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Capa do romance A dona do Duque

A dona do Duque

Seis meses após perder os pais em um acidente, Monique Sinclair tenta reconstruir a vida em Londres. Em meio ao luto, ela conhece o experiente empresário Robert Ward. O que começa como uma noite de paixão inesperada, onde Ward cede aos desejos da jovem, evolui para um instigante jogo de gato e rato. Monique se diverte com a perseguição, mas a dinâmica muda quando sentimentos reais surgem. Será que o predador conseguirá resistir ao amor?
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Capítulo 3

Fora do bar, ambos estavam um pouco surpresos com as próprias atitudes, mas era exatamente isso que Monique queria: ‘não ser ela mesma’, ainda que seja só por essa noite, ela queria se sentir livre de todo o peso de deixar para trás tudo o que ela conhecia e as pessoas que amava.

Ela observou o homem, os olhos profundo como lagoas geladas, seu cabelo com um corte militar que cresceu mais do que deveria, mas ainda é possível saber que ele é ou era do exercito, ele também tem um ar de comando, como se o mundo inteiro existe apenas para cumprir as ordens dele, foi por isso a principio que ela quis tanto vê-lo obedecendo.

Mas o que Ward estava querendo? Ele estava mesmo disposto a obedecer a uma mulher tão jovem por uma noite? Ward olhou a mulher que se escondia do vento frio e seu rosto parecia ainda mais delicado na rua clara.

- “Você é uma menina” - Ele disse tirando uma mecha de cabelo que o vento soprou para o rosto dela.

O movimento repentino pegou a mulher com a guarda baixa e ela fechou os olhos para a proveitar o toque dele, mas de repente seus olhos se abriram e ela sorriu - “Não é assim que os homens preferem?” - A mudança no tom de voz e até mesmo no olhar que agora não era mais tão infantil tirou o homem do seu juizo perfeito.

- “O meu motorista está esperando” - Ele disse e apontou na direção do carro onde estavam um motorista e um segurança

- “Hum, nós temos um motorista? E porque você tem um segurança?” - Ward afastou o corpo para ela andar a sua frente, mas não respondeu a nenhuma das perguntas

- “Para onde você quer ir?” – Ele perguntou de repente, mas Monique é nova em Londres, então mesmo depois de pensar no assunto, ela ainda não sabia onde queria ir.

“Eu não sei Senhor Ward, por que você não me leva para conhecer a noite Londrina?” – Ela abraçou ele pelo pescoço e o cheiro invadiu novamente o nariz dela, mas dessa vez ele sentiu o que ela estava fazendo e seu corpo inteiro ficou rigido.

- “Eu não sou um homem que curte a noite Londrina, sinto muito” – Sentindo que ele estava tenso e que sua voz estava rouca, Monique sorriu - “Então vamos fazer algo que você nunca fez” - Ward pareceu pensar em algo e sorriu.

O motorista estava esperando ao lado de um phanton preto com vidros escuros e Monique ficou um pouco intimidada de entrar no carro de um estranho asism, mas ela não queria ser essa Monique, então ela agradeceu ao motorista e entrou no carro.

- “Para onde vamos senhor Ward?” – Ward olhou ela com cuidado e ela estava muito bem no carro dele.

- “Eu nunca estive em uma das boates mais famosas de Londres, então que tal isso?”

- “Uma boate? Parece meu tipo de diversão” – Ela respondeu e sorriu para ele com todos os dentes a mostra como uma criança que ganha doce.

Ward disse ao motorista para onde estavam indo e logo o carro estacionou na frente da Daniel’s.

“Tem certeza que você nunca esteve aqui?” - Monique perguntou depois de ver que eles pararam em uma entrada particular.

- “Eu nunca estive, mas eu não gosto de filas” - Ward manteve um sorriso debochado no rosto e estendeu a mão para ajudá-la a sair do carro

- “Vamos?”

- “Com certeza”

Monique gostava desse Ward um pouco menos formal e preocupado, era facil lidar com ele, e ela não queria saber muito sobre o homem que a estava acompanhando, ele era um meio para um fim, era um instrumento para uma noite inesquecivel.

Quando eles entraram, Monique ficou um pouco desapontada, era uma area vip onde a musica era mais baixa e ficava longe da pista de dança - “Não, nós vamos descer” - Nessa hora o segurança dele se aproximou - “Senhor, lá esta muito cheio, seria melhor...” - Mas antes dele terminar a frase Monique ficou entre os dois e agarrou Ward pelo terno

- “Sinto muito grandão, mas essa noite eu sou a chefe do seu chefe e nós...” - Ela disse a apontando para os três, Ward, o segurança e para si mesma

- “Vamos descer e dançar como pessoas normais”

O segurança esperou pela ordem de Ward, mas ele deu de ombros e seguiu a mulher até uma mesa longe da area vip e perto da pista de dança - “Vocês fiquem aqui”

Ela desapareceu no meio da multidão e o segurança se aproximou de Ward - “Senhor, eu acho que essa não é uma boa ideia” - Ele olhou em volta e a boate estava lotada demais para perceber qualquer pessoa ou coisa

- “Relexa, nós vamos só nos divertir um pouco hoje”

Logo Monique estava voltando seguida por um garçom com uma bandeja e diferentes drinks coloridos - “Vamos, esses são para nós três”

Charles era o segurança pessoal de Ward há muitos anos, mas essa era a primeira vez que algo desse tipo estava acontecendo

-“Sinto muito senhorita, mas eu estou aqui a trabalho” - Mas Monique não se importou - “Aqui, esse é seu, e seu chefe vai mandar você beber, então você tem que beber, certo?” - Ward sorriu para o homem que estava com ele o tempo todo e - “Vamos, Charles, é só um drink e estamos bem hoje?”

Monique ainda não entendia por que o homem precisava de um segurança, mas ela não quis mais perguntar nada sobre isso. Ward olhou a bandeja e o garçom parado atrás da mulher e levantou o dedo

-“Eu quero um scotch, puro e sem gelo” - Mas Monique parou o garoto antes que ele pudesse sair

-“Você vai tomar um desses drinks”

-“Eu prefiro o uisque”

-“Não estou perguntando o que você prefere, eu estou mandando você beber um desses drinks” - No canto da mesa Charles deu um risinho

-“Eu não sou um homem que toma drinks” - Ward falou serio.

Monique brincou e uni duni tê fazendo carinhas engraçadas enquanto esoclhia um drink aleatorio, mas no final ela enacrou o homem e seus olhos fizeram ele desviar o olhar, era a primeira vez que isso acontecia. Ainda encarando o ‘timido’ Ward, ela pegou um dos muitos driks diferentes da mesa e entregou a ele

-“Esse é de menta e maçã”

-“Driks são sempre responsabilidade de alguém que não controla o que serve” - Ward disse colocando o drink de lado

-“E o seu uisque é previsível e monotono”

-“Eu prefiro a constancia” - Monique aproximou rosto o suficente para seus labios quase se tocarem

-“Então você não é o homem que eu preciso” - O coração de Ward deu um salto e ele sentiu todo o seu sangue circular em uma area especifica do corpo.

Mas ela se afastou e levantou, se ele não estava disposto a obedecer algo tão simples quanto tomar um drink, por que ela ficaria ali? Mas Ward segurou o braço dela - “Eu vou tomar o drink” - Ele pegou o copo que ela deu a ele e virou de uma vez só e o gosto doce da maçã e refrescante da menta encheram a boca dele e ele sentiu que estava comendo um doce com alcool que tinha um gosto pessimo, mas ainda olhou para ela como se estive bebendo a melhor bebida do mundo

- “Está feliz agora”

Monique deu de ombros e olhou entre ele e o segurança que ainda estava tomando o mesmo drink

- “Na verdade não estou, eu quero dançar” - Ela puxou Ward pelo braço e ele deixou que ela o levasse para a pista de dança, de repente ele sentiu todo o corpo dela pressionado contra o dele, suas mãos passeando pelos ombros e pescoço e ele se deixou levar pelo jeito que ela estava dançando e acompanhou.

Do outro lado da boate, em uma das areas vips, alguém tirava uma foto das cenas quentes na boate Daniel’s.

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