
A DOMADORA
Capítulo 3
NARRAÇÃO BETO
Volto com Diabo para casa e aquela patricinha dos infernos não sai da minha cabeça. Ela era irritante, debochada e... deliciosamente gostosa. Balanço a cabeça para tirar esses últimos pensamentos da minha mente. Mulher desse tipo é melhor nem chegar perto, no máximo provar uma vez para nunca mais. Levo o cavalo até sua baia e verifico a sela.
- Não é tão pesada assim.
Digo para o cavalo e ele bufa.
- Você esta de coisa com aquela branquela gostosa.
Ele começa a trotar parado no lugar.
- Só por causa disso vai ficar ai sozinho.
Saio da baia e sigo para casa. Assim que entro, Janice vem correndo em minha direção.
- O que aconteceu?
Passa a mão em meu rosto e olha minha camisa suja.
- Diabo se assustou e me derrubou.
- Esse cavalo é muito violento, não deveria monta-lo.
- Ele é meu preferido, sabe disso! Gosto desse jeito selvagem dele.
Sorri e balança a cabeça.
- Qualquer dia uma mulher selvagem também vai roubar seu coração.
A imagem da patricinha invocada me vem a mente e meu corpo arrepia.
- Tá pra nascer mulher que vai me laçar, Janice.
Sigo para o meu quarto tomar um banho.
****************
Entro no chuveiro e fecho meus olhos, sentindo a água quente bater em meu corpo. Olhos negros dominam a minha mente. Meu corpo lembra da sensação do corpo dela colado ao meu e sinto ele endurecer. Não! Me nego a ficar duro por aquela mulher. Respiro fundo e tento pensar em outras coisas. Essa noite o prefeito fará uma festa para receber a primavera e talvez eu tenha sorte com alguma mulher. Termino de me lavar e sigo para o armário. Coloco meu jeans claro e minha camisa branca. Separo minhas botas e meu chapéu. Antes de ir, preciso comer alguma coisa.
******************
Me sento a mesa e Janice surge com um lanche de carne assada.
- Vai na festa?
- Sim.
Digo mordendo meu lanche.
- Vai dormir em casa?
Começo a rir.
- Se tiver sorte não.
Ela quem ri agora e continua limpando a pia.
- Cheguei!
Nunes grita e entra na cozinha.
- Como foi a entrega?
- Normal.
Responde e beija a mulher dele.
- Fiquei mais tempo ouvindo sobre a nova vizinha do que descarregando os sacos.
- É vizinha?
- Sim, o povo do centro está empolgado com a moça.
Encaro ele sem entender nada.
- É bonita, olhos negros e dizem que é muito simpática.
Começo a rir, não é possível que aquela branquela é minha nova vizinha.
- O que foi?
Nunes me olha sem entender nada.
- Já conheci a patricinha branquela hoje.
- E como foi para você?
- Ela é folgada e metida, se acha superior e acha que entende de cavalos.
- Deve entender, parece que vai abrir um centro de equitação e que vai cuidar só de cavalos.
- Vamos ver quanto tempo isso vai durar, vai cansar do trabalho rapidinho.
- Inácio foi tentar uma vaga de emprego com ela.
Solto meu lanche no prato e não gosto nem um pouco disso. Respiro fundo, tentando manter a calma.
- Como ele pode fazer isso?
- Beto, vocês brigaram!
Seguro a mesa firme, Inácio é meu melhor amigo. Sempre trabalhamos juntos aqui na fazenda e ele sempre questionou as minhas ordens. Semana passada discutimos feio e ele pediu as contas aqui da fazenda.
- Brigamos como sempre e no final estamos sempre juntos aqui.
- Talvez ele queira algo novo.
- Não acredito que vai me trocar por aquela...
Fecho meus olhos e respiro fundo mais uma vez.
- Vou conversar com ele hoje na festa, uma conversa de homens.
- Tenta não ser grosso, ele é seu amigo.
Reviro os olhos e mordo meu lanche com raiva.
**************
Chego à cidade e observo a felicidade geral. Nós gostamos de uma boa música, comida e bebida. Salto do cavalo e o amarro em uma arvore ao lado da pracinha. Vejo as crianças correndo e a tenda ao fundo com a festa já agitada. Sinto um toque em meu braço.
- Oi!
Me viro e vejo Brenda com uma minúscula saia e uma blusinha decotada. Isso vai facilitar muito minha noite.
- Oi!
Ela sorri e se afasta para evitar comentários.
- Vai me visitar hoje?
- Acho que podemos fazer algo por aqui primeiro.
Morde o lábio toda safadinha.
- Gosto de quando é selvagem.
- Então espera que eu te procuro.
Se afasta e segue para a tenda. Vejo alguns conhecidos na entrada e cumprimento. Entro e vejo Inácio conversando com uma bela morena. Observo o corpo dela em um belo vestido de flores até o joelho. Está de costas e não acho que já a tenha visto por aqui. Então ela se vira e merda, é a patricinha branquela. Desvio o olhar e tento ignorar os dois no canto conversando. Inferno, só uma olhada. Viro a cabeça e vejo ele sorrir para ela, tocando seu rosto e vejo que ficou vermelha. Bicha safada!!!! Morde o lábio e sinto meu membro pulsar. Desvio o olhar novamente e respiro fundo. Isso deve ser coisa da novidade, é carne nova e meu corpo já quer provar. Ando pela festa olhando algumas vezes para os dois.
- Beto!
O Sr. Silva surge a minha frente. Merda, não quero ficar de costas para ela. Ando disfarçadamente em torno do Sr. Silva até ficar de frente para o casal.
- Como vai, Sr. Silva?
- Bem! Eu queria dizer...
Ignoro o que fala quando vejo Inácio se aproximar do ouvido da patricinha branquela. Ele sussurra alguma coisa e ela sorri tímida. Sinto meu sangue ferver, não acredito que já vai abrir as pernas para ele. Deve ser igualzinha a Brenda, fácil de comer
- Entendeu?
O Sr. Silva pergunta me encarando, não ouvi merda nenhuma.
- Podemos falar sobre isso amanhã? Eu queria aproveitar a festa.
- Claro!
Vejo a patricinha indicar que vai ao banheiro.
- Preciso ir ali um minuto.
Digo já me afastando do Sr. Silva seguindo-a até o banheiro. Ela entra e espero um pouco. Uma mulher sai e aproveito e entro. Fecho a porta por dentro e assim que me viro a vejo inclinada lavando o rosto na pia. Me aproximo dela com calma e quando se levanta e me olha pelo espelho, se assusta.
- Só pode ser perseguição.
Fala com seus olhos negros irritados, me lembra uma égua brava que eu tinha.
- Veio acalmar o fogo, patricinha?
- Primeiro, meu nome é Lívia.
Diz se aproximando.
- Segundo o que eu estava fazendo não é da sua conta.
Tenta passar por mim, mas coloco meu corpo na frente. Meu nariz esta em seu cabelo e seu cheiro me deixa louco.
- Saia da minha frente, caipira.
Não consigo esconder o sorriso ao sentir sua respiração acelerada.
- Primeiro, meu nome é Beto.
Morde a boca para não rir.
- Segundo...
Puxo ela para a minha frente e enfio minha mão em seu cabelo, segurando firme.
- Só saio daqui depois que eu te provar.
Empurro com a outra mão sua cintura até encostar seu corpo na pia. Seus olhos encaram minha boca.
- Me solta!
Pede ofegante e acho que com tesão.
- Não!
Falo empurrando meu corpo no dela, minha ereção esta em seu ventre.
- Me solta, seu caipira.
- Não, até eu saber que gosto tem, branquela.
Minha boca avança na dela, seus lábios no começo se mantêm unidos, mas assim que puxo seu cabelo ela geme me dando acesso a sua boca. Minha língua sente seu sabor e devo dizer que ela é deliciosa. Leva as mãos a minha camisa, me segurando firme. Boa garota!!! Então ela morde meu lábio inferior e sinto me puxar dando uma joelhada bem na minha ereção.
- Porra!!!
Grito, caindo de joelhos.
- Nunca mais toque em mim sem a minha permissão.
Se curva e me olha.
- Não sou como essas vacas que costuma comer por aqui.
Seguro meu membro que dói pra caralho e ela sai me deixando aqui com dor.
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