assim seguiu nosso dia na casa sem eu ver mais a preciosidade do Greco.
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