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Capa do romance A Cabana do Amor

A Cabana do Amor

Prestes a cruzar o corredor da igreja para seu casamento, Helena é surpreendida pela chegada repentina de Felipe. Montado em sua moto, o ex-namorado a desafia a ter uma conversa definitiva antes do compromisso eterno com outro homem. Em um momento de incerteza e impulsividade, ela decide abandonar a cerimônia e partir com ele. Esse encontro inesperado coloca seus sentimentos à prova e ameaça mudar o rumo de sua vida para sempre.
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Capítulo 2

Helena conhecia muito bem aquele caminho e não estava preparada pra voltar lá. Fazia menos de um ano que tinha terminado seu namoro de quase 3 anos com Felipe, e resolvido se casar, apenas para provar que ja tinha o superado.

Ela sabia que era completamente imatura, mas precisava daquilo.

Nem imaginava que Felipe surgiria, pra ela, Felipe ja tinha seguido em frente. A moto parou em na grama em frente o chalé afastado onde Felipe morava.

Ele era assim, moderno a moda antiga, gostava da vida simples, de acordar com o sol no rosto,o barulho dos passarinhos, de tomar vinho em frente a lareira e escutar musicas velhas.

E Helena sentia falta disso. Ela era elétrica, gostava de barulho, de conversa, de adrenalina. O completo oposto de Felipe, e assim ela era acalmada. Sentia que relaxava perto do mais velho, porque só com um olhar Felipe entendia tudo que passava com Helena, e com um olhar ele conseguia acalma-la ou doma-la. Eles eram completos juntos.

Helena desceu brava da moto, arrumando os cabelos que foram bagunçados com o venteo - Não acredito que me trouxe pra essa cabana ridicula!

Felipe riu, tirando o capacete e então Helena o olhou, os cabelos caindo pra tras revelando sua testa, e logo caindo pra frente novamente em seus olhos, a jaqueta de couro apertando seu corpo e a calça preta ridiculamente colada, com botas nos pés. O jeito badboy que Helena se lembrava estava intacto. - Você anda desdenhando muito das coisas que já aproveitou.

A mais nova cruzou os braços, na defensiva - Tudo bem, eu to aqui pode falar.

- Vamos entrar pelo menos?

- Não! Vamos conversar aqui fora! - Helena bateu o pé. Não estava preparada pra entrar, sabe-se la o que encontraria la dentro.

- Helena a, vai chover, você não quer molhar seu vestido caro, não é? - Felipe disse, e como um aviso ela sentiu uma gota em seu rosto, então olhou para o céu. Saiu correndo em direção a casa, Felipe caminhou a passos lentos ate a porta, mas quando Helena entrou a trancou, deixando Felipe pra fora. Na chuva.

- Helena abre a porta - Felipe disse batendo na madeira com vidros, a chuva engrossava e já molhava Felipe.

- Não, ninguem mandou me tirar do meu casamento! - gritou de dentro do aposento.

Ela se afastou, olhando em volta, o cheiro que se lembrava e a remetia a sensação de lar. Os moveis ainda no mesmo lugar que ela tinha trocado na ultima vez. A cama em frente a janela que deixava ver a paisagem la fora, uma foto antiga deles na estanestante. Helena suspirou, olhando pra fora, vendo Felipe encharcado. Ele poderia ficar doente, então foi ate a porta e a abriu.

- Merda Helena, não precisava disso tambem - disse abrindo a jaqueta e a tirando, e logo passou a camiseta molhada pelo corpo, deixando seu abdomen exposto, a tatuagem de aguia subindo por sua barriga, as gotas da chuva caindo de seus cabelos e molhando seu peito. Helena respirou fundo. Vendo Felipe indo ate a porta e a trancar.

- Vou tomar um banho quente, você sabe onde fica tudo aqui. To quase arrependido de ter te trazido.

- Ninguem mandou você me trazer! - ela disse - E eu sei onde fica a chave reserva! - ela gritou pra Felipe que tinha entrado no banheiro.

O mais velho voltou, dessa vez vestido só com a boxer preta, a tatuagem mais visivel dessa vez, o final das penas em sua coxa esquerda,caminhou ate a estante, pegando a chave reserva de dentro do pote, e olhou pra Helena com um sorriso sem dentes, voltando ao banheiro. - EU SEI SAIR DAQUI SEU IDIOTA, EU PRATICAMENTE MOREI AQUI!

- Mas que merda Helena - Felipe saiu novamente e Helena suspirou, gelando um pouco ao pensar que talvez ele saisse sem nada dessa vez, mas não, ele arrumou a boxer no corpo e foi ate o guarda roupa, pegando algo de dentro de uma caixa.

Depois foi ate Helena, a puxando pelo braço - O que você ta fazendo Felipe? Me solta. - Felipe apenas foi ate a cabeceira da cama em silencio, depois encaixou uma algema na grade e então uma no pulso de Helena, que riu - Você acha mesmo que essas algemas de sex shop vão me prender aqui?

- Acho - ele disse olhando nos olhos dela.

Então Helena puxou a mão uma vez, e outra, e outra, o som da grade batendo na parede o lembrava de um som que saia por motivos bem diferentes. Ela arfou, olhando Felipe sair para o banheiro - FELIPE NÃO ACREDITO NISSO!

Ele deu de ombros, de costas, tirando a boxer no caminho, mostrando a bunda para Helena que engasgou com a propria saliva - Filho da puta - falou baixinho então suspirou, sentando na cama. Tinha deixado o celular no carro, não tinha como avisar ninguem. Demorou alguns minutos para Felipe sair do banheiro com uma toalha amarrada na cintura, e Helena revirou os olhos - Você não podia ter se trocado no banheiro não?

Felipe riu, estava indo ate o guarda roupa mas virou e foi em direção a Helena, ela começou a recuar na cama o tanto que a algema permitiu, vendo Felipe em frente, com gotas de agua em seu torso, os cabelos bagunçados, a tatuagem... aquela tatuagem que ela amava tanto trilhar. - Ate parece que não cansou de ver tudo isso por anos.

- Mas agora é diferente, eu sou noiva e mereço respeito.

- Respeito? - Felipe arqueou uma sobrancelha - Você ta se casando com um cara que conheceu a menos de um ano como se ainda não sentisse nada por mim.

- Mas eu nao sinto! - ela disse com a garganta incomodada, o cheiro de Felipe estava tirando todos seus sentidos.

- Não sente? - ele provocou, colocando um joelho na cama no meio das pernas de Helena - Não mexo nada com você mais?

- Não - ela sussurrou - nadinha.

Felipe se abaixou e Helena foi recuando ate a algema fazer pressão em seu pulso,o peito molhado do ex quase encostava no seu.- Tem certeza vida? - Felipe falou com a voz baixa e grossa se aproximando do rosto de Helena.

Maldito apelido, maldito Felipe.

Helena juntou toda a força que tinha e quando o rosto se aproximou ela acertou uma joelhada no meio das pernas do ex. Felipe grunhiu em dor, indo pra tras e colocando as mãos nas partes intimas - Helena você ta louca?

Helena se arrumou na cama - Pra você aprender a não fazer gracinha comigo.

- Meu Deus o que eu tinha na cabeça pra te trazer aqui. - Felipe falou consigo mesmo - Ele se virou de costas, colocando uma boxer e um short - Eu vou ai te soltar, mantenha os joelhos quietos. - Helena apenas o olhou e Felipe se aproximou, meio afastando, mancando um pouco,e então abriu a algema, libertando o pulso de Helena. - Pronto, pode ir embora.

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