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Capa do romance A FAVELADA E O POLICIAL (MORRO)

A FAVELADA E O POLICIAL (MORRO)

Calíope, criada no Complexo do Alemão e irmã de um traficante influente, cruza o caminho de Thayron, um Major da PM preso em um casamento de conveniência. Após ser salva pelo policial em um incidente no asfalto, a jovem tenta seduzi-lo com seu charme perigoso. Entre o dever e o desejo proibido, resta saber se o militar sucumbirá ao encanto da 'sereia' ou se a usará como peça estratégica para capturar seu verdadeiro alvo no crime organizado.
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Capítulo 3

THAYRON NARRANDO

Minha vida nunca foi fácil, meu pai sempre foi um tirano, ele é um policial aposentado, mas seu sonho sempre foi que eu me tornasse um policial, e claro eu fiz as suas vontades, e hoje eu posso afirmar que me apaixonei pela profissão, e posso dizer que com esses 10 anos de profissão, eu nunca me arrependi de ser um policial e minha patente hoje de major é o meu maior orgulho, eu estou até para ser promovido a Tenente-Coronel, um sonho que eu vou realizar. Minha mãe sempre esteve a meu lado me incentivando, e claro que com o apoio dela, e do meu pai é que hoje eu sou alguém que dá orgulho a todos da minha família. Só minhas irmãs que dão uma dor de cabeça que só Deus na vida dos meus pais. Mas nem posso me importar muito com essas coisas, eu me casei tem 5 anos, e eu posso dizer que eu não sou feliz, afinal eu me arrependo do dia que nasci por ter me casado com Raquel. No começo ela era a mulher perfeita, a mulher dos sonhos de qualquer homem, aquela que é companheira e compreensiva, com o passar dos anos, ela se tornou uma mulher que só está ali para me satisfazer, ela não me da mais atenção como antes, o que ela quer é apenas o status de dizer que é casada com um Major da polícia militar, o que vive me incomodando, e eu estou tão limitado com ela, que não sei mais como reagir a essa mulher. Estava tomando café da manhã em silêncio quando ela chega, com aqueles saltos de bico fino, tirando a minha paz, respiro fundo.

Raquel: Bom dia, meu amor. - ela diz e eu suspiro intensamente.

Thayron: Bom dia, Raquel. - digo já irritado. 

Raquel: Quem te mordeu a essa hora da manhã? - ela pergunta se sentando à mesa. 

Thayron: Ninguém me mordeu Raquel, apenas eu não posso mais tomar meu café da manhã, na minha tranquila paz! - digo irônico. 

Raquel: O que foi que fizeram com você? Quem foi que tirou a sua paz? - ela pergunta pegando uma torrada, ela passa geleia na mesma como se tivesse raspando o fundo da panela, o que me irrita, dou um soco na mesa, e saiu dali irritado.

Eu sinceramente não suporto mais essa mulher, eu vou procurar um advogado, e vou me divorciar dela, minha paciência e minha paz, está sendo desgastada, e eu não posso perde meu foco ou descontar nas pessoas o meu estresse com aquela mulher, que só sabe fazer as coisas para me pirraçar como se eu fosse obrigado a tolerar o que ela quer fazer. Vou caminhando até a garagem onde está o meu carro, entro no mesmo e dou partida para a base da delegacia, eu estou em um dia terrível, e olhe que ontem quando eu comi a buceta dela, eu não sentia tesão nela, eu não sentia nada, apenas gozei e quando eu acabei eu sair dela e tomei meu banho e sair do quarto, só voltei para o quarto quando ela dormiu, afinal eu já não suporto mais ver ela, estou cansado, estou farto dela. Vou estacionando o carro no estacionamento da delegacia, desço do carro após pegar minha arma e meu distintivo, e carteira, coloco no bolso e saiu, vou caminhando e no caminho me bato com o André, ele é meu colega, e meu parceiro. 

André: Bom dia, Major. - ele me cumprimenta após eu me aproximar. 

Thayron: Bom dia, Capitão. - digo sério e ele percebe que estou estressado.

André: Problemas? - ele pergunta e apenas confirmo.

Thayron: Com certeza, é algo que eu não sei como eu posso lidar com a situação que eu venho passando, eu não consigo mais amigo. - digo sério e entramos na base da polícia.

André: Você sempre soube como ela era? Ou ela veio se mostrar o que era depois? - ele me pergunta e eu olho na direção dele.

Thayron: Cara eu não sabia que ela poderia se tornar alguém como ela se tornou, ela era muito boa, atenciosa, uma mulher que lutaria para ter tudo, mas depois que eu fui subindo de cargo, ela foi mudando e hoje está da maneira que está, e não tá fácil viu. - digo irritado e vou andando pela base da polícia, vou até a minha sala, e entro junto com o André. 

André: Posso ser sincero? - ele pergunta e apenas afirmo com a cabeça. - Ela só está com você por status, tenha certeza, o melhor a se fazer é você sair fora antes mesmo de cair numa pior com ela. - ele fala e eu sei que ele tá certo.

Thayron: Obrigado pelo conselho, eu vou tomar providências o mais rápido possível. - digo determinado, e ele da a volta para sair da minha sala, mais para na porta.

André: Tenho uns ingresso em uma boate hoje a noite, você não quer ir comigo não? - ele diz e eu fico pensativo, mas que porra não sei porque ainda estou pensando, apenas eu vou aceitar e vou curtir um pouco, estou de saco cheio da Raquel, eu não tô suportando olhar na cara dela.

Thayron: Pode ser, vamos cara, eu tenho que me libertar um pouco. - digo sério e ele rir, então ele sai da minha sala, e eu fico ali olhando para o nada, até abrir a gaveta e pegar umas pastas de uns crimes que estávamos investigando, um deles é o Monkey. 

Aquele filho da puta, tem nos dado um puta trabalho, e o pior é que poucos conseguiram ver o rosto dele, e pior é que nenhum dos que viu o rosto dele ficou vivo para contar história. E o pior de tudo, ninguém entra como infiltrante dentro do morro dele, afinal eles investigam todos que entram até para morarem ali, então estávamos procurando e pesquisando uma forma de colocar um dos nossos dentro, até porque toda vez que a gente consegue infiltrar alguém lá dentro, eles encontram eles, e ainda matam e joga na nossa porta, sabendo que nós atinge, e dessa forma a impressa vem na nossa direção com força total, algo que nós prejudicam e eles sempre ficam um passo a frente. Então fiquei ali com meus pensamentos aflorados, até que ouço uma batida na minha porta, e ao dar permissão de entrada, eu vi que ela o Coronel, assim que ele foi entrando eu me levantei e fiquei de pé para recebe-lo em minha sala.

Coronel: Bom dia, major. - ele me cumprimenta ao entrar.

Thayron: Bom dia, Coronel. - digo e aponto a cadeira para que o mesmo se sente, então ele se senta e eu me sento. - O que devo a honra? - pergunto olhando para o mesmo.

Coronel: Eu vim aqui mesmo para uma conversa. - ele diz e eu fico atento. 

Thayron: Pode falar chefe, estou as ordens. - digo sério e ele me olha. 

Coronel: Então, não é nada sério, voce pode ficar despreocupado, mas o que vim te falar é que como você sabe, em breve você vai subir para Tenente-Coronel, e suas responsabilidades irão aumentar, e para que você tenha sucesso, a gente precisa pegar alguns bandidos da barra pesada que se localizam na Rocinha, o tal L7 que é o chefe da quadrilha, então vamos entrar em missão esses dias, e eu quero uma estratégia sua na minha mesa até o final da semana que vem. - ele joga essa bomba na minha cara e se levanta e sai sem me deixar falar nada.

Assim que o Coronel saiu da minha sala, eu fiquei com aquilo na cabeça, até que eu levantei da minha mesa e sair pra dar uma volta, eu estava tão animado com essa ideia, que eu apenas vou dar o melhor de mim, para que eu possa conseguir me sair muito bem nessa missão, e então depois de dar uma volta por toda a base eu voltei para minha sala, e já estava na hora do almoço, o que me fez ir até a mesa do André e chamar ele para podemos ir para o bar aqui perto onde vende um almoço maravilhoso, então saímos os dois para irmos ao bar almoçar, claro que não demoramos muito para chegar, afinal era do outro lado da rua praticamente, então assim que chegamos, fomos até uma mesa e a moça que trabalha ali já sabia exatamente o nosso pedido, então ela sempre trazia a nossa comida. 

André: Te falar, eu já comi essa delicinha ai. - ele diz e eu dou risada.

Thayron: Você não perdoa ninguém porra. - digo rindo. 

André: Quem perdoa é Deus. - ele diz e eu apenas nego com a cabeça.

Thayron: Tu levou ela pra algum lugar legal né? - pergunto curioso.

André: Não meu caro, foi aqui mesmo, levei ela no banheiro e tracei ela. - foi ele dizer isso e eu cair na gargalhada. 

Thayron: Você não vale nada André. - digo rindo, e ela chega com nossa comida, e eu desfaço. 

Sammy: Aqui está rapazes. - ela diz e eu tento não olhar para não rir. Respiro fundo. 

Thayron: Obrigado, Sammy. - digo sério e ela se retira. - Mas ai, hoje o Coronel foi na minha sala. - digo para ele sorridente.

André: Eu vi, eu até iria te perguntar, mas acabei esquecendo, mas ai ele já foi te da a missão final? - ele pergunta e eu confirmo.

Thayron: Sim, e eu confesso que fiquei surpreso com a bomba que ele soltou na minha mesa e saiu fora. - digo sério e ele rir.

Ficamos ali conversando a respeito da minha missão, até que acabamos de almoçar e tivemos um chamado para uma ocorrência de assalto, então corremos até a base, pegamos nossas coisas e fomos para o local do assalto. Ao chegarmos no local, o bandido estava ainda na residência, o que nós deu um pouco de vantagens, porém ele ainda tinha reféns o que iria dificultar um pouco, mas depois de muitas horas, conseguimos pegar ele, e agradecemos a Deus por não ter nenhum refém ferido. Quando voltamos para a base, já estava na hora da tal balada que o André queria me levar, então tomei um banho ali na base mesmo, vestir minha roupa, e seguimos os dois para essa balada, ele disse que tenho que aproveitar, e que a gente só vive uma vez na vida, o que eu tenho que concordar. Então ao entrarmos a gente foi para o bar, pegamos uma bebida leve, cada um e ficamos ali observando todo o movimento. Sempre aparecia uma mulher querendo me convencer a dançar com ela, mas eu sempre negava, eu não queria chegar ao ponto de trair a Raquel, então eu sempre recusava, enquanto o André, já tinha pegado umas 3 moças, o que me fez da risada. Então depois de me despedir dele, eu sair daquela boate e estava caminhando para o meu carro, quando comecei a ouvir uma gritaria, era uma mulher, e ela falava com tanto vigor que eu fui me aproximando, e ao chegar eu percebi que ali tinha 4 homens, e apenas ela, o que me fez ficar em alerta, eu já saquei minha arma e me aproximei, e ela começou a chorar, ela se tremia, o que me fez dar a voz de prisão a eles.

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