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Capa do romance A Babá do Filho Esquecido do CEO

A Babá do Filho Esquecido do CEO

Valentina, uma estudante em crise financeira e sob risco de despejo, aceita o desafio de ser babá do pequeno Felipe. O menino é filho de Aslan, um CEO gélido que não consegue manter funcionários por muito tempo. Enquanto tenta lidar com a carência da criança e o rigor do empresário, Valentina descobre que por trás da fachada calculista de seu chefe existe um homem complexo. Aos poucos, a convivência transforma a vida dos três em uma união profunda e inesperada.
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Capítulo 1

Capítulo 1 

Valentina parou em frente ao prédio onde ficava a sede da Aslan S.A., olhou ao redor, era imenso, podia muito bem caber 5 prédios do que ela morava dentro daquele. Enquanto olhava para cima embasbacada de como era alto o prédio que estava prestes a entrar, quase bateu nas portas de vidro. Assustada, ela olha para o lado vendo de relance uma moça rindo e apontando para uma colega que também começou a rir dela. 

Ela engole seu orgulho, se ajeitando, entra no prédio seguindo para a recepção. Assim que fica em frente a recepção da empresa, finalmente a recepcionista a olha como se questionasse o que uma jovem estava fazendo ali. 

— Eu vim para uma entrevista com o senhor Aslan. —- Assim que as palavras saem de sua boca, Valentina presencia a expressão da mulher passar de hmm desembucha logo que quero ficar livre de você para O que foi mesmo o que você disse?

A recepcionista mesmo estranhando telefona para a secretária do CEO com a testa franzida,  que para sua incredulidade confirma que o CEO estava esperando uma mulher para a entrevista, elas passaram alguns minutos conversando amenidades como se Valentina não estivesse ali. Impaciente com a falta de respeito, Valentina pigarreia. Com cara de poucos amigos, a recepcionista desliga o telefone, contrariada pega um crachá de liberação e entrega para Valentina dizendo:

— Aqui está sua liberação. Os elevadores ficam no fim do corredor. A sala do CEO é no andar 45.

Com indiferença, voltando aos seus afazeres como se Valentina não estivesse mais a sua frente.

Ela segue as instruções da metida e esnobe recepcionista que continuava pregada no telefone, mesmo um pouco atrapalhada, chama o elevador que não demora nem um minuto.

“Eu tenho que conseguir esse emprego!” Pensou consigo mesma à medida que o elevador subia os andares. Valentina nunca tinha ido tão alto em um prédio em toda a sua vida, aquela seria sua primeira vez. “Que Deus me ajude!” Pensou enquanto isso olhava pelas vidraças do elevador panorâmico ele se afastar cada vez mais do chão

O elevador para abrindo direto na recepção do CEO, Valentina ainda sem saber como agir, observava tudo ao seu redor, os móveis, as paredes, tudo era lindo e maravilhoso, até mesmo parecia que ela tinha entrado em um filme de tão perfeito que era tudo naquela sala. Arrumando toda coragem que tinha, ela sai do elevador indo vacilante até a secretaria.

“Será que ela é mesmo a secretária do todo poderoso CEO? Está mais parecendo uma modelo em roupas de grife!” Se perguntou ao chegar mais perto e perceber o quanto a mulher era elegante e bonita.

— Bom dia.

— Bom dia, senhorita Valentina. Seja bem-vinda. O CEO já vai recebê-la — disse educadamente. Valentina pisca atônita com tamanha educação, muito diferente da enjoada da recepcionista. Ela se sentou na poltrona que havia em frente a mesa da secretária, aguardando o dito cujo do CEO da empresa, enquanto esperava voltou a observar o andar em que estava, era tudo muito assimétrico e minimalista, tendo pouca decoração, realmente havia ali um toque masculino.

A secretária telefonou para algum lugar enquanto não era atendida, dedilhava com delicadeza os dedos de sua mão esquerda em cima da mesa, demonstrando estar ansiosa. Valentina sem saber direito o que fazer voltou sua atenção à decoração.

— Senhor Aslan, a senhorita Valentina está à sua espera. — Anne disse assim que a ligação foi atendida, permaneceu em silêncio, por um minuto enquanto escutava o retorno do CEO. — Sim, senhor. Eu a informarei.

A recepcionista desligou o telefone, olhou para Valentina que a encarava com um misto de curiosidade e medo. 

— Você pode entrar na primeira sala à esquerda, espero que consiga o emprego. — A secretária disse com um sorriso pequeno nos lábios. 

Valentina se levantou da poltrona com as pernas bambas, ela nunca tinha feito uma entrevista de emprego na vida. O nervosismo a corroía de dentro para fora, contudo, ela tinha que aguentar firme para o seu próprio bem.

— Obrigada! — Valentina murmurou à medida que dava passos vacilantes na direção indicada pela secretária.

Assim que Valentina entra na sala, que estava com a porta aberta, o CEO a estava esperando, ela pôde sentir seu olhar crítico sobre ela, sentia como se fosse uma presa prestes a ser abatida, seu coração acelerou em antecipação. 

— Pode se sentar. — Aslan afirmou com um tom sério, apontou para uma cadeira em frente a sua mesa. Valentina um tanto nervosa, com as mãos suando coladas em seu corpo, pois não sabia onde colocá-las, se sentou na cadeira olhando diretamente para o CEO que graças aos céus não a olhava naquele instante. 

Aslan abriu sua gaveta, já impaciente, pegando a pasta em que estava o currículo da candidata a babá de seu filho. Colocou-a em cima da mesa, abrindo como se não importasse com Valentina na sua frente. Ele passou os olhos pelo currículo fazendo uma leitura dinâmica, parou na idade da mulher que estava na sua frente, olhou para o papel e para Valentina uma e outra vez, ele tentava entender o motivo de a mulher a sua frente aparentar ser mais jovem do que estava escrito no papel.

— Valentina… pelo que olhei em seu currículo você é formada em primeiros socorros — Aslan começa se amaldiçoando por hesitar no começo. Ele estava acostumado com entrevistas de babás, seu filho era um pestinha que não conseguia parar com nenhuma babá, então acabará se acostumando às entrevistas, mas foi pego de surpresa com aquela beldade entrando em seu escritório. Anne havia lhe informado que uma candidata a babá viria no próximo dia. Aslan nem se deu ao trabalho de perguntar qual era a idade de Valentina, somente pegara o currículo enfiando na gaveta.

— Sim, eu sou formada em primeiros socorros além de estar cursando pedagogia e amar crianças. — Valentina afirma enquanto estufa o peito orgulhosa de seus feitos, também não perderia a oportunidade de demonstrar que não era qualquer uma na fila do pão. Ela tinha percebido os olhares julgadores do CEO. Valentina podia ser nova mas não era boba.

“O que uma jovem que tem uma vida pela frente quer cuidar de crianças melequentas?” Aslan pensou à medida que analisava criticamente a vestimenta da candidata. Valentina vestia uma camisa de malha branca de manga, anteriormente ele pode ver que usava uma calça jeans azul escuro e um sapato ALL STAR  branco, ela não usava nenhuma joia, o que o fez questionar em pensamentos o porquê. 

— Sim, eu pude perceber ao analisar seu currículo. — Aslan mentiu, ele não tinha analisado o currículo de Valentina, mas não podia deixar a peteca cair a essa altura do campeonato. Ele passou os olhos, mais uma vez,  pelo currículo, concentrado, com a testa franzida,  procurava algum empecilho que pudesse ir contra o que ele buscava em uma babá,  contudo, não encontrou. — Pelo que pude ver está tudo ok com seu currículo, mas eu gostaria de saber de você o que não faz de forma nenhuma?

— Eu não faço comida e não arrumo casa. — Valentina afirmou impondo limites, ela sabia muito bem que teria que pôr limites logo de começo senão logo estaria fazendo o que não era da sua ossada. Aslan simplesmente concordou com um aceno de cabeça. 

— Tem mais alguma coisa que não faça? — Ele perguntou para se certificar que era somente aquilo.

— Não, é só isso mesmo. — Valentina respondeu com um sorriso tímido. 

— Até sexta-feira daremos um retorno se você passou. — Aslan disse finalizando a entrevista de emprego. 

Valentina se levanta da cadeira tremendo pela adrenalina liberada em seu corpo durante a entrevista que foi rápida e desgastante para ela, graças aos céus ela achou que se saíra bem, apesar de o seu futuro chefe ter uma carranca, caminhou em direção a saída do escritório com seus pensamentos tumultuados.

“Que Deus me ajude e tenha conseguido esse emprego!” Valentina pensou enquanto o elevador se aproximava cada vez mais do chão. Ela teria uma semana para se preparar tanto para uma resposta negativa quanto para a que esperava que viesse, que ela teria sido escolhida no emprego, apesar de não ser o trabalho dos seus sonhos, era o que pagaria seu aluguel, assim impedindo que fosse despejada.

Aslan sentado em sua cadeira, ainda estava com o currículo de Valentina em mãos, ele não gostou nenhum pouco do que sentira assim que a viu, jogou com raiva o currículo um pouco amassado de volta na gaveta. Bufou estressado e gritou chamando a secretária. Ela até estranha a atitude dele, pois nunca a tinha tratado assim antes.

— Sim, senhor. — Anne disse entrando no escritório surpresa pela forma que Aslan a tratou.

— Traga-me algo para dor de cabeça. — Aslan rosna dando as costas para a secretária.

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