Capa do romance A Assistente Quente do Professor

A Assistente Quente do Professor

8.3 / 10.0
Lumiar Sindel, a filha rebelde da prefeita, acreditava ser intocável na escola até conhecer David Michel. O imponente professor desafia sua conduta, mas logo sucumbe a uma paixão proibida que ignora toda a ética profissional. Entre as paredes da instituição, eles vivem um romance secreto e intenso, arriscando carreiras e reputações. Agora, diante das rígidas normas educacionais que proíbem tal união, eles precisam decidir o que realmente importa para o futuro.

A Assistente Quente do Professor Capítulo 1

Não era nem seis da manhã quando Lumiar escutou o despertador gritar ao seu lado lhe informando que mais um dia havia amanhecido.

Seus olhos cor de mel se abriram com espanto, mas logo se fecharam obedecendo a sua mente em querer dormir mais um pouco. De todos os dias a qual ela sempre detestou se levantar da cama cedo, segunda-feira era o pior de todos.

Não se incomodou enquanto o despertador implorava por sua atenção, tão pouco quando a porta do quarto foi aberta e a voz de sua mãe soou por todo lugar. O frio lhe arrepiou quando as cobertas foram tomadas de si, antes de abrir olhos, sorriu de canto sentando-se na cama.

- Acorda agora - Ordenou a mulher mais velha a sua frente. - Se arrume e vá para a escola, eu não posso mais ficar vindo de acordar, Lumiar, você já vai fazer dezoito anos. - Bradou em frente à cama.

Lumiar soltou outro suspiro encarando a mulher mais velha, vestido outro de seus ternos o cabelo preso em um coque ridículo e até aquela cor de batom que não lhe favorecia... Onde foi parar sua mãe maravilhosa?

- Eu não preciso que você venha me acordar, sei a hora que tenho que me levantar. Acha que sou criança? - Cruzou as pernas na cama desviando o olhar para a cortina que fora empurrada para o lado dando luz ao quarto. - Não tem mais o que fazer?

- Eu tenho. - Se aproximou da cama entregando a menina uma pequena folha. Lumiar tornou a revirar os olhos quando encarou o titulo - Outra advertência por chegar atrasada, reprovar em duas matérias e de ser, ridiculamente, arrogante com os empregos daquela escola.

- Exatamente, mãe... São empregados, eu não tenho que respeitar pessoas que não fazem parte do meu ciclo social - Desceu da cama chamando ainda mais atenção da mulher incrédula. - Você mesmo trata sua assistente como uma idiota e vem querer me dar exemplos?

- Lumiar Sindel... - Se aproximou da filha trazendo o rosto da jovem para suas mãos. - Aqui dentro de casa, eu sou a dona de tudo, a sua mãe e a mulher que paga esses vermes para fazerem o que eu quiser. Fora dessa casa, eu sou a prefeita da cidade, uma cidadã do bem, que trata todos com alegria e educação e preso pela paz e a melhoria da sociedade...

- Qual é a vantagem de ser a filha da prefeita dessa cidade de merda se não posso fazer o que quiser? - Sorriu debochada.

- Você pode fazer o que quiser dentro dessa casa, mas fora dela, deve respeito às empregados, aos seus professores e pelo menos as suas notas que estão caindo cada vez mais. Você deve ser o exemplo de boa educação naquela escola, e não uma delinquente que via duas vezes para a detenção por dia.

- Se eles não conseguem lidar comigo, é só me expulsarem - Tânia encarou cada um dos olhos bonitos de sua filha antes de se afastar - O que foi? Desistiu?

- Melhores suas notas e pare de ir à detenção, ou eu vou cortar seu acesso ao meu cartão, a mesada, até ao motorista que te leva e trás e você o faz de empregado e carregador de sacolas quando vai as compras. - A menina ficou séria - Quero vê o que vai ser da filha da prefeita se não tiver dinheiro nem para comprar um lanche naquela escola de merda.

- Você não pode fazer isso - Declarou dando alguns passos à frente. Tânia era uma mãe radical, mas nunca mentiu ao delegar um castigo prometido.

- Eu controlo uma cidade, o que o povo diria se não pudesse educar e controlar a minha própria filha? - Lumiar abaixou os olhos dando um sorriso de canto.

_-_

A segunda-feira realmente tinha começado péssima, e estava destinada a piorar a cada momento. Revirou os olhos o mais alto que pôde quando seu motorista parou em frente a escola, esperou com paciência para descer.

Parou ali, respirou fundo, mostrou um sorriso doce e seguiu seu caminho para dentro sendo visada por todos no lugar, afinal de contas, a filha da mulher mais importante da cidade estava chegando para mais um dia na escola, só não sabiam se ela iria gritar com alguém ou ignorar cada um como se fossem insetos...

Á passos largos ela entrou no lugar desfilando pelos corredores até chegar ao seu grupo de amigos sentados pelo chão. Acomodou-se ao lado da melhor amiga sorridente.

- Fiquei sabendo que o capitão do time da outra escola se interessou pelo seu vídeo mostrando a língua para todos ontem - Lumiar sorriu de canto, mas logo parou. - O que? Você disse que ficaria com ele, vou mandar uma mensagem e marcar para nos encontramos daqui a uma hora.

- Espera... - Pediu após um momento em silêncio para imaginar como seria um encontro perfeito - Não posso.

- Como assim não pode. A gente não em que ficar nessas aulas chatas e você é a filha da prefeita, a gente faz o que quer nessa escola - Foi clara deixando seu celular de lado - Não quer mais se encontrar com ele?

- AH, não é isso Isa - Levantou pegando sua bolsa e foi acompanhada pelos corredores - A escola mandou as advertências para minha mãe... E eu preciso ir às aulas se eu ainda quiser ter dinheiro - Murmurou desgostosa parando em um corredor mais afastado, olhou em volta antes de voltar a Isa - E ainda tem as minhas notas.

- Meu pai sempre dar um jeito nas minhas notas. Preciso de um diploma, não de uma inteligência dos deuses - Voltou ao seu celular - Eu não quero ir sozinha, não acredito que vai me obrigar a ficar na aula.

- Não vejo a hora de fazer dezoito anos, porque assim eu vou tomar as minhas próprias decisões, mas antes disso pelo menos aqui dentro dessa droga eu tenho que sorrir e fingir que não tenho asco dessas pessoas pobres carentes de atenção e esses professores de merda que acham que podem mandar na gente. A minha mãe é a prefeita, eles deviam me obedecer.

- A sua mãe é a prefeita lá fora, aqui dentro é apenas a mãe de uma aluna arrogante e sem educação - As duas viraram em direção à voz mais forte, porém Lumiar foi à única que esbarrou em outra pessoa e a empurrou para longe repelindo qualquer contato.

- Não toque em mim. - Ordenou com ódio, até ver que a pessoa que empurrou sequer saiu do lugar, seja pela altura, ou o peitoral largo que tocou.

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