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Capa do romance A babá do CEO Arrogante

A babá do CEO Arrogante

Fábio Diniz é o prepotente dono de uma editora que usa o trabalho para fugir da solidão. Acostumado a ser obedecido, ele vê sua rotina mudar ao conhecer Gabriela Castilho. A jovem estudante de gastronomia torna-se babá de sua filha e desafia sua arrogância ao negar-lhe até o próprio nome. Enquanto o CEO se apaixona, segredos surgem para testar o casal. Gabriela precisará vencer seus medos do passado para viver esse romance repleto de emoção e sabor.
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Capítulo 1

Lutar sozinho é difícil, mas com talento e uma pitada de esforço, tudo é possível. Gabriela pensava assim, depois de todas as adversidades, pensava que seu esforço um dia seria recompensado e sua paixão pela cozinha faria dela alguém feliz!

- Magnífico!

- Para! Você fala isso porque é meu irmão, devem servir molhos excelentes no refeitório da sua empresa. - Disse Gabriela.

- Que nada mana, é cada coisa insossa que servem naquele lugar. - Respondeu Gustavo. - Bom, agora eu tenho que ir! Se meu chefe chegar antes de mim estou frito.

Ele deu um beijo no rosto da irmã e saiu. Passou como um furacão na sala, esqueceu que tinha algumas obras que levou para revisar, as deixou no sofá.

Gabriela se arrumou e pretendia ir para a faculdade, olhou a sala e viu o amontoado de papéis em cima do sofá.

- Ai Gustavo, de novo? - Ela reclamou sozinha.

Ela pegou os papéis e colocou no carro. Chegou no enorme prédio no centro da cidade em minutos, estacionou quase na porta.

- Moça não pode parar aí! - Disse um segurança.

- Eu só preciso entregar isso ao meu irmão, é urgente, prometo que não levo 10 minutos.

Gabriela ia falando e andando para dentro da empresa. Ela pegou o elevador até o último andar, viu a recepção ampla e Gustavo na mesa de entrada, atrás dele uma porta de madeira envernizada enorme.

- Mana, você leu meus pensamentos, já ia te ligar.

- Ai Gu, assim não dá! Vou correr já estou atrasada e parei em local proibido.

Gabriela desceu no mesmo elevador, passou correndo pela recepção e encontrou uma Land Rover preta a impedindo de sair.

- E agora como saio daqui? - Ela parou e coçou a cabeça.

Com o segurança havia um homem de terno preto, ele gesticulava parecia nervoso.

- Como pôde parar seu caso na minha vaga?

Gabriela estava de costa olhando algo no próprio carro. Se virou e viu aquele homem alto com cabelos preto penteado. Ela tremeu e respirou fundo, achou o homem incrivelmente lindo, mas não deixaria ser ofendida.

- Bom dia para você também! Se o dono desse outro carro sair eu posso tirar o meu e liberar sua vaga.

- É incrível como as pessoas não respeitam nada, pode ao menos se desculpar!

- Eu?... Me desculpar pelo o que?

- Pra começar...

- Vai tirar a droga do carro ou não?!

Fábio nunca era interrompido, as pessoas sempre o temiam, por isso quando ele falava sempre estavam de cabeça baixa. Gabriela ao contrário, se aproximou e o encarava, ele respirou fundo e acabou inalando seu perfume. Que delícia de perfume... ele pensou.

- Mas é muito petulante mesmo, ainda me interrompe, sabe com quem está falando?

Gabriela deu uma risada debochada que na verdade o agradou. - Não faço a mínima ideia.

Ele sorriu, o atrevimento dela era por isso, não sabia que se tratava do presidente do Grupo Diniz.

- Qual seu nome garota?

- Petulante. - Ela disse rindo. - Tire seu carro para que eu possa tirar o meu e acabamos com essa discussão sem fundamento senhor arrogante.

Fábio entrou no carro bufando e deu espaço para Gabriela sair. Ela tirou o carro rindo e seguiu seu caminho.

Fábio estacionou e subiu para o escritório.

- Bom dia senhor Diniz! - Disse Gustavo.

- Você acredita que uma louca ficou batendo boca comigo no estacionamento, estou possesso.

- Quem era essa mulher?

- Não sei, ela não quis dizer o nome. Mas deixa pra lá, onde estão aquelas obras que pedi que revisasse?

- Estão aqui senhor! - Gustavo agradeceu mentalmente a irmã por trazer os papéis que ele havia esquecido em casa.

Fábio pegou o pacote e entrou para o escritório.

Enquanto isso Gabriela estava na faculdade, chegou atrasada.

- Gabi, você já perdeu duas aulas, o que aconteceu? - Perguntou Estela, uma das poucas pessoas que com quem ela conversava.

- Um idiota fechou meu carro no trabalho do meu irmão e ainda queria dizer que eu estava errada.

- Hummm, seu irmão não trabalha naquela empresa chique do centro?

- Sim, no grupo Diniz.

- Era que carro?

- Uma Land Rover preta.

- O dono era bonito?

- O que tinha de bonito, tinha de arrogante... Tá realmente um gato o homem, quase perdi o ar quando ele chegou bem perto de mim, mas aí ele abriu a boca e estragou tudo.

Elas riram da situação.

Depois da faculdade Gabriela foi pra casa, estava testando uma nova receita, adorava comida apimentada, e passava as tardes livres cozinhando.

Estava limpando a cozinha quando o irmão ligou.

- Gabi, tá ocupada?

- Não, estava limpando a cozinha. Sabe que hoje vim sem carro e minha carona já foi, pode vir me buscar?

- Mas está folgado mesmo, né? Chego em 20 minutos.

Gabriela dirigiu até a empresa e parou em uma vaga de visitante, não queria outra confusão.

Gabriela entrou no elevador e parou para amarrar o sapato, nesse momento alguém também entrou e a porta fechou, quando ela se levantou a luz apagou, antes mesmo de virar de frente. Ela se encostou no fundo do elevador.

Fábio xingou todos os palavrões possíveis mentalmente, ele já havia saido, mas esqueceu o celular e resolveu voltar para pegar.

- Senhorita, pode pegar seu telefone e chamar ajuda? Não estou com o meu. - Fábio disse, apesar das palavras educadas o tom era ríspido.

- Estou sem meu telefone... - Gabriela sentia o ar faltar, nunca gostou de lugares fechados, estar presa com um desconhecido era mais que sufocante. Fábio deu um soco na porta de raiva e ela pulou com susto.

- Senhorita, está passando bem? - Ele tentou se aproximar dela, mas não sabia bem onde estava, deu poucos passos, encontrou o braço de Gabriela e segurou o braço dela.

- O que está fazendo?

- Só queria me aproximar e te acalmar, percebi que está nervosa.

Ainda segurando o braço de Gabriela se aproximou um pouco mais, respirou fundo e sentiu o perfume de Gabriela.

- Senhorita, já nos conhecemos?

- Acho que não...

Fábio riu, apesar da voz assustada era a petulante de hoje de manhã, porem ele acreditava que ela não o reconheceu. Se aproximou um pouco mais, colocou os braços um de cada lado dela, como não estava encostando ela não percebeu, sabia que estava perto, então não se mexia por precaução.

- O que está acontecendo? Hoje de manhã estava bem mais falante.

- Ai merda, o senhor arrogante!

- Saberei seu nome senhorita petulante?

- Não mesmo... Pode continuar me chamando de petulante.

Nesse momento o elevador balançou e Gabriela se viu agarrada ao terno de Fábio. Ela não sabia que ele estava tão perto, agradeceu a escuridão, pois agora estava morrendo de vergonha.

- Tem medo do escuro, senhorita petulante?

- Não, mas lugares fechados me deixam sem ar.

- Entendo, se quiser podemos fazer algo para distrair a mente.

- O que está me sugerindo? Não pense que vamos fazer algo?

Fábio riu novamente. - Penso primeiro que poderíamos manter o dialogo, depois, que já pode me soltar.

Gabriela ficou vermelha, não tinha percebido que ainda segurava Fábio. Ela abaixou as mãos e se encostou na parede do elevador novamente.

- Uma pergunta, que perfume é esse? - Ele disse e colocou o nariz no pescoço dela. - Realmente inebriante.

Gabriela continuava em silencio, sentia faltar o ar e o coração acelerado. A respiração dela se tornou quase ofegante.

- Vou perguntar de novo, está bem?

- Me sinto sem ar...

- Acho que posso ter ajudar nisso.

Fábio a puxou para si com um dos braços e com o outro segurou a cabeça de Gabriela, a tomou em um beijo intenso, carregado de desejo, como ele se atreve a tanto? Ficaram se beijando por alguns minutos e pararam quando perceberam que a luz voltou e o elevador estava se movendo.

- Finalmente! - Disse Gabriela.

- Pensei que estava gostando. - Fábio disse com um sorriso travesso.

Gabriela sorriu, mas não quis admitir que gostou do beijo. O elevador parou e ela olhou em volta antes mesmo de sair, não viu o irmão, então apertou o térreo.

- Não vai sair do elevador? - Ele perguntou.

- Boa noite, senhor arrogante!

- Boa noite, senhorita petulante.

A porta do elevador fechou e Gabriela esperou chegar no térreo pedindo a Deus para o elevador não parar novamente. Próximo ao carro o irmão já estava esperando por ela.

- Onde estava mana? Estou aqui faz um tempo.

- Eu fiquei presa no elevador, tive que esperar, nem com meu celular estava pra pedir ajuda.

- Tudo bem, vamos que eu estou morto de cansado.

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