
A doce vingança
Capítulo 3
Ryan estava prestes a se aproximar de Dayna quando Jon apareceu, puxando-a com uma facilidade que surpreendeu a todos.
"Uau! Isso é um pouco atrevido, não acha? Sua noiva aprovaria?" Ryan ergueu uma sobrancelha, seu tom carregado de um leve desafio.
Jon, sempre tranquilo, retrucou sem hesitar: "Por que não pergunta a ela mesmo?" Com isso, ele levou Dayna para fora do bar.
Lá fora, Jon não parou. Ele abriu a porta do banco traseiro do carro e empurrou Dayna para dentro um pouco rudemente antes de se acomodar ao lado dela.
O cheiro marcante e familiar de seu perfume invadiu o espaço, fazendo Dayna se afastar em direção à janela, criando distância entre eles.
Quebrando o silêncio tenso, Dayna arriscou: "Então, o encontro não deu certo?"
Ela havia se esforçado bastante para organizar a noite para Jon e Madison, até reservando um quarto de hotel, sem nunca esperar que terminasse tão abruptamente.
A resposta de Jon foi cortante enquanto ele segurava seu queixo, virando seu rosto para ele. "O quê? Eu estraguei seus planos bem pensados de conhecer novos rapazes?"
Dayna, surpresa com o tom acusatório dele, buscou palavras. "Foi pura coincidência. Wouford é simplesmente pequena demais para..."
Sua explicação foi interrompida quando os lábios de Jon encontraram os dela, seu beijo forte, com um toque de raiva.
Dayna, percebendo a mudança em seu comportamento, o empurrou firmemente.
"Senhor Matthews!", ela protestou, se afastando de sua investida.
A expressão de Jon se aprofundou com sua resistência — Dayna raramente o enfrentava tão diretamente, e isso o irritava.
"Você tem uma noiva agora. Isso deve acabar", Dayna afirmou decisivamente, sua voz firme, refletindo sua determinação. Ela havia ponderado sobre essa decisão por dias.
"Diga isso novamente", Jon exigiu, sua voz baixa.
Dayna o encarou diretamente, sua expressão resoluta. "Senhor Matthews, você não pode acreditar que eu continuaria com esse arranjo mesmo depois de você se casar. Eu preciso pensar no meu próprio futuro enquanto ainda posso."
Seu tom era distante, como se seu passado não tivesse sido nada mais do que uma transação desprovida de emoção.
O olhar de Jon permanecia em seus lábios. "Então, você realmente está pensando em ficar com Ryan?"
"Sim", Dayna confirmou sem rodeios, sua admissão clara.
A acusação de Jon veio, amarga e cínica. "Então você está cometendo um erro. Ele sempre se interessa pelo que é meu. E ele quer você apenas porque você está comigo."
A resposta de Dayna foi calculada, desempenhando o papel que ele esperava dela. "O que importa? Eu não experimentei alguém como ele antes, e ele pode ser tão lucrativo quanto."
"Alguém como ele? Você é realmente corajosa por dizer isso", Jon comentou, seu tom carregado com um frio ameaçador que desmentia as palavras casuais.
Dayna, aparentemente alheia à ameaça velada em sua voz, respondeu com frieza calculada: "Não se preocupe, senhor Matthews. Vou manter nossas vidas pessoal e profissional separadas."
Ela alcançou a porta do carro, buscando escapar, mas Jon a trancou com um clique decisivo.
Antes que ela pudesse protestar, as mãos fortes de Jon a prenderam, suas ações rápidas e perturbadoras. Enquanto suas mãos se aventuravam sob suas roupas, sua voz era afiada. "Você acha que pode decidir quando isso termina? Alguma vez pensou em me perguntar? Desde quando você faz as regras?"
"Jon Matthews, não seja um estúpido!" O uso do nome completo dele por Dayna carregava uma severidade que ela nunca havia empregado antes.
Jon ignorou seus protestos, os dedos impiedosos avançando por baixo do vestido, seguindo em direção à sua roupa íntima.
Dayna sufocou um grito de dor, mordendo o lábio enquanto ele desabotoava seu cinto e a reivindicava com uma força que abalou o interior do carro.
Na manhã seguinte, Dayna acordou em sua própria cama, o quarto inundado de luz do dia e estranhamente silencioso. O outro lado da cama estava vazio como sempre.
Fora de sua porta, os sons de intrusão a trouxeram de volta à realidade. Abrindo a porta, Dayna encontrou Rhonda liderando um grupo em sua casa.
"Rhonda?", Dayna questionou, puxando o fino robe com mais força ao redor do corpo coberto pela camisola, tentando esconder as marcas visíveis em seu pescoço.
Ignorando a tentativa de Dayna de recuar, Rhonda bloqueou seu caminho. "Senhorita Allen, peço desculpas pela invasão."
Ao seu aceno, seus cúmplices começaram a empacotar apressadamente os pertences de Dayna em malas, eventualmente jogando tanto a bagagem quanto Dayna para fora.
O frio de março penetrava em sua pele, implacável contra a pouca roupa que usava. Mas Rhonda não se comoveu com a forma trêmula de Dayna enquanto dirigia a troca das fechaduras bem na frente dela.
"A senhora Matthews pensava muito bem de você, acreditando que você tinha o bom senso de evitar esse fim. Claramente, ela estava errada. Agora, eu devo lidar com isso", Rhonda declarou, suas palavras tão frias quanto o ar que as envolvia.
Rhonda emitiu suas instruções com um desapego clínico, sua expressão desprovida de simpatia. Dayna ficou em silêncio, sabendo bem que qualquer tentativa de argumentar seria em vão.
"A senhora Matthews mencionou que, se você permanecer cooperativa, ela continuará a cobrir as despesas médicas de sua mãe. Afinal, você e o senhor Matthews realmente têm uma longa história juntos", Rhonda acrescentou com um tom carregado de condescendência, ecoando o próprio desdém de Helena antes de partir.
A perda de seu pai e a doença crônica de sua mãe haviam endurecido Dayna, ou assim ela pensava. No entanto, as recentes reviravoltas, culminando em sua expulsão, trouxeram uma lágrima inesperada aos seus olhos.
No final, ela procurou sua amiga mais próxima, Caroline Hudson, para apoio, que encontrou Dayna tremendo do lado de fora em seu fino robe quando chegou.
"Ainda bem que esta é uma entrada privada, ou o mundo inteiro poderia ter visto esse fiasco", Dayna tentou brincar, escondendo sua agitação que Caroline viu claramente.
Sem palavras, Caroline colocou seu casaco em torno de Dayna, seus olhos nublados de preocupação.
"Como faço para entrar em contato com Jon Matthews?", ela exigiu, sua voz cheia de raiva, pronta para enfrentá-lo por Dayna.
"Por favor, vamos apenas manter um pouco de dignidade", Dayna implorou, parando Caroline em seu caminho.
Entendendo a situação de Dayna, Caroline suspirou profundamente, sentindo uma tristeza profunda por sua amiga. Ela sabia que causar uma cena não mudaria nada. Relutantemente, ela ajudou Dayna a reunir seus pertences. "Vamos sair daqui."
Dayna se refugiou no apartamento de Caroline, seus pensamentos consumidos por preocupações com sua mãe. Ela logo se dirigiu ao hospital, apenas para encontrar o quarto de sua mãe perturbadoramente vazio, seus pertences pessoais desaparecidos.
Frenética, Dayna agarrou uma enfermeira que passava. "Onde está minha mãe?"
"A paciente, Susan Allen? Alguém acabou de levá-la", a enfermeira respondeu sem emoção.
"Quem exatamente a levou?", Dayna pressionou, seu coração acelerando de medo.
"Apenas alguém com o sobrenome Matthews", a enfermeira respondeu, alheia à gravidade de suas palavras para Dayna.
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