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Capa do romance A babá do CEO Arrogante

A babá do CEO Arrogante

Fábio Diniz é o prepotente dono de uma editora que usa o trabalho para fugir da solidão. Acostumado a ser obedecido, ele vê sua rotina mudar ao conhecer Gabriela Castilho. A jovem estudante de gastronomia torna-se babá de sua filha e desafia sua arrogância ao negar-lhe até o próprio nome. Enquanto o CEO se apaixona, segredos surgem para testar o casal. Gabriela precisará vencer seus medos do passado para viver esse romance repleto de emoção e sabor.
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Capítulo 3

Fábio subiu as escadas e foi direto tomar um banho, encontrou a filha no corredor que estava descendo para jantar.

- Boa noite papai, chegou na hora certa, a Gabi estava fazenda o jantar.

Na cozinha Gabriela já havia deixado a mesa posta.

- Fabi tenho que ir, ainda tenho que fazer algumas coisas para a faculdade, peça desculpas ao seu pai por não esperar ele descer.

Ela estava indo até a porta e falou de longe: - Fabi, me manda a receita que quer, para amanhã eu trazer tudo que for necessário.

Fábio estava descendo as escadas, pensou ter reconhecido aquela voz, apressou o passo, mas ela já estava dentro do carro passando pelo portão.

Ele voltou e foi até a cozinha, encontrou uma mesa cuidadosamente posta e uma refeição fresca.

- A sua tutora acabou de sair, certo?

- Sim, ela precisava fazer algumas coisas da faculdade, não tinha como ficar.

Ele ficou cismado, era a mesma voz da moça petulante, mas seria muita coincidência.

Na semana seguinte haveria uma pequena recepção para comemorar o aniversário da editora, não era nada muito requintado, todos os funcionários estavam convidados.

- Bom dia senhor Diniz.

- Bom dia Gustavo.

Como sempre Gustavo pegou o café do chefe e levou até a sala dele. Ficou parado, escolhendo as palavras.

- Peça rapaz, o que quer?

- Na sexta- feira teremos o aniversário da empresa, gostaria de saber se posso trazer alguém.

- Sabe que sim, tem direito a uma acompanhante.

- Sei disso senhor, a questão é que a acompanhante seria minha irmã, entende o empasse?

- Sim, se estarei aqui ela não poderá vir...

Ele pensou um pouco antes de responder, achou que seria interessante esse encontro e tiraria a dúvida.

- Pois bem, ela busca a Fabíola na escola e a deixa em minha casa, vou pedir para uma das empregadas ficar com ela.

- Agradeço senhor, ela ficará muito feliz em saber.

Na sexta-feira fizeram como combinado, Gabriela pegou a menina na escola e levou pra casa, teve tempo ainda de deixar a refeição pronta e ajudar no dever de casa, saiu e foi se preparar para noite.

Ela estava linda, não tinha um estilo muito chamativo, usava um vestido preto até o joelho, brincos dourados pequenos e o cabelo solto.

O local era animado, as pessoas estavam dançando e haviam mesas para quem quisesse sentar e beber.

- Gu, que lugar legal, vou dançar...

- Calma, deixa eu te apresentar ao pessoal, ainda quero encontrar o idiota do elevador.

Gabriela cumprimentou a todos, ninguém fez nenhum comentário ou teve uma reação em desacordo ao primeiro encontro.

- É Gabi, acho que deve ser alguém de outra empresa, ninguém te conhecia.

- Tudo bem, vou ao banheiro, você poderia pegar algo no bar pra mim.

Gustavo estava pedindo quando encontrou o chefe.

- Boa noite Gustavo.

- Boa noite senhor Diniz, não o vi aí.

- Veio com sua irmã?

- Sim, estamos naquela mesa ali.

Gustavo apontou para mesa que estava com três moças, nenhuma se parecia com a petulante do elevador. Ele esqueceu de mencionar que Gabriela não estava na mesa no momento.

- Ok... - Fábio disse, deu um último gole na bebida e saiu dali.

Foi em direção a saída e encontrou uma moça de costas, os cabelos e a altura lembravam muito a moça de dias atrás.

- Tomando um ar senhorita?

Gabriela reconheceu aquela voz no mesmo instante, sorriu e se virou.

- O que temos aqui... Senhor arrogante, não pensei que o encontraria.

- Boa noite senhorita Petulante, eu que estou surpreso, trabalha na editora?

- Não, vim acompanhar uma pessoa... E sim estou tomando um ar.

- Sabe que posso te ajudar com isso.

Gabriela riu e pretendia passar por ele para entrar. Mas ele a deteve.

- Onde vai? Me diga seu nome!

- Já tem um nome pra mim, não preciso dizer nada. Eu não fico questionando o seu.

- Se quiser eu digo.

- Vou entrar... - Ela disse sorrindo.

- Você me desafia e eu gosto disso.

Fábio a envolveu em seus braços e a beijou, alguns funcionários que estavam mais próximos da porta viram, não sabiam a identidade da moça, mas tinham certeza que aquele era o presidente da empresa. Gabriela se perdeu por um instante naquele beijo, a deixava quase sem ar.

- Entre comigo, seja minha acompanhante hoje? - Fábio pediu.

- Não, tenho uma pessoa me esperando.

- É comprometida então?

- Claro que não, se fosse não deixaria que chegasse perto de mim.

- Me sinto aliviado por isso.

Ela entrou, pretendia ir até onde o irmão estava, mas uma pessoa lhe parou.

- Gabriela, quanto tempo?

O coração de Gabriela disparou somente por ouvir a voz, se sentia fraca naquele momento, a pessoa segurava seu braço.

- Não sabia que trabalhava no grupo Diniz.

- Me solte!

- Só estamos conversando, não precisa ter medo.

- Quero que me solte!

Fábio não demorou muito para entrar, viu a cena e interviu.

- O senhor é surdo? A moça disse pra solta-la.

Nesse momento ele o fez e Gabriela passou para as costas de Fábio.

- Boa noite senhor Diniz, quanto tempo...

- Boa noite. Não sei realmente seu nome.

- Sou Otávio Martins, um dos associados, estava apenas conversando com a moça, não sabia que estava acompanhada, ela e eu somos velhos conhecidos.

Gabriela saiu e Fábio foi atrás, não antes de deixar uma ameaça.

- Não acabamos aqui senhor Martins.

Gabriela já estava do lado de fora, quando ele a alcançou.

- Ei, calma! O que vai fazer?

- Vou pra casa, pego um táxi e vou pra casa.

- Nada disso, eu te levo. Afinal agora sabe meu nome.

- Sei seu sobrenome... senhor Diniz.

- Que seja, mas insisto, posso te levar?

Gabriela concordou que sim, ele a levou até a casa simples do bairro de classe média.

- Obrigada senhor Diniz, me ajudou muito hoje.

Ela pretendia sair imediatamente, mas ele segurou seu braço.

- Espere! Seu nome... Ainda não sei seu nome.

- Sou a... senhorita Petulante. - Ela estava rindo, quando ele se inclinou e a beijou, foi um beijo mais intenso, Gabriela se achava louca de beijar um homem que mal conhece, mas não recuou.

- Boa noite, pelo menos sei onde mora.

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