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Capa do romance A FILHA DO CEO - Especial mês dos pais

A FILHA DO CEO - Especial mês dos pais

Após uma noite intensa com Duncan, fugi de Chicago para esconder um segredo vital. Cinco anos depois, retorno para salvar o legado do meu pai doente através de um acordo com a empresa dele. Tentar manter o profissionalismo é um desafio, pois a química entre nós continua avassaladora. Tudo se complica quando ele descobre a existência da nossa filha, uma menina tímida que herdou seus olhos. Agora, o passado e o presente colidem de forma irreversível.
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Capítulo 2

Eu não conseguia parar de olhar para ela. Em todas as reuniões, ela me deixava fascinado. Sentada à cabeceira da mesa, demonstrando absoluta confiança e total controle, liderava as negociações com facilidade e suavidade. Seu entusiasmo era contagiante e logo deixou todo mundo ainda mais empolgado com o que as empresas podiam alcançar juntas.

Eu estava empolgado com ela. Chloe era linda. Tinha uma beleza jovem e etérea, como se tivesse sido criada apenas para o prazer. Era estilosa e elegante, o que a tornava ainda mais sensual. Eu a queria. Todo o meu ser me dizia que eu não podia querer. Sabia que não. Mas isso não me impedia de desejá-la. Eu observava sua boca enquanto ela falava, a forma como conduzia seu corpo. Ouvia o som da sua voz e sua ocasional risada rouca. Não havia dúvida alguma de que eu estava prestes a quebrar todas as minhas próprias regras.

Ao planejar a viagem de Vince a Chicago para se encontrar comigo e com minha equipe, concordamos em não realizar as reuniões no meu escritório. Um território neutro era melhor para uma negociação equilibrada, o que nos levou a utilizar as instalações do centro de convenções para nossas conversas. Em vez de fazer o trajeto inconveniente e demorado da minha casa todos os dias, decidi me hospedar no mesmo hotel em que Vince tinha reservado um quarto. O quarto onde, agora, sua filha estava hospedada. Isso significava que estávamos bem próximos um do outro. Depois da reunião final, antes da formalidade da assinatura de contratos que todos presumíamos que aconteceria em seguida, coloquei meu plano em ação. Esperei Chloe voltar para o hotel e me aproximei dela no corredor. Ela se virou para mim com um sorriso que fez minhas pernas tremerem.

“Espero que esteja achando as negociações tão satisfatórias quanto eu.”, disse ela.

“Estou.”, concordei. “Essa parceria com a empresa do seu pai pode ser extremamente benéfica para nós dois. Esperei ansiosamente por essas reuniões e pelo que sairiam delas.”

“A empresa não é só do meu pai, sabe. Não estou aqui fingindo ser ele. Seja qual for o resultado dessas negociações, se assinarmos um acordo, você vai trabalhar comigo.”, salientou Chloe.

Não havia arrogância ou aborrecimento nas suas palavras. Ela não estava me corrigindo nem me repreendendo. Em vez disso, parecia ser uma discreta insinuação. Sorri para ela.

“Sei disso. Estou animado com a oportunidade de trabalhar com você e tenho grandes expectativas quanto ao que vamos realizar

juntos. Por que não sai com minha equipe hoje à noite?” “Sair?”, perguntou ela.

“Sim.”, respondi. “Estamos totalmente focados no trabalho e nas reuniões desde que você chegou, e acho que seria uma boa ideia relaxarmos juntos e descontrairmos um pouco. Talvez seja cedo para celebrar, já que ainda não assinamos nada, mas estou confiante no resultado das negociações. Em breve, vamos ter muitos motivos para comemorar.”

Chloe sorriu outra vez e parou em frente à porta do seu quarto. Ela segurava o cartão do hotel com uma mão e acariciava a borda dele com a outra enquanto parecia refletir sobre o convite.

“Sinto que vamos ter mesmo.”, concordou ela por fim.

“Isso é um sim?”, perguntei. “Vai sair comigo e com minha equipe hoje à noite?”

Ela olhou para a porta do quarto e depois voltou a me encarar, assentindo.

“Sim. Só preciso de um tempo para tomar banho e me arrumar.

A gente se encontra no saguão daqui a duas horas?”

“Perfeito.”, falei.

Exibindo um rápido sorriso, segui para meu quarto. Verdade seja dita, qualquer coisa que ela tivesse sugerido pareceria perfeita. Era agradável ficar sentado à mesa de reuniões durante as negociações porque eu podia olhar para ela, mas não era o suficiente. Queria me aproximar dela, falar sobre algo mais do que apenas nossas empresas e o futuro do nosso trabalho conjunto. O resto da equipe iria conosco, mas eu pretendia passar o máximo de tempo possível com Chloe.

Duas horas depois, eu estava no saguão do hotel, andando de um lado para o outro após esperar mais de meia hora. Cada segundo que ela levava para se arrumar valia a pena. Não pude deixar de descer antes do horário marcado, só pela remota possibilidade de ela chegar mais cedo e eu poder aproveitar alguns segundos adicionais ao seu lado. Ela estava incrível. O coque apertado usado durante o dia dera lugar a cachos soltos, que caíam sobre seus ombros. O vestido preto justo tinha uma abertura no pescoço que era profunda o suficiente para formar um decote discreto. Combinado com saltos altos finos, o vestido me deixou indagando por que ela teria escolhido uma roupa como aquela para uma viagem de reuniões de negócios e eventos profissionais. Talvez já estivesse à espera de um momento de socialização.

Quando todos finalmente se reuniram, fomos jantar no restaurante do hotel. Depois, decidimos continuar a noite em uma casa noturna nas proximidades. Aproveitando todas as oportunidades de me aproximar dela, eu me sentei ao seu lado durante o jantar e, em seguida, no táxi. Quando chegamos à boate, fomos diretamente para o bar e nos sentamos. Chloe pediu uma taça de vinho e degustou a bebida enquanto observava os membros da equipe que tinham invadido a pista de dança. Eu estava pedindo uma cerveja quando ouvi a risada dela.

“O que foi?”, perguntei.

Ela pressionou o dorso da mão contra a boca e indicou a pista de dança com sua taça. Acompanhei o gesto com os olhos e vi dois dos meus empregados se balançando caoticamente ao som da música. Eles pareciam muito concentrados no que faziam e aparentemente não percebiam que as pessoas ao seu redor se afastavam, fugindo da zona de perigo criada pelos seus membros imprevisíveis. Dei uma risada e bebi um gole da cerveja preta que eu havia pedido. Mesmo ali sentada, Chloe era inebriante. Todos os seus movimentos, desde a forma como ela jogava delicadamente os cabelos para trás dos ombros até o jeito de levar a taça aos lábios, eram suaves e sensuais. Eu já não conseguia resistir. Após tomar outro grande gole de cerveja, pousei o copo e olhei intensamente para ela.

“Quer mostrar a eles como é que se faz?”, perguntei.

Ela me lançou um olhar travesso. Bebeu o resto do vinho e colocou a taça ao lado do meu copo.

“Claro.”, respondeu.

Ofereci minha mão para ajudá-la a descer do banco do bar, e ela a aceitou. Não a soltei ao me dirigir à pista de dança. Ela soltou um gritinho de prazer quando eu a rodopiei e, depois, a girei em direção aos meus braços. Dançamos ao som de várias músicas antes de voltar ao bar para pedir mais uma rodada de bebidas e descansar. Pouco tempo depois, peguei sua mão novamente e a levei para a pista de dança mais uma vez. Ela não se opôs. Rimos e dançamos, por vezes rodopiando e brincando com as pessoas que se juntavam a nós. E nos afastando ocasionalmente para a extremidade da pista, onde podíamos nos perder em momentos a sós.

Enquanto estava na pista de dança e a segurava em meus braços, não pude impedir minha mente de se entregar aos pensamentos que haviam começado a se formar assim que eu a conheci. Sabia que provavelmente estava sendo bobo e que ainda era cedo demais, mas já estava imaginando como seriam os próximos anos com ela ao meu lado.

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