
A diva que deixou o mundo do ex em ruínas
Capítulo 2
Na entrada movimentada do hospital, Emilia avançou carregando sua mala.
Assim que saiu da propriedade dos Mitchell, ela soube que sua melhor amiga, Sloane Stewart, havia sido internada e correu direto para o hospital.
Mal havia chegado ao corredor quando o irmão mais novo de Rodger, Sebastian Mitchell, bloqueou seu caminho.
Sebastian sempre se esforçava para zombar dela, aproveitando todas as oportunidades para provocá-la.
"Como ousa aparecer aqui?! Violet quase morreu por sua causa!", ele esbravejou, seu olhar transbordando de raiva.
A expressão de Emilia não se alterou.
"O que acontece com Violet não é da minha conta", ela disse, com uma voz mais fria do que aço. "Agora, saia do meu caminho."
"Por que eu deveria? Você veio aqui para causar mais problemas, não foi?!", Sebastian retrucou, com a irritação estampada em seu rosto.
"Estou te dando uma última chance. Saia do meu caminho", Emilia disse, enquanto seu olhar se endurecia com um tom ameaçador.
Sebastian estufou o peito, se recusando a ceder um centímetro. "Não vou sair!"
Sem dizer mais uma palavra, Emilia o agarrou pelo braço e o jogou no chão, movendo-se com uma força inesperada.
Um baque forte ecoou pelo corredor, seguido pelo gemido de dor de Sebastian, que mal teve a chance de processar o que havia acontecido.
Sem olhar para trás, Emilia passou por cima dele, ignorando-o enquanto ele se contorcia no chão.
Atrás dela, a voz de Sebastian, distorcida pela raiva, soou: "Emilia! Você vai se arrepender por isso!"
Não muito longe dali, Wilbur Collins soltou um assobio, seus olhos arregalados de surpresa.
"Ora, vejam só! Quando foi que a senhora Mitchell se tornou tão formidável? Sempre achei que ela fosse doce e quieta. Acho que ela enganou todos nós."
O olhar frio de Elias Dixon acompanhava cada movimento dela, sua expressão indecifrável. Havia algo na ousadia e rapidez dela que havia chamado sua atenção.
"Ainda está olhando para ela, Elias? Não me diga que está interessado nela", Wilbur provocou com um sorriso malicioso.
Sentado em sua cadeira de rodas, Elias mantinha seu olhar frio. Seus dedos finos batiam um ritmo constante contra sua coxa.
Vários anos atrás, uma emboscada planejada quase lhe tirou a vida, deixando-o arrasado após o acidente. Embora o acidente não o tivesse matado, nunca mais andaria.
Sem um milagre de Asclepius, ele enfrentaria uma vida inteira preso a essa cadeira de rodas.
Toda vez que se lembrava de como sua investigação o levou diretamente ao Inferno — o infame sindicato de assassinos — uma faísca fria e implacável se acendia por trás de seu olhar cerrado. Ele não tinha dúvidas em sua mente — senhor Inferno, o líder desta organização, tinha participação nessa bagunça.
"Alguma novidade sobre Asclepius?", Elias perguntou.
O sorriso habitual de Wilbur desapareceu assim que as palavras saíram dos lábios de Elias, sua expressão tornando-se séria. "Rastrear Asclepius é como perseguir uma sombra. Ele desapareceu completamente há quatro anos. Sem vestígios, sem pistas. Se quer saber minha opinião, encontrá-lo agora é quase impossível..."
Wilbur desviou o olhar para as pernas imóveis de Elias, a preocupação vincando sua testa.
A única pessoa capaz de curar Elias era aquele médico arrogante, aquele que ousava se chamar de Asclepius.
Uma sombra passou pelo rosto de Elias, sua voz mal passando de um sussurro: "Vamos."
Toda a esperança havia se esvaído dele, substituída por uma aceitação relutante. A vida em uma cadeira de rodas seria sua nova realidade.
A mão de Wilbur estava justamente alcançando o manete da cadeira de rodas quando seu celular tocou.
"Sim, o que foi?", ele atendeu, tentando parecer casual.
Conforme as palavras chegavam pela linha, sua expressão se transformou — choque, depois descrença, e então algo próximo de entusiasmo.
Assim que encerrou a ligação, Wilbur virou-se para Elias com um brilho brincalhão em seus olhos. "Então, tenho duas notícias. Você quer a boa ou a ruim primeiro?"
Elias olhou para frente, seus lábios formando uma linha dura, parecendo completamente desinteressado.
Wilbur gemeu, lançando-lhe um olhar de falsa derrota. "Você poderia ao menos fingir que se importa."
"Não me importo com nenhuma das duas", Elias respondeu, com a voz monótona e fria.
"Tem certeza?" O sorriso de Wilbur se alargou, um brilho de travessura em seus olhos.
Baixando a voz, ele se inclinou e sussurrou: "Asclepius acabou de reaparecer."
Por uma fração de segundo, o tempo parou. Um choque de descrença atingiu Elias, e suas mãos se fecharam em punhos, a tensão estampada por todo o seu corpo.
Ele já havia aceitado que a esperança se fora, e ninguém poderia ter previsto uma reviravolta como essa.
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