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Capa do romance A Enfermeira grávida do Magnata

A Enfermeira grávida do Magnata

Maitê, uma enfermeira dedicada, envolve-se com o poderoso Rafael Valença, dono de um império médico. Ele propõe um acordo ousado: um ano como sua amante exclusiva em troca de luxo, mas sem amor ou herdeiros. Rafael, um homem divorciado e frio, busca apenas saciar seu desejo. Ela aceita o risco, ciente de que ele evita laços permanentes. Contudo, entre noites intensas e regras rígidas, uma gravidez inesperada e sentimentos reais ameaçam o contrato.
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Capítulo 2

Capítulo 2

Ele não tocou nela, apenas esticou o braço para ela ir na frente. Do lado de fora, a noite estava com um ar fresco. Um carro preto de luxo aguardava na entrada. O motorista abriu a porta ao vê-los.

Maitê hesitou por um segundo antes de entrar.

"Só essa noite", lembrou a si mesma.

Ele entrou logo depois. A cidade passava em luzes borradas pela janela.

- Ainda dá tempo de mudar de ideia - ele disse, sem pressionar.

Ela virou o rosto lentamente para ele. O observou com a pouca luz do interior do veículo.

- Você costuma dar essa opção para todas?

- Não costumo dar opção nenhuma.

Ela sorriu.

- Então talvez eu seja um caso raro.

Os olhos dele percorreram o rosto dela com atenção.

O carro parou diante do motel mais exclusivo da cidade. A fachada era discreta, a entrada reservada, não tinha placas chamativas. Ali, a privacidade era lei.

Ele saiu e estendeu a mão para ela, que aceitou em seguida. O toque foi breve, foi elétrico para ambos.

Dentro da suíte, viu a perfeição do local, iluminação indireta, lençóis impecáveis e um cheiro de perfume caro.

Assim que entraram e fecharam a porta, o silêncio se fez. Agora, só havia eles.

Ele tirou o paletó devagar, mantendo os olhos fixos nela.

- Ainda quer fingir que não sabe o que está fazendo? - perguntou, com a voz mais grave.

Maitê colocou a bolsa sobre a mesa e caminhou até ele com calma.

- Não. - Parou a poucos centímetros. - Mas também não gosto que decidam por mim.

Ela mesma desfez o nó da gravata dele. Com o toque dela, a respiração dele mudou.

Ele ergueu a mão e passou o dedo indicador na bochecha dela. Tocou levemente o queixo e olhando nos olhos dela encostou os lábios nos dela bem no momento que ela abria o terceiro botão da camisa dele.

O beijo dele foi tão bom e intenso que ela suspirou entre os lábios quentes e abriu mais a boca para receber a língua dele. Ele também suspirou excitado e segurou a nuca dela para aprofundar ainda mais o beijo.

A língua dele explorava a dela com urgência, e Maitê sentiu o corpo inteiro responder; o calor que subiu pelo ventre, os mamilos endurecendo contra o tecido do vestido.

Ela terminou de abrir os botões da camisa dele com dedos ligeiramente trêmulos, empurrou o tecido para os lados até expor o peito largo, a pele quente e a linha definida dos músculos másculos.

Ela voltou a beijá-lo e deslizou as palmas abertas pelo tórax dele, sentindo os batimentos acelerados do coração sob a pele. Ele gemeu baixo contra a boca dela quando os polegares dela roçaram os mamilos masculinos de leve. O som fez o ventre dela se contrair.

Ela se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dele , verdes, dilatados e famintos. Sem dizer nada, ela desceu devagar, deixando os lábios traçarem um caminho molhado pelo queixo dele, pela linha da mandíbula e pelo pescoço. Ele inclinou a cabeça para trás, oferecendo mais pele, os dedos ainda enfiados nos cabelos dela.

Quando chegou ao peito, ela roçou a língua de leve em um dos mamilos. Ele soltou um suspiro, quase inaudível, e os músculos do abdômen se contraíram sob os dedos dela.

Continuou descendo. Os lábios traçaram a linha central do abdômen, sentindo cada músculo se contrair sob a boca. Quando alcançou o cós da calça, ergueu os olhos para ele. O olhar dele era como fogo e ela estava louca para se queimar nele.

Com movimentos lentos, ela abriu o cinto, o botão e o zíper. O volume dele, evidente sob o tecido da cueca fez o ar ficar preso na garganta dela por um segundo. Ela puxou a calça e a cueca para baixo apenas o suficiente para liberta-lo.

Ele era grosso e quente. Pulsou na mão dela quando o envolveu com cuidado. Passou o polegar suavemente pela cabeça úmida. Ouviu um gemido baixo que escapou dos lábios dele.

Ela se inclinou e beijou de leve a ponta, sentindo o sabor dele invadir sua boca. Ele prendeu a respiração. Então ela abriu os lábios e o tomou devagar, circulando com a língua devagar enquanto a mão trabalhava na base.

- Ahh... - O gemido dele saiu estrangulado.

Com a outra mão, subiu até a coxa dele, apertando os músculos tensos, sentindo-os tremerem. Ele enfiou os dedos mais fundo nos cabelos dela.

Ela aumentou o ritmo dos lábios ao redor dele. De vez em quando, soltava-o por um instante só para passar a língua aberta da base até a ponta, olhando para cima e vendo o maxilar dele travado e os olhos semicerrados pelo prazer intenso.

Ele estava perto, a respiração ficava cada vez mais irregular.

- Se você não parar...

Ela não parou. Ele grunhiu alto dessa vez, os dedos se fechando com mais força nos cabelos dela, e então gozou contra a língua dela. Ela engoliu tudo. Só então, o soltou com cuidado, passando a língua uma última vez na cabeça sensível antes de se afastar.

Ele a puxou, os olhos estavam vidrados pelo prazer. A mão dele envolveu o rosto dela, o polegar traçando o lábio inferior inchado.

- Sua vez - murmurou.

Horas depois, deitados entre lençóis desalinhados, ele ficou em silêncio observando o teto. Ela estava virada para o outro lado.

- Não costumo repetir isso - ele disse, quebrando o silêncio.

Silêncio.

- Nem eu - disse após vários segundos.

Ele empurrou a perna dela a deixando exposta e voltaram a transar. Maitê aceitou ser dele novamente. Como negaria? Ele foi o melhor que teve.

Ela acordou antes do amanhecer. Estava completamente dolorida, mas com um sorriso bobo nos lábios que ainda estavam inchados.

Apenas a luz do abajur estava acesa. Ele dormia profundamente, com a expressão relaxada.

Por um segundo, ela quase tocou o rosto bonito dele. Mas achou melhor não. Levantou-se devagar, se vestiu e saiu sem deixar número, nome ou explicações.

Para ela, havia sido apenas uma noite.

Para ele... não sabia.

O sol começava a nascer, quando o motorista viu a mulher que entrou no motel com o patrão sair sozinha segurando os sapatos.

Ela caminhou até a calçada, ergueu a mão e, segundos depois, um táxi encostou. Entrou e foi embora enquanto os primeiros raios solares apareciam.

O motorista ficou olhando o ponto onde o táxi havia desaparecido, ficou pensativo com o cigarro apagado entre os dedos.

"Vai saber que tipo de mulher ela era."

Ele franziu a testa. Pensou no patrão lá dentro. Será que estava bem? Suspirou, jogou o cigarro no chão e andou até a recepção.

- Bom dia. Aqui é o motorista do sr. Rafael. Pode ligar pro quarto dele, por favor? Só pra confirmar que tá tudo certo. - Fez uma pausa. - É só... precaução.

Alguns segundos depois, confirmou que o sr. Rafael atendeu, com a voz rouca de sono. Ele estava bem.

Menos de cinco minutos depois, Rafael saiu, devolveu a chave ao funcionário. O motorista, endireitou o corpo ao vê-lo.

- Bom dia, senhor.

Rafael respondeu com um gesto seco e entrou no banco de trás sem dizer nada. Assim que o carro começou a rodar, Rafael deixou escapar um suspiro longo e nervoso. Encostou a cabeça no encosto e ficou o olhar no teto de couro.

Ele nem sabia o primeiro nome dela. E o pior, não queria que aquilo tivesse acabado assim.

Ela o fez sentir algo que nenhuma outra conseguiu. Nem mesmo a mãe do seu filho, jamais o desarmou dessa forma.

Passou a mão pelo rosto, esfregando os olhos. E o que restava agora?

Nada.

Apenas o cheiro dela impregnado em sua pele, roupas e o gosto dela nos lábios.

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